Assine Já
terça, 22 de setembro de 2020
Região dos Lagos
20ºmax
17ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 7914 Óbitos: 414
Confirmados Óbitos
Araruama 1580 102
Armação dos Búzios 474 10
Arraial do Cabo 231 13
Cabo Frio 2555 140
Iguaba Grande 640 34
São Pedro da Aldeia 1284 51
Saquarema 1150 64
Últimas notícias sobre a COVID-19
Marquinho

Marquinho Mendes: '‘Adriano é filho político de Alair’

Prefeito diz não ter medo do TSE e faz crítica a adversário, que responde: ‘tentativa bisonha’

10 abril 2017 - 21h20
Marquinho Mendes: '‘Adriano é filho político de Alair’

O terceiro mandato do prefeito de Cabo Frio, Marquinho Mendes (PMDB), completou ontem três meses, em meio às celebrações pelos avanços iniciais, silenciosamente ainda paira a dúvida sobre a situação judicial da ação de inelegibilidade por abuso de poder político que corre no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se por um lado, o prefeito diz ter ‘preocupação zero’ com a pendência judicial, ele não economiza farpas contra o adversário da última eleição, o médico Adriano Moreno, e o antecessor, Alair Corrêa. Afinal, nos bastidores, corre a informação de que ambos se aliaram para derrubar Marquinho em Brasília.

– Adriano foi derrotado nas urnas e não fico preocupado com o processo eleitoral, que já acabou. Ele deveria estar preocupado em ajudar o município que diz amar e não atrapalhar o processo administrativo. Adriano segue a mesma cartilha do seu pai político que é Alair Corrêa, que por quatro anos me atrapalhou a administração. Adriano e Alair tem a mesma conduta – disparou o prefeito.

Ainda não há qualquer julgamento agendado no TSE para definir a situação do prefeito. Enquanto isso, Marquinho garante que está preocupado apenas “em trabalhar pela cidade”. Ele tem viajado constantemente para a Capital Federal, mas para bater na porta de parlamentares e ministros com os pires na mãos, atrás de recursos.

Dedicado apenas à medicina, Adriano afirma que está preocupado com a situação da cidade e que espera que a Justiça decida logo a questão. Contudo, nega que esteja por trás de alguma conspiração. Adriano, para quem o prazo de começa a acabar depois da marca dos 100 dias, não deixou barato as declarações de Marquinho.

–Essa é uma tentativa bisonha de querer me ligar a esse modelo político falido de que ele faz parte. Modelo que é o mesmo que faliu o Estado do Rio. Conheço bem o Marquinho, trabalhei com ele 20 anos. Ele foi vice-prefeito de Alair por oito anos; deputado estadual com o apoio dele; prefeito com o apoio dele e eu é que sou cria de Alair? É querer “passar atestado de bobo” para todo mundo – retrucou o médico.

Nomeação de Kamilla: ‘Faria de novo, é capaz’

Um dos momentos mais controversos durante este período foi a nomeação da sua mulher, Ingrid Kamylla de Mendonça, como secretária de Assistência Social. Obrigado a recuar por causa do Ministério Público, o prefeito garante não ter se arrependido da nomeação. Apesar da Súmula Vinculante 13 do Supremo Tribunal Federal vedar a prática de nepotismo, ele diz que a questão não está bem, definida na Justiça.

– Se tivesse que fazer, faria de novo. A minha esposa é competente, é advogada, é capaz e a legislação é dúbia. Eu só retirei porque eu não quero criar atrito com o Ministério Público. Por que a minha esposa, que é capaz, não pode ser secretária de Assistência Social, se em Saquarema, o (ex-prefeito Antonio) Peres é secretário de governo da Manoela (Peres, prefeita e mulher de Antonio)? Em Duque de Caxias, o irmão de Washington (Reis) é secretário, a esposa é secretária – enumera.

Indagado sobre a razão de achar a legislação dúbia, o prefeito prossegue.

– Não tem definição. Ainda não foi definido pelo Supremo Tribunal Federal. A hora em que o martelo for batido, aí sim nós vamos ter uma decisão. Porque até agora ninguém sabe, se pode, se não pode. O promotor de Cabo Frio diz que não pode, o promotor de Saquarema diz que pode. Então não existe hoje uma regra definida – alega.

Menos de 15 dias após a nomeação de Kamylla, Marquinho não apenas teve que exonera-la, mas também o sogro e o cunhado, ambos com cargos na Comsercaf.