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Disputa

Marquinho Mendes (PMDB) condena briga entre parlamentares

Disputa por composição de comissão tem conflito e impeachment é suspenso

10 dezembro 2015 - 10h21

O deputado federal Marquinho Mendes (PMDB-RJ) condenou, na tarde de ontem, a briga entre os parlamentares na Câmara dos Deputados, no dia anterior, du­rante votação sobre a Comissão do Impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Entre ca­beçadas, urnas quebradas e mor­didas, Marquinho classificou a atitude como “arbitrária”. O STF suspendeu o processo de impea­chment até a próxima quarta.

– Estou chocado e muito de­cepcionado. Ninguém ali pensa em salvar o país, só em salvar o Eduardo ou a Dilma. Tem que acabar com a crise e o Brasil não pode ficar paralisado por conta de interesses pessoais de um ou de outro. A sessão foi feita em voto secreto, de forma totalmen­te arbitrária. Um dia triste para o país – lamentou ele, em entrevis­ta à Folha, ontem à tarde.

Na votação, os deputados de­cidiram (272 votos a 199) que a maioria dos integrantes que analisarão o pedido de afasta­mento de Dilma será composta por parlamentares de oposição e de aliados dissidentes. No total, esta chapa ficará com 39 dos 65 lugares disponíveis.

No entanto, horas depois da confusão que decidiu qual cha­pa seria protocolada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin suspendeu o andamento do impeachment na Câmara. Assim, todo o processo, inclusive a instalação da comis­são especial, fica paralisado até a próxima quarta, dia 16, quando o Supremo irá analisar ações movi­das por políticos governistas que questionam o início da tramita­ção do impeachment na Câmara dos Deputados. O processo foi suspenso devido a deferimento de parte de um pedido feito ao tri­bunal antes da votação, pelo PC do B, sigla da base governista.