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Janio. Alerj

Janio: ‘Discussão do pacote de Pezão é ponto a ponto’

Deputado vai se reunir hoje com correligionários para debater pacote de Pezão

11 novembro 2016 - 07h25Por Rodrigo Branco I Foto: Divulgação
Janio: ‘Discussão do pacote de Pezão é ponto a ponto’

 Com os olhares dos servido­res estaduais da Região dos La­gos sobre si, o deputado Janio Mendes (PDT) tem passado os últimos dias em inúmeras reuni­ões para discutir o polêmico pa­cote de medidas de austeridade baixado pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) para tentar debelar a crise financeira no Estado do Rio.

Hoje, acontece novo encon­tro, desta vez com os membros do diretório municipal do parti­do, em Cabo Frio. No começo da semana, Janio e os outros seis membros da bancada pedetista – Luiz Martins, Bebeto, Martha Rocha, Thiago Pampolha, Za­queu Teixeira e Cidinha Campos – fecharam posição contrária ao ponto mais controverso do cha­mado ‘pacote de maldades do governo: o desconto de 30% nos salários dos servidores ativos, aposentados e pensionistas du­rante 16 meses.

Com a repercussão negativa, a mensagem, inclusive, já foi de­volvida pela Alerj ao governo. Contudo, os demais pontos, na opinião de Janio, serão debati­dos à exaustão.

– As demais matérias vão ser discutidas a partir do dia 16. Se­rão duas matérias por dia e acre­dito que a votação delas será no começo de dezembro. Pretende­mos apresentar emendas para to­das elas – comentou o parlamen­tar, que tem sido pressionado pelas redes sociais a votar contra o pacote.

Para a próxima quarta-feira, por exemplo, estão previstas as discussões sobre a redução do salário do governador e sobre a diminuição para 15 salários mí­nimos do limite para pagamento de obrigações de pequeno valor, hoje estipulado em 40 salários mínimos. Já no dia seguinte, es­tão previstos os debates sobre o aumento da alíquota previdenci­ária de 11% para 14% e a extin­ção da Fundação Ceperj.

Sem adiantar como será seu voto, Janio ressalta que o pacote é importante para sanear os co­fres públicos.

– As medidas são necessá­rias para diminuir as despesas. A situação exige medidas com responsabilidade. Mas com re­lação ao empréstimo compulsó­rio (30%), esse susto já passou – afirmou.

Para finalizar, Janio descartou que o partido vá entrar na Justi­ça contra as medidas, como fez o colega Luiz Paulo (PSDB)