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​Governo municipal vai fazer novas demissões

Secretário de Fazenda afirma que folha deve ser reduzida em até R$ 6 milhões

18 julho 2017 - 10h08Por Rodrigo Branco I Foto: Arquivo Folha
​Governo municipal vai fazer novas demissões

O recente desbloqueio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) representou um importante reforço no caixa da Prefeitura de Cabo Frio, mas não eliminou a necessidade de cortar despesas, inclusive com o funcionalismo. O secretário de Fazenda, Clésio Guimarães, afirmou ontem que a folha de pagamento, hoje em R$ 26 milhões mensais, terá que ser reduzida de R$ 4 milhões a R$ 6 milhões. De acordo com Clésio, o número de servidores que serão dispensados está sendo fechado, mas as áreas onde haverá maior impacto serão a Educação e a Saúde, consideradas ‘inchadas’.

– Onde há dois funcionários fazendo uma função, vai ficar um. Isso vai ocorrer prioritariamente na Saúde e na Educação. Infelizmente, não dá para continuar com a folha do jeito que está. A gente administra, mas milagre não podemos fazer – alega o secretário.

O primeiro semestre de gestão terminou, mas Clésio afirma que a situação do município continuará difícil, pelo menos, até o fim do ano. Apesar da entrada dos recursos do FPM, ele acredita que as contas serão fechadas às duras penas.

– Vai ser bem difícil, mas vai dar para vencer. Isso se não houver nenhuma surpresa ruim. Vamos trabalhar sem folga nenhuma – projeta Clésio.

A intenção é que a redução na folha salarial já tenha impacto no pagamento de agosto. Não é a primeira vez que o governo Marquinho fala da necessidade de cortar pessoal. Em abril, o prefeito afirmou que seria necessário enxugar 20% da folha, para manter a estabilidade financeira do município. Antes de assumir a prefeitura, o plano era reduzir os gastos com o funcionalismo de R$ 35 milhões para R$ 25 milhões. Mas a arrecadação menor que o esperado, sobretudo com IPTU, levou o governo a rever a meta e novamente ‘amolar a tesoura’.

BATE PAPO COM CLÉSIO GUIMARÃES, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE FAZENDA DE CABO FRIO

Folha – Espera a correção dos royalties já este mês?
Clésio –
Se vier, vai ser muito bem-vindo. Mas não conto com isso não. A efetivação de um acordo desse demora um pouco.

Folha – É possível o município terminar o ano ‘no azul’?
Clésio –
Muito pelo contrário. Primeira prévia no orçamento deu déficit de 15%. No ano, o déficit orçamentário (diferença entre o que se arrecadou e o que pretendia arrecadar) seve ser de R$ 90 milhões. Isso se não houver alguma variável.

Folha – O que não saiu como esperado?
Clésio –
O IPTU arrecadado foi muito baixo. A Dívida Ativa também. Os repasses do Estado caíram R$ 2 milhões por mês. O ISS também foi aquém do esperado.

Folha – Qual a solução?
Clésio –
Não é para agora. Temos que semear para colher a médio à prazo. O geoprocessamento será um incremento para o IPTU. Estamos fazendo contato par que empresas se instalem aqui. Além disso, estamos emitindo protesto e executando a Dívida Ativa, que são medidas antipáticas, mas necessárias.