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‘Esses idiotas do Sepe querem fazer política’, diz Alair Corrêa

Prefeito faz duras críticas a manifestantes em entrevista na rádio

13 novembro 2015 - 09h27

 

NICIA CARVALHO

 

Menos de 24 horas depois dos protestos dos profissionais da Educação, na noite de quarta-feira, e da manifestação dos coletores da Comsercaf na manhã de terça, ambos devido ao atraso no pagamento do salário do funcionalismo, o prefeito de Cabo Frio Alair Corrêa (PP) criticou o movimento dos manifestantes durante uma entrevista na rádio Litoral FM. Ele chamou os servidores de “idiotas”, “moleques” e afirmou que os protestos não passam de “ato político para desestabilizar o governo”.

– Se não pago é porque não posso pagar. Agora, esses idiotas do Sepe querem fazer polí- tica em cima de uma crise. São idiotas mesmo. Eu diria até que não são idiotas, são moleques – disparou o prefeito. A direção do Sindicato dos Profissionais da Educação da Região dos Lagos (Sepe Lagos) lamentou a declaração do prefeito, que classificou como “falta de sensibilidade”. – É muito triste ver a total falta de sensibilidade do poder público que não consegue perceber que os servidores estão em situação limite, muitos até sem ter o que comer em casa – avaliou Denise Teixeira, diretora do Sepe Lagos.

 

TRECHOS DA ENTREVITA DO PREFEITO

“Esse negócio de greve deles é fajuta. Nós que paramos os serviços porque vamos pagar na terça os contratados. Então, segundo os diretores, o pessoal está sem dinheiro para pagar passagem, e como é feriado da cidade amanhã (hoje), antecipamos o feriado de Zumbi para hoje (ontem). Terça eles recebem e o trabalho recomeça normalmente. Eles (Sepe) estão se aproveitando da proposta dos diretores e que eu aceitei. Levaram como se fosse proposta deles, de estarem em greve. Greve coisa nenhuma. Se quarta-feira ninguém trabalhar é greve, mas na terça estou pagando todo mundo. O pessoal do Sepe já recebeu, são efetivados. Se quarta-feira ninguém trabalhar é força deles, e se trabalhar a força é do governo que pagou os empregados, seu compromisso. Vamos aguardar pra ver se tem greve quarta-feira”. “Não sou milagreiro, santo, para fazer milagre toda hora. Vou fazer o quê? Multiplicar dinheiro que não pode ser multiplicado? O que posso fazer é cortar despesas e a folha (de pagamento) ... para um dia ter arrecadação que suporte a folha e a manutenção da cidade. Hoje não tenho. Não temos dinheiro para comprar papel, nada. Tudo parado. Depois de 50 anos de vida pública, 45 de mandato eu deixaria de comprar papel higiênico, pagar um empregado, não pagar em dia, só se eu fosse muito idiota. Podendo pagar em dia, estar tudo harmonicamente na cidade, não vou pagar empregado, lixo, luz, água, nada? Só se eu fosse maluco, mas eu sou normal. Se não pago é porque não posso pagar. Agora esses idiotas do Sepe querem fazer política em cima de uma crise. São idiotas mesmo. Eu diria até que não são idiotas, são moleques”.  

 

*Leia a matéria completa na edição impressa da Folha dos Lagos desta sexta-feira.