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POLÍTICA

Marquinho e Paulo César aparecem em delação de ex-presidente da Fetranspor

Ex-deputados federais negam ter recebido dinheiro de caixa 2 em campanhas eleitorais

06 dezembro 2019 - 19h21Por Redação

Os nomes dos ex-deputados federais Marquinho Mendes e Paulo César da Guia constam em uma lista de políticos que supostamente receberam dinheiro de caixa dois nas campanhas de 2014 e 2016 entregue à Justiça pelo ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), Lélis Teixeira.

De acordo com matéria da Revista Época, Lélis acusa 21 deputados, ex-deputados e candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) de terem recebido um total de R$ 20 milhões não contabilizados pela Justiça Eleitoral. Pela lista entregue pelo ex-presidente da Fetranspor, Marquinho teria recebido R$ 150 mil e, Paulo César, R$ 90 mil.

Procurados pela reportagem, ambos negaram qualquer irregularidade. Marquinho disse que a citação ao seu nome tem interesse de prejudicá-lo politicamente. Marquinho teve 45.581 votos em 2014, ficando na primeira suplência. Depois, chegou a assumir efetivamente o mandato. Em 2016, foi eleito prefeito com 44.161 votos, mas acabou cassado em 2018 pela Justiça.

– Isso aí eu só posso levar para o lado de alguém que queira me prejudicar. Não o conheço (Lélis); nunca o vi. Se cruzasse com ele na rua, nem saberia quem é. Nunca recebi nada desse senhor, nem de ninguém. Estou indignado com esse tipo de pessoa irresponsável que faz acusações desse tipo sem ter provas – disse o ex-deputado e ex-prefeito de Cabo Frio

Já Paulo César afirma que tudo o que foi gasto em suas campanhas foi declarado à Justiça Eleitoral. O médico esteve no Congresso Nacional entre 2009 e 2014, mas não conseguiu se reeleger. Em 2016, foi derrotado na disputa pela Prefeitura de Cabo Frio.

– Jamais fiz campanha com recursos ilegais. As doações que recebi do PR em 2014 e do PSDB em 2016 constam da minha prestação de contas. Se os partidos regionais receberam esse valor, eles terão de responder na Justiça Eleitoral. Colocaram meu nome, pois o partido deve ter feito a doação para o financeiro do candidato. A Justiça Eleitoral terá de apurar nos partidos. Minhas prestações de contas estão à inteira disposição. O Ministério Público Eleitoral pode contar com meu apoio total – disse.

Segundo Lélis, alguns pagamentos eram divididos entre a Fetranspor, entidade estadual das empresas de ônibus, e a RioOnibus, sua equivalente na cidade do Rio. Entre os citados, estão os secretários estaduais Otávio Leite e Felipe Bornier; os deputados federais Rosângela Gomes, Aécio Neves e Hugo Leal e os ex-deputados Sergio Zveiter, Edson Santos, Eurico Junior, Indio da Costa, Itagiba, João Ferreira, Julio Lopes, Marcelo Matos, Marco Antonio Cabral, Savio Neves, Simão Sessim e Washington Reis, este atual prefeito de Duque de Caxias. Da Assembleia Legislativa, constam da lista Alexandre Valle, Anabal, Átila Nunes Filho, Carlos Alberto, Marcelo Amaral e o candidato derrotado Marcelo Sereno.

Hugo Leal, Sérgio Zveiter, Felipe Bornier e Otávio Leite já se manifestaram negando qualquer irregularidade.

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