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Aquiles Barreto: ‘Na Câmara, Laura será secretária de Educação e não a minha mãe’

Presidente da Câmara admite proximidade com Marquinho, mas promete atuação independente do governo

04 janeiro 2017 - 00h09
Aquiles Barreto: ‘Na Câmara, Laura será secretária de Educação e não a minha mãe’

Aos 31 anos, Aquiles Barreto acaba de chegar ao ponto mais alto da ainda breve trajetória política consciente das dificuldades que o aguardam. Remanescente da legislatura que recebeu o título de ‘Casa do Silêncio’, Aquiles sabe que a margem para erros é pouca no desafio de melhorar a imagem da Câmara de Cabo Frio. Por causa disso, na primeira entrevista no novo cargo, o vereador do Solidariedade faz questão de dividir as responsabilidades, bem como eventuais erros e acertos. Aquiles admite a proximidade com o prefeito Marquinho Mendes, mas prometeu atuação independente do governo.

Folha dos Lagos – Você é um dos presidentes mais jovens da história da Câmara e assume em um momento que exige maturidade política. Qual a sua expectativa?

Aquiles Barreto Sempre prezei pelo diálogo e pelo consenso. A democracia sempre imperou em todas as minhas decisões de vida, desde que eu fazia parte de grêmio estudantil. Por mais dificuldades que tenha, espero que possa fazer a melhor administração possível.

Folha – Qual o primeiro e também o principal desafio no cargo?

Aquiles – O primeiro desafio é a dificuldade financeira que a cidade atravessa hoje. E tudo isso implica também na Casa Legislativa. O desafio pela frente é tentar implementar um novo modelo administrativo e uma nova dinâmica para a Casa. E o mais importante é, junto com os outros vereadores, fazer com que a Casa volte a ter o respeito que hoje não tem porque nós não fizemos por onde ter esse respeito. Com essa nova Câmara e esse novo grupo, poderemos fazer de maneira diferente.

Folha – Quais as medidas que pretende tomar para tentar reduzir os custos da Câmara?

Aquiles – Num primeiro momento, temos que fazer um estudo administrativo para que depois a gente possa fazer um ato administrativo e ser conhecedor dos problemas que a Casa atravessa. Claro que queremos enxugar os custos. Temos projetos para reduzir o consumo de luz, o consumo de água e os demais gastos da Câmara de Cabo Frio, mas acho que a primeira questão é o planejamento. Vamos começar a fazer os balanços administrativos. Espero que nos 100 primeiros dias de mandato eu possa anunciar a redução financeira, com estudo e planejamento. Não adianta enxugar de imediato sem planejamento.

Folha – Como vão ficar as pendências da legislatura anterior e quando o orçamento 2017 será votado?

Aquiles – Já conversei com os vereadores e quero montar uma comissão para que a gente possa tratar de todos os assuntos pendentes que ficaram na Câmara Municipal. E eu já quero tratar desses assuntos, inclusive do orçamento, na próxima semana.

Folha – Você vai colocar em votação o reajuste de 18% para os funcionários efetivos?

Aquiles – A gente ainda vai fazer essa discussão junto com os vereadores, mas o meu posicionamento é que, sem planejamento, não podemos tomar nenhuma atitude. É necessário fazer um planejamento para que possamos analisar o que pode ser feito. Já coloco que não discuto esse assunto se não tiver um estudo de impacto financeiro feito pela Casa.

Folha – A legislatura anterior foi criticada pela omissão, tanto que foi chamada de ‘Casa do Silêncio’. Como será a fiscalização do Executivo?

Aquiles – Não posso esconder que tenho uma relação de afinidade com o prefeito Marquinho Mendes. Fui eleito no palanque dele. Minha mãe, a Laura Barreto, foi escolhida a secretária de Educação mas, aqui na Casa, ela é apenas secretária e não é a minha mãe. Aqui na Casa, os atos dela serão fiscalizados enquanto secretária. O fato da bancada ser próxima ao governo não impede de fiscalizá-lo até para o governo melhorar. O meu posicionamento é de independência total do Executivo.

Folha – Está preparado para assumir o papel de vidraça e ser cobrado depois de quatro anos na oposição?

Aquiles – Em quatro anos, eu me sinto preparado. Hoje, eu já tenho a bagagem política para aceitar esse desafio. O meu desejo é crescer na política e a gente não cresce fugindo dos desafios. Sou um homem que busco e luto pelos ideais que acredito. É assim que vou continuar trabalhando.

Folha – Existe acordo para que Luis Geraldo seja o presidente no segundo biênio?

Aquiles – Existe o acordo para votar o fim da reeleição e um entendimento para que o presidente saia da base dos 13 vereadores. Quem mais se articular e se dedicar será o presidente no segundo biênio. Só peço que a gente já não inicie essa disputa porque é importante nesse primeiro momento não disputar e sim fiscalizar e legislar para o município de Cabo Frio.

Folha – Quais as medidas que têm em mente para implantar na Casa quando a situação melhorar? Uma mudança para sair das acanhadas instalações da Câmara pode ser viável mais para frente?

Aquiles – É importante fazer um estudo financeiro para que ele nos balize quais ações podemos tomar. Eu não gostaria de anunciar ações sem fazer esse estudo financeiro. É importante discutir com todos os vereadores as ações e as modificações até porque todo ato do presidente não pode cair só no colo do presidente. Se os vereadores aceitarem fazer qualquer tipo de mudança administrativa, de obra ou de melhoria serão todos a fazer essa discussão junto comigo.

Folha – O horário das sessões será mantido?

Aquiles – O horário das sessões será discutido com os funcionários e vereadores. Já houve manifestação para mudança de horário, mas vamos marcar uma reunião para que todos os vereadores tomem a decisão em conjunto e não somente o presidente.  É um ato do presidente, mas vou trazer a discussão para o grupo.

Folha – As sessões voltarão a ser transmitidas ao vivo?

Aquiles – Tudo isso depende de contrato com o fornecedor. Todos os contratos começarão a ser discutidos apenas na semana que vem. Primeiro tem que se contratar o jornal que vai fazer essa divulgação e, depois disso, contratar o serviço. Depois, direto com o fornecedor, a gente vai conversar sobre a transmissão. É um desejo do presidente continuar, mas não sei será um desejo do fornecedor.

Folha – Você vai fazer auditoria nas contas da gestão anterior?

Aquiles – Já estou fazendo e preparando um ato administrativo para que a responsabilidade do antigo presidente não impute na minha administração. O presidente deixou dívidas, questões pendentes e ele vai ter que se responsabilizar por isso. Não podemos contratar auditoria externa, mas vamos convocar uma comissão aqui na Câmara para que a gente possa apurar tudo.

Folha – De quanto é essa dívida deixada pela gestão anterior?

Aquiles – Ainda estamos analisando, mas dizem que passa dos R$ 2 milhões.