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impeachment

​Lideranças políticas de Cabo Frio esperam mudanças no país

Prefeitáveis opinam sobre impeachment e momento político brasileiro

22 abril 2016 - 12h35Por Rodrigo Branco
​Lideranças políticas de Cabo Frio esperam mudanças no país

FUTURO PRÓXIMO – Impeachment agora está aos cuidados de Renan, depois de ser conduzido por Cunha (Paulo Whitaker)

As eleições municipais acontecem apenas em outubro, mas os acontecimentos políticos em Brasília nos próximos cinco meses devem ter influência na cidade, a reboque das mudanças na economia e de um eventual governo Michel Temer (PMDB).

A Folha ouviu alguns dos pré-candidatos a prefeito – Marquinho Mendes (PMDB), Janio Mendes (PDT), Adriano Moreno (Rede) e Paulo César (PSDB) – que, com algumas particularidades, chegaram à mesma conclusão: a de que o país precisa e tem passado por mudanças. Com agenda cheia, o atual prefeito e candidato a reeleção Alair Corrêa (PP) não pode ser ouvido, enquanto Dirlei Pereira (DEM) não atendeu às chamadas da reportagem.

Correligionário de Temer, Marquinho não votou na sessão do último domingo por ser suplente, mas entende que a derrota do governo se deve ao distanciamento da população.

– A lição que fica é de que mais do que nunca, o político tem que dar obediência do seu mandato ao povo. Quem não se aproximar da vontade popular está fadado ao insucesso – disse o parlamentar que prefere a cautela ao comentar a possibilidade de um possível mandato do atual vice-presidente.

– O processo ainda não terminou. Ainda tem que ser analisado pelo Senado, mas pela votação, a Câmara deu um encaminhamento pró-impeachment, ouvindo as manifestações de rua e a vontade popular – emenda.

Também apertando na tecla da vontade soberana da população, Paulo César analisou o triunfo da oposição como um recado das ruas.

– O que fortaleceu o processo de impeachment foi a questão das manifestações de rua. A insatisfação com a política, a economia e o fato de terem afundado o país. Por isso, no plenário, o julgamento que era jurídico se tornou político – analisa o presidente municipal do PSDB.

De um partido contrário ao afastamento, apesar do voto favorável de seis deputados, o deputado pedetista Janio Mendes prefere aguardar os próximos acontecimentos para ter uma opinião definitiva sobre o futuro próximo.

– Se o Supremo Tribunal Federal não tomar nenhuma medida contra ladrões confessos e assumidos que estão no poder, como Eduardo Cunha, de nada adiantou todo esse movimento nacional – acredita.

Apesar da posição nacional da Rede, Adriano acredita em um ‘governo de coalizão’ até 2018.

– Vejo que nesse momento temos que mudar esse modelo político tacanho e mesquinho. O que se faz não é política, é politicagem – detona o vereador.