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ELEIÇÕES 2020

Leandro: "Meu desejo é transformar Búzios numa cidade-modelo"

Candidato a prefeito pelo PDT é o quarto a ser entrevistado na série da Folha dos Lagos

20 outubro 2020 - 09h19Por Rodrigo Cabral e Rodrigo Branco

Na série de entrevistas promovidas pela Folha com os candidatos a prefeito de Armação dos Búzios, chegou a vez de Leandro Alex de Souza da Silva mostrar as suas propostas de governo. Leandro tem 41 anos e concorre pela primeira vez ao posto de chefe do Executivo buziano. O policial militar foi candidato a vereador em 2016 e a deputado estadual, dois anos depois, e ficou com a suplência. A candidata a vice-prefeita na chapa da coligação  ‘A Força do Bem’ é Débora Pereira de Oliveira da Costa, a Débora de Gladys, de 24 anos.

Folha dos Lagos – Por que deseja ser prefeito? Qual legado quer deixar para a cidade?

Leandro – A vida nos cobra sempre nossa evolução e preparo para novos desafios. No Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), onde trabalhava até me licenciar para a campanha eleitoral, nós somos treinados não só para a guerra urbana, mas somos preparados para a vida. Saímos de lá com a certeza de que, seja o desafio que for, ele será vencido com determinação. Assim como eu sempre busquei o crescimento na carreira militar - não queria ser, simplesmente, só mais um - na política não vai ser diferente. Servi na Marinha, comecei como Guarda Municipal, fui soldado no 25º Batalhão, onde fiz muitos amigos, até chegar ao Bope, onde conquistei uma nova família, me aperfeiçoei e me especializei, fazendo vários cursos. Quero fazer um trabalho na Prefeitura que marque de maneira positiva a cidade que eu amo, que me permita crescer na política e ajudar a mais pessoas. Quero continuar a andar pelas ruas de cabeça erguida. Meu desejo é transformar Búzios numa cidade-modelo: modelo de gestão, modelo de turismo, saúde, educação e segurança, de maneira que outros prefeitos venham olhar e copiar o que a gente tem de melhor. É esse legado, de quem conhece cada recanto da cidade, estudou na rede pública e teve pais humildes e trabalhadores, que eu quero deixar: trazer qualidade de vida para os moradores e tratar bem os visitantes. 

Folha – Como retomar o desenvolvimento, gerando emprego e renda, após um cenário de pandemia?

Leandro – Fomos abençoados com uma natureza de grande beleza, o turismo continua como nosso principal ativo econômico, mas a pandemia nos mostrou, com o fechamento sanitário da cidade e a impossibilidade de recebermos visitantes, que não podemos depender de uma única fonte de recursos. Temos propostas para estimular diversas alternativas de geração de renda, incentivar e apoiar o empreendedorismo. Para isso, pretendemos modernizar a legislação municipal a fim de promover a abertura de novos negócios e estruturar e adequar a cidade para receber esses empreendimentos que vão surgir. Não podemos esquecer dos pescadores, a quem a cidade deve sua origem: vamos lançar um programa de incentivo para aquisição e reforma de barcos daqueles que estão cadastrados na Colônia de Pescadores do município; implantar um centro para conservação e beneficiamento do pescado e um centro profissionalizante para a pesca; combater a pesca predatória; e criar um conselho da pesca, com a participação dos pescadores e do poder público. Outro setor que vamos olhar com carinho é o da agricultura familiar, com a criação de um programa de fomento e profissionalização dos produtores rurais e uma política de apoio aos produtores orgânicos. Com o objetivo de fortalecer a Faetec local, será feito um trabalho de alinhamento com o Estado. Nossa intenção é fomentar parcerias com o Sistema S (Sesc, Senac, Senai, Sebrae, Sesi, Sescoop, Senar, Sest e Senat) e capacitar melhor o jovem de Búzios, para que ele tenha todas as condições de ser bem sucedido no mercado de trabalho. 

Folha – Os municípios da região tiveram índice baixo no Ideb. Como mudar esse cenário e quais seus planos para a Educação?

Leandro – Outra lição que a pandemia nos deu foi a de que a educação e a tecnologia têm que andar mais juntas do que nunca hoje em dia. Temos que informatizar toda a rede de escolas e dar condições para que os alunos dominem as inovações tecnológicas. Isso tem que vir paralelamente, é claro, à modernização e melhoria das instalações escolares, garantindo acessibilidade para os alunos com deficiência e o fornecimento adequado de material escolar e equipamentos para professores e estudantes. Nossa meta é o ensino em tempo integral, com a oferta de esportes, atividades de cultura e de empreendedorismo nos horários livres. Queremos colocar em funcionamento a Casa do Professor, um local voltado para a qualificação e atendimento psicossocial aos educadores da rede municipal. Pretendemos ampliar e melhorar o transporte escolar e universitário gratuito, a fim de atender o máximo de estudantes. Vamos nos planejar para abrir vagas em creches e na Educação Infantil a partir de dados fornecidos pelo Sinasc (Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos). E, além de criar um curso preparatório gratuito para estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio, temos o projeto de trazer uma universidade para a cidade. Nossa preocupação, portanto, vai além de atingirmos os índices do Ideb: estamos pensando na educação como um todo, incluindo adultos e idosos – para estes, vamos resgatar o programa EJA (Educação para Jovem e Adulto), que permite o retorno aos estudos de quem não teve acesso ao ensino na idade apropriada.

Folha – Quais suas principais propostas para a Saúde?

Leandro – A sociedade vai ser convidada a debater conosco uma solução definitiva para o Pronto Socorro Municipal (Hospital Municipal Rodolpho Perissé), em termos de remodelação e profissionalização, que gere satisfação aos buzianos. Reestruturar vai ser a nossa palavra de ordem nessa área, sempre com o objetivo de cuidarmos da saúde física e mental da população e, em especial, da criança, da mulher, do idoso, das pessoas com deficiência e dos dependentes químicos. Vamos começar com a reforma e modernização das Unidades de Saúde, com a regularização no fornecimento de medicamentos e a garantia de 100% de cobertura no atendimento pelo programa ESF (Estratégia de Saúde da Família). Também está no nosso programa o aprimoramento da nossa rede de urgência e emergência, inclusive com uma UTI móvel em operação para o transporte dos pacientes. Os buzianos com doenças crônicas e em tratamentos contínuos vão poder contar com um transporte exclusivo no seu deslocamento para atendimento médico-hospitalar em outros municípios. Nossa rede de saúde mental será fortalecida e haverá ampliação do atendimento a dependentes químicos, com ênfase no tratamento da dependência de crack e outras drogas. Meu grande sonho é dotar Búzios de uma estrutura de saúde completa e acessível para todos os bairros e que os moradores não precisem buscar em outros municípios o atendimento médico, que é um direito fundamental do cidadão e dever do Estado.

Folha – Quais as principais políticas que serão adotadas para o Turismo?

Leandro – O turismo em Búzios não pode mais suportar o desemprego por longos períodos durante o ano, à espera da chegada da alta estação. Precisamos de um calendário anual de eventos e atividades esportivas que atraia o visitante para a cidade todos os meses. Temos sorte de ter tantas opções de turismo de natureza e ao ar livre, tendência que cresceu no mundo por causa da pandemia do coronavírus. Mas as praias não são nossas únicas atrações e, mesmo a esse respeito, ainda há muito a explorar, como as praias além do pórtico, entre elas a José Gonçalves e a Rasa. Existem lugares pouco conhecidos, como a Serra das Emerências, a Ponta do Pai Vitório e o Mangue de Pedra. Há necessidade de reunir todas essas informações num roteiro oficial de trilhas, praias, mirantes e parques. Outra maneira de potencializarmos nossa matriz econômica mais forte é qualificando e treinando o trabalhador buziano para o mercado. Somos a favor da criação da TurisBúzios, agência oficial da Prefeitura cujo projeto de lei avança na Câmara, mas também temos propostas complementares, como a criação de um comitê de turismo com participação dos representantes da cadeia turística local e também a instituição de um Fundo Municipal de Turismo. Pretendemos, também, incentivar a construção de marinas de passagem para dar melhor suporte ao turismo náutico, localizadas em pontos indicados pelo Plano de Ordenamento Náutico e levando em consideração o estudo de impacto ambiental.

Folha – O que o candidato pensa em relação a políticas afirmativas para mulheres, negros e LGBTs?

Leandro – Vou criar a Secretaria Especial da Mulher e promover a reabertura do Ceam, Centro Especializado de Atendimento à Mulher. Com esses dois espaços, a mulher que está à procura de um emprego e aquela que é vítima de violência vão receber todo o tipo de apoio necessário, incluindo assistência jurídica e psicológica e preparação para ingressar no mercado de trabalho. A mulher terá voz e, se precisar da mão do poder público, ela será amparada. Também temos o plano de instituir, no âmbito da Guarda Municipal, a Patrulha Maria da Penha, visando sua integração à Rede Municipal de Atendimento à Mulher. Para atender a população LGBTQI+ vamos apresentar uma política municipal de promoção e garantia dos direitos humanos, que reconhece a diversidade e combate o preconceito e a discriminação. Búzios sempre soube acolher bem as diferenças e essa convivência pacífica irá prosseguir na minha gestão. Da mesma maneira, será implementada uma política municipal de promoção da igualdade racial, respeito e valorização dos povos tradicionais ribeirinhos e caiçaras (pescadores artesanais), mediante a efetiva atuação do Conselho Municipal da Igualdade Racial. Nossa cidade tem uma identidade negra forte, que pretendemos valorizar com o resgate histórico do quilombo da Baía Formosa e da inclusão dessa herança cultural no circuito turístico. 

Folha – Quais suas principais propostas para o Esporte?

Leandro – Gosto de nadar, de jogar futebol e praticar jiu-jitsu desde a minha infância e esses três esportes me deram o bom condicionamento físico que precisei para a carreira militar. Acredito no esporte como uma das melhores maneiras de manter o jovem ocupado e saudável, afastado do vício das drogas. Vamos considerar o esporte como uma ferramenta de transformação e desenvolvimento socioeconômico, em três diferentes abordagens: o esporte no campo educacional e na geração de valores; o esporte como meio de manutenção de saúde, bem-estar e prevenção de doenças; e o esporte no campo do alto rendimento, gerando negócios, eventos e empregos. Entre vários projetos, planejamos realizar os Jogos Estudantis e criar o programa Esporte Educa, levando escolinhas de esporte para alunos da rede pública, dentro e fora das escolas. Nos bairros, queremos fechar parcerias com a iniciativa privada para a instalação de equipamentos de esporte e lazer e desenvolver nesses locais atividades de médio e longo prazos, visando atender moradores e a população flutuante. Estaremos de olho nas jovens promessas buzianas de diversos esportes, para que façam parte do time ‘Búzios Atletas do Amanhã’ e tenham condições de treinar, competir e evoluir profissionalmente. Produtores de eventos esportivos, atletas profissionais, confederações esportivas oficiais e donos de empreendimentos esportivos serão convidados a participar do nosso Comitê Desportivo, onde o futuro do esporte será discutido e planejado.

Folha – Quais suas principais propostas para a Cultura?

Leandro – Assim como no Turismo, a Cultura de Búzios pode produzir um rico calendário de eventos, com festivais de gastronomia, feira do livro, festival de curtas para serem exibidos durante o Festival de Cinema, concursos de fotografia, eventos de música e o resgate de festejos folclóricos, como a Folia de Reis e o Jongo. Vamos lançar editais para projetos culturais locais e criar leis de incentivo para investimentos na Cultura. Em paralelo, agentes culturais poderão se qualificar para atender a essa demanda, por meio de parcerias que fecharemos com instituições aptas a fornecer cursos com esse objetivo. Nossa Biblioteca Municipal será reestruturada, com áreas para debates, laboratório de computação e coworking. Além de revitalizar a Escola de Música e a Escola de Circo, pretendemos dotar a cidade de uma Escola de Teatro, uma Escola de Artes Plásticas e uma Escola de Videogames, que formará jovens para o crescente mercado de trabalho dos jogos eletrônicos. No setor audiovisual, nosso compromisso é tornar a cidade locação para produções nacionais e internacionais, por meio da criação da Búzios Film Comission, e divulgar a imagem de nossa cidade para o mundo inteiro. Búzios irá vivenciar, pela primeira vez, uma intensa experiência de receber grandes referências da cultura carioca e brasileira, para realização de intercâmbio, e de integração cultural com os municípios da Região dos Lagos, por meio de uma articulação que a Prefeitura irá fazer, estabelecendo roteiros turísticos-culturais em conjunto com as cidades vizinhas.

Folha – Quais os projetos do candidato para qualificar e ampliar a atuação da Guarda Municipal na Segurança Pública?

Leandro – Sou muito cobrado a respeito de propostas na área de Segurança, e entendo que isso se deve em razão da minha história profissional, mas, no meu ponto de vista, quando o combate ao crime é prioridade numa sociedade, é sinal de que outras áreas vitais, como a educação e a cultura, não receberam a devida atenção. Além de atuar preventivamente, investindo no ensino e esporte para nossas crianças e jovens, vamos agir com rigor na repressão, buscando, sempre, realizar ações integradas com o governo do Estado e o governo federal. Nesse contexto, nossa Guarda Municipal terá seus quadros redimensionados, qualificados e capacitados. Vamos estabelecer um canal de comunicação entre a Guarda Municipal e os demais órgãos de segurança, para garantir a eficiência do seu trabalho e o apoio necessário. Está no nosso planejamento a criação de um centro integrado para as forças de segurança e o monitoramento de pontos estratégicos da nossa cidade. A melhoria da iluminação pública, que consta do projeto de revitalização das nossas orlas, é outro aspecto que iremos reforçar para aumentar a segurança de Búzios. Vamos restabelecer a tranquilidade na cidade, buscando diminuir e - por que não? - até mesmo zerar os índices de roubos, assaltos, tráfico de drogas e violência.

Folha – Quais as prioridades em relação à infraestrutura da cidade?

Leandro – A imagem de Búzios mais conhecida mundialmente, fora as praias, é a da Rua das Pedras, cartão postal que transmite um estilo de vida único, com seu calçamento que desestimula a circulação de carros. O uso de transportes em Búzios sempre foi uma preocupação para a cidade, que tem na sua história engarrafamentos monumentais na época do verão. Uma das minhas principais propostas em infraestrutura será elaborar e implementar um plano diretor de transporte e um plano municipal de mobilidade urbana. Vamos oferecer alternativas de acesso ao centro urbano e implantar um sistema de interligação, que prevê faixas para ciclistas, com os bairros e entre os bairros. Um novo eixo viário de acesso ao município será explorado, passando pelo bairro de Baía Formosa. Queremos levar um terminal rodoviário ao bairro São José, integrado a um sistema de transporte público. Por falar na parte continental do município, desejamos deslocar todo o Complexo Administrativo para essa região, que terá suas vias públicas melhoradas. Teremos um plano de ação para execução de obras de saneamento básico e vamos fazer o tratamento de canais pluviais e áreas alagadas na região da microbacia de Cem Braças, Capão e Tucuns. O programa ‘Bairro Legal’ irá propor um padrão para calçadas, lixeiras, ruas e iluminação dos bairros e as orlas de Tucuns, João Fernandes e Tartaruga também vão contar com um projeto de revitalização. Também temos como meta uma política habitacional que atenda a população de baixa renda e a implementação de um programa de regularização fundiária.

Folha – Quais as principais políticas que serão adotadas em relação ao Meio Ambiente? 

Leandro – A natureza estonteante é um dos nossos principais ativos turísticos. É nosso dever preservar a flora e fauna da terra e do mar e considerar o Meio Ambiente um alicerce para a evolução de Búzios. A atividade humana não pode prejudicar o equilíbrio ecológico e, por isso, daremos especial atenção à coleta e tratamento do esgoto, propondo à Prolagos a revisão e readequação do seu contrato de concessão. Seguindo esse espírito, vamos recuperar áreas ambientalmente degradadas e estabelecer um plano de proteção contra vazamentos de petróleo e poluição da orla. Lançaremos um caderno de encargos para escolha de empresas especializadas em gestão de áreas de preservação; esperamos salvar o Mangue de Pedra, joia natural rara que está abandonada à própria sorte. Vamos ampliar nossos parques municipais, sempre que possível por meio de parcerias público-privadas, e criaremos parques marinhos para incentivo à pesca turístico-esportiva. Um plano de ordenamento náutico será realizado em sintonia com o Plano de Gerenciamento Costeiro e com o Projeto Orla. Quero garantir a oferta de terminais marítimos adequados ao movimento náutico e reestruturar e legalizar os píeres. No nosso Plano de Energia Limpa, vamos fomentar o uso de placas solares nos estabelecimentos comerciais e residências, visando economizar nos gastos com energia elétrica e amenizar os problemas com as quedas de energia na cidade. A mesma prática sustentável será levada para os equipamentos públicos. Cooperativas de reciclagem serão alvo de todo o apoio e o tratamento e destinação do lixo será objeto de diversos projetos da nossa Prefeitura.

Folha –  De que maneira o município pode ser mais independente dos repasses dos royalties? Como enxerga um cenário caso o regime de partilha dos royalties seja alterado no STF? 

Leandro – Esse é um grave problema, comum aos municípios que recebem repasses dos royalties do petróleo. A maioria não possui receita própria suficiente para fazer face, sequer, ao pagamento da folha salarial. O julgamento no STF sobre a Lei 12.734/2012, que determina uma partilha mais igualitária entre os municípios produtores e os não produtores, foi suspenso por causa do combate ao coronavírus. De acordo com estudos da Firjan, as perdas para o Estado do Rio de Janeiro seriam da ordem de R$ 25,7 bilhões nos próximos quatro anos. Maricá tem se saído muito bem na pandemia porque o município possui um fundo emergencial e uma política de renda básica adotada já há alguns anos. Búzios nunca teve um fundo dessa natureza, nem mesmo para cobrir um eventual desastre ecológico causado por derramamento de petróleo. Mas nossa cidade está numa situação privilegiada, tem a opção de investir no turismo profissional, que dá retorno certo. Para isso, a Prefeitura deve assumir as rédeas do setor e otimizar a engrenagem pública. Com menos burocracia, mais ordenamento e regulação das atividades turísticas, o empresário da iniciativa privada, que costuma agir sozinho, se sentirá amparado e estimulado a multiplicar seus investimentos na nossa cidade. Em paralelo, Búzios tem potencial para diversificar suas fontes de recursos, atraindo empresas de tecnologia que atuam no setor de energia limpa. As oscilações no preço do petróleo influenciam diretamente no repasse dos royalties, que tem diminuído muito. As alternativas existem, as soluções dependem de quem estará à frente das decisões.

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