Assine Já
sábado, 24 de outubro de 2020
Região dos Lagos
27ºmax
17ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 9419 Óbitos: 486
Confirmados Óbitos
Araruama 1914 111
Armação dos Búzios 582 10
Arraial do Cabo 298 15
Cabo Frio 3084 168
Iguaba Grande 826 38
São Pedro da Aldeia 1456 71
Saquarema 1259 73
Últimas notícias sobre a COVID-19
Prefeitura

Justiça pede explicações sobre Córrego Rico

Prefeitura tem prazo de dez dias para apresentar documentos e contratos firmados com a empresa

26 novembro 2015 - 10h01

 A Justiça intimou a prefei­tura de Cabo Frio a apresentar, no prazo de dez dias, cópias dos contratos firmados com a em­presa Córrego Rico Transporte e Construção Ltda. A decisão, do juiz Caio Luiz Rodrigues Romo, da 1ª Vara Cível da Comarca de Cabo Frio, é em resposta ao mandado de segurança impetra­do pelo vereador Aquiles Barre­to (SD), no início do mês.

Em seu perfil no Facebook, o líder da oposição comentou a decisão e disse que baseou a sua iniciativa na Lei Orgânica Muni­cipal e na Lei da Transparência.

– Queremos informar que, as­sim que tivermos acesso aos do­cumentos e fecharmos um con­ceito dessa relação entre o poder público e a empresa que loca veículos, trataremos do assunto com a mais ampla visibilidade possível. Até porque a transparência que desejamos é a mesma que produzimos – disse.

A decisão judicial acontece depois de uma longa e contro­versa disputa política na Câma­ra Municipal entre o líder da oposição e os membros da base governista. Três requerimentos chegaram a ser feitos pedindo explicações do governo quanto aos acordos com a empresa, que aluga veículos e presta serviços à administração pública muni­cipal, mas o pedido feito pelos vereadores Luis Geraldo (PPS) e Vinícus Corrêa (PP), que tam­bém englobavam a gestão do ex-prefeito Marquinho Mendes (2005-2012) acabou engavetado pela Mesa Diretora, após visita surpresa de Alair à Casa Legisla­tiva, há pouco mais de um mês.

Apesar de dizer que ‘não ti­nha nada a esconder’ sobre o as­sunto, o prefeito não apresentou documentos e disparou farpas nos opositores e na imprensa. Antes disso, o parlamentar já havia enviado ofício pedindo ex­plicações, mas não teve resposta.

O ponto central da polêmi­ca diz respeito à publicação de um aditivo contratual de R$ 27 milhões, do qual apenas R$11,5 milhões teriam sido pagos – sen­do R$ 9 milhões este ano – se­gundo a prefeitura. A retificação do erro, no entanto, não chegou a sair no jornal que faz as publi­cações oficiais do governo.

A Folha tentou entrar em contato com a prefeitura para comentar a decisão judicial, mas não tinha conseguido até o horário de fechamento desta edição.