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Protestos

Manifestantes fazem protestos hoje na Praça Porto Rocha e no Fórum

Servidores reclamam que salários de julho ainda estão atrasados

12 setembro 2016 - 19h49Por Fernanda Carriço
Manifestantes fazem protestos hoje na Praça Porto Rocha e no Fórum

Os servidores de Cabo Frio farão uma manifestação hoje, a partir das 14h, em frente ao Fórum da cidade. O objetivo é chamar a atenção das autoridades judiciárias para os problemas vividos pela categoria. Segundo Olney Vianna, presidente do Sindicato dos Servidores, 608 estatutários ainda não receberam o pagamento de julho.

– O atraso já chega a 37 dias (ontem). E vamos também realizar esta grande manifestação pelo atraso já dos pagamentos de agosto, mais o 13° de 2015 ainda não quitado integralmente – informou.

Hoje também é dia de manifestação na Praça Porto Rocha, a partir das 14h. O ato “Por uma educação mais digna” pretende reunir alunos, pais de alunos e profissionais da Educação. Segundo um dos alunos organizadores, que é da rede estadual, mas se juntou aos alunos da rede municipal para protestar por uma educação melhor, já são quatro escolas fechadas na cidade.
– Temos a informação de que mais duas escolas serão fechadas esta semana A população de Cabo Frio precisa saber que os alunos acordaram e não vão se calar diante de tanto descaso. Estamos prejudicados. Só a luta faz a mudança – declarou Emannoel dos Santos, do Colégio Renato Azevedo.

Coveiros paralisam serviços em cemitério

Na manhã desta segunda (12), os coveiros paralisaram os serviços no cemitério Santa Izabel por conta dos salários atrasados. Somente um profissional ficou de plantão para garantir o que determina a lei. Houve protesto de pessoas que esperavam o sepultamento de familiares. A Ponte Márcio Corrêa chegou a ficar fechada por uma hora. Restos de caixões foram colocados para fechar o tráfego. O engarrafamento chegou a três quilômetros. No início da tarde o protesto acabou e os coveiros voltaram ao trabalho.  


Segundo Olney Vianna, os coveiros decidiram voltar ao trabalho porque um diretor da Secretaria de Serviços Públicos se comprometeu a resolver a questão  dos pagamentos atrasados.


– Não foram os coveiros que jogaram restos de caixões na Ponte. Foram os próprios familiares dos mortos que ainda não tinham sido sepultados. Os pagamentos de agosto ainda não foram pagos aos coveiros – finalizou Olney.