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ELEIÇÕES 2020

Marquinho Mendes: "Eu me sinto capacitado para novamente reconstruir Cabo Frio"

A Folha conversou com o candidato do MDB, na série de entrevistas com os prefeitáveis de Cabo Frio

24 outubro 2020 - 14h00Por Rodrigo Cabral e Rodrigo Branco

Atualização às 18h40: A Justiça Eleitoral negou neste sábado o registro de candidatura de Marquinho Mendes, que deve recorrer da decisão.

O nono entrevistado da série de sabatinas da Folha com os candidatos a prefeito de Cabo Frio é o ex-prefeito Marcos da Rocha Mendes, de 61 anos, que concorre pelo MDB. Marquinho administrou a cidade entre 2005 e 2012. Também já foi deputado federal e estadual. Na última eleição para prefeito, em 2016, saiu vitorioso, mas só governou um ano e quatro meses, afastado pela Justiça Eleitoral.  Em 2018, disputou a eleição suplementar, na qual ficou em segundo lugar. O vice da chapa da coligação ‘Juntos pela Reconstrução’ é o policial militar Jorge Costa Marge, o Jorginho da Q’Onda, de 51 anos.

Folha dos Lagos – Por que deseja ser prefeito? Qual legado quer deixar para a cidade?

Marquinho Mendes – Eu, como prefeito de Cabo Frio por três mandatos, deixei um legado de obras, realizações e no social que falam por mim. Fiz as escolas padrão, os uniformes, kits e seguro acidente escolar para as crianças. Capacitamos os professores da Educação; na Saúde, trouxemos duas UPAs; construímos o Hospital da Criança e o Centro de Reabilitação. No social, criamos o Café do Trabalhador, fizemos e deixamos pronto o Restaurante Popular, o projeto Novo Cidadão, um projeto socioesportivo voltado às crianças. Saúde, social e Educação sempre foram minhas prioridades.  Recentemente, com a cidade destruída, em um ano e quatro meses coloquei  cinco folhas de salários em dia; a Saúde voltou a funcionar e os alunos retornaram para as salas de aula. Fiz muito, mas por amor ao meu povo, a minha cidade, e pela nossa história, me sinto capacitado para novamente reconstruir Cabo Frio. 

Folha – Como retomar o desenvolvimento, gerando emprego e renda, após um cenário de pandemia?

Marquinho – A destruição de Cabo Frio não foi pela pandemia, mas pela má gestão de um governo desastroso do Adriano, o novo que não deu certo, Esse desafio eu vivi no passado, peguei a Prefeitura da mesma forma quando assumi de Alair. Junto com o meu grupo, em um ano e quatro meses, tivemos capacidade de reconstruir a cidade, e hoje, daremos a volta por cima. A prioridade será a recuperação da Saúde, da Educação, do social e colocar o salário do funcionalismo público em dia. Me sinto capaz, por que eu já fiz. Colocando a casa em dia, arrumando a cidade, tapando os buracos, dando uma repaginada nas ruas e bairros, poderemos apresentar o nosso produto, o Turismo, com qualidade, através de Workshops. Gerar empregos através de leis de incentivo fiscal, para atrair empresas a se instalarem em Cabo Frio e ainda, criando um projeto do estágio remunerado para o ensino universitário, dando oportunidade do primeiro emprego para o jovem, absorvendo essa mão de obra aqui. 

Folha – Os municípios da região tiveram índice baixo no Ideb. Como mudar esse cenário e quais seus planos para a Educação?

Marquinho – Não poderia ser diferente. Quando se investe na Educação, na qualificação  e em cursos de capacitação dos funcionários, dos professores, temos o retorno do Ideb. Como temos hoje uma rede sucateada e sem investimento, o resultado é reflexo desse descaso do atual prefeito. Voltaremos a investir na Educação, reformando as escolas, qualificando os profissionais que prestam serviços nas escolas, capacitando ainda mais os professores, motivando e levando uma merenda de qualidade para os alunos e retornando com o uniforme gratuito e o kit escolar. Educação se faz com investimento e  valorizando, capacitando os profissionais.

Folha – Quais suas principais propostas para a Saúde?

Marquinho – Faremos a descentralização da Saúde, levando e estendendo para os bairros e comunidades os ESFs ( Programa de Saúde da Família). Para que toda a população possa ter essa cobertura da saúde, faremos o fortalecimento da rede hospitalar, para que funcionem de verdade para o povo. Nós temos  o Hospital do Jardim Esperança, o São José Operário, as UPAs e o Hospital de Tamoios, largado e que não funciona. Temos que fazer nos hospitais que eles virem hospitais. Não basta ter o prédio, temos que equipá-los, estruturá-los, colocar profissionais competentes e atuar na Saúde como nunca foi feito e, urgente, devido ao colapso atual. 

Folha – Quais as principais políticas que serão adotadas para o Turismo?

Marquinho – Não podemos pensar em Turismo com a cidade arrebentada, abandonada e destruída. Para apresentar a cidade, precisaremos dar um choque de gestão, beleza, estrutura e asfalto, tapando os buracos, sinalizando verticalmente e horizontalmente, corrigir os semáforos e fazendo obras de infraestrutura dentro da capacidade orçamentária, para aí sim apresentar uma Cabo Frio e vendê-la turisticamente através dos Workshops e apresentar a cidade onde ela não é conhecida. Além, claro, de atrair novamente, como nos meus governos, a rota dos transatlânticos. 

Folha – O que o candidato pensa em relação a políticas afirmativas para mulheres, negros e LGBTs?

Marquinho – Sempre valorizamos as políticas afirmativas ou a luta de classes das mulheres, negros e LGBTs nos meus governos anteriores, e dessa vez não será diferente. Continuarão sendo valorizadas e não discriminadas em nosso futuro governo. Fortaleceremos essa luta, seus direitos e o espaço com muito carinho e respeito. 

Folha – Quais suas principais propostas para o Esporte?

Marquinho – Não colocarei um real sequer em área alguma sem antes dar um jeito na Saúde, na Educação e no social em Cabo Frio. Mas sempre tive um olhar muito carinhoso e sei da importância do Esporte para o município e para os cabo-frienses, principalmente para as crianças, adolescentes e jovens. Tanto que fui eu quem construiu os ginásios João Augusto, em Tamoios, e o Vivaldo Barreto, no grande Jardim Esperança. Reformamos as praças, criamos o projeto socioesportivo Novo Cidadão, possibilitando as crianças, quando não estavam nas escolas, estarem nas quadras fazendo atividades. Tínhamos em nossos governos balé, natação e outras atividades gratuitas para a nossa população e que faremos novamente. 

Folha – Quais suas principais propostas para a Cultura?

Marquinho – A Cultura terá a atenção que teve nos meus governos anteriores com a valorização, principalmente, dos nossos artistas locais, nossas pratas da casa. O compromisso nos projetos culturais é para que retornemos com eles, já que eles movimentavam Cabo Frio e voltar com uma Cultura viva e atuante. Fazer funcionar nossos espaços culturais pós-pandemia, seguindo os protocolos, mas ativos e abertos para os cabo-frienses e os turistas. 

Folha – Quais os projetos do candidato para qualificar e ampliar a atuação da Guarda Municipal na Segurança Pública?

Marquinho – Valorizar a Guarda Municipal de Cabo Frio e a Secretaria de Ordem Pública é uma das nossas bandeiras de reconstrução da nossa cidade. Terá, sim, o nosso apoio, como sempre teve, porém, agora com um olhar mais criterioso para agirmos com urgência, dentro das nossas possibilidades orçamentárias, no intuito de fazer andar, com a eficiência e gestores qualificados, para darmos uma pronta resposta à população. Principalmente quando assumirmos, se eleitos pelo povo, em pleno Réveillon e alta temporada, que aliás, fizemos isso em 2016 para 2017, com a cidade caótica como está agora e demos conta do recado, junto com o apoio da Guarda e de tantos colaboradores, incluindo o povo cabo-friense que acredita em nosso projeto para a cidade. 

Folha – Quais suas prioridades em relação à infraestrutura da cidade?

Marquinho – A primeira coisa, a prioridade, será tapar os buracos, já que em Cabo Frio tem mais buracos que ruas. Veremos e faremos a questão da sinalização horizontal e vertical, pois é impossível termos uma cidade turística, nosso produto, mal sinalizada ou sem sinalização e acertarmos, repararmos, esses semáforos ao longo da cidade. Precisamos e daremos, urgentemente, um banho de loja na nossa Cabo Frio.

Folha – Quais as principais políticas que serão adotadas no Meio Ambiente? Especificamente sobre a Lagoa de Araruama, quais as ações viáveis do município para revitalização?

Marquinho – O município tem a sua participação, reconheço, mas a participação maior nesse projeto precisa ser dos Governos Federal e Estadual. Nós vamos solicitar ajuda ao Governo Federal e Estadual para que possamos avançar com as redes separadoras das águas fluviais do esgoto, para que seja separado de vez. Mas, precisamos do aporte do Governo Federal, por ser muito caro, porém viável em parcerias. Precisamos ter e faremos a cobrança direta do poder público municipal em cima da prestadora de serviços, que é a Prolagos, cobrando e exigindo mais investimentos por parte da empresa para que alcancemos o resultado satisfatório em nível da recuperação e preservação da Lagoa de Araruama. Preservaremos a nossas belezas naturais e retomaremos com projetos do Meio Ambiente, que o que ainda existe, foi feito em nosso governo.

Folha – De que maneira o município pode ser mais independente dos repasses dos royalties? Como enxerga um cenário caso o regime de partilha dos royalties seja alterado no STF?

Marquinho – Se houver, o que eu não creio que aconteça, acaba falindo o Estado do Rio de Janeiro, falindo o município de Cabo Frio e toda a população, gerando uma catástrofe. Não acredito que isso passa, porque não tem como os municípios, não apenas Cabo Frio, sobreviverem hoje sem a receita dos royalties do petróleo. Tenho fé que conseguiremos essa vitória no STF. 

Folha – Como resolver o problema dos atrasos de servidores e aposentados?

Marquinho – Tendo gestão e sabendo administrar. Peguei a Prefeitura de Cabo Frio com cinco folhas de salários atrasados do Alair e uma cidade destruída, suja e onde nada funcionava e, em um ano e quatro meses, os salários estavam em dia, a cidade voltou a respirar, a Saúde funcionava;  Educação e os alunos com aulas, e demos a volta por cima, como daremos agora com o voto e a confiança do povo cabo-friense.

Folha – Quais os principais projetos e políticas públicas direcionadas para a população de Tamoios?

Marquinho – Tamoios não é um distrito, é uma cidade. Sou o único prefeito que olhou por Tamoios e fez investimentos. Levei a UPA, fiz a rodovia lateral, fiz o ginásio de Tamoios, levei os projetos sociais, os Cras, os Paifs. O que tem em Tamoios foi feito por Marquinho. Precisamos continuar investindo lá, sempre tive esse compromisso e sempre terei com investimentos maciços para a minha gente de Tamoios, valorizando nossa terra, nosso povo e a nossa história, reconstruindo e voltando a ter orgulho de sermos, todos, aqui e lá, cabo-frienses.

(*) O entrevistado desta segunda-feira (26) será o candidato Serginho Azevedo, o Doutor Serginho, dos Republicanos.

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