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Em virada histórica, Lula é reeleito Presidente da República

Novo mandato começa em 5 de janeiro de 2027 e vai até 2031

25 outubro 2026 - 21h11Por Redação
Em virada histórica, Lula é reeleito Presidente da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80, foi reeleito neste domingo (25) e se tornou o primeiro presidente eleito quatro vezes no país. Com 93,82% das urnas apuradas, ele tinha 51,7% dos votos válidos, contra 48,3% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O novo mandato começa em 5 de janeiro de 2027 e vai até 2031.

Lula virou a disputa. No primeiro turno, em 4 de outubro, ficou em segundo lugar, com 45,16% dos votos válidos, ante 47,03% de Flávio; é a primeira vez desde a redemocratização que o segundo colocado no primeiro turno vence a eleição presidencial. Na apuração deste domingo, Flávio chegou a liderar no início da noite, e Lula retomou a frente a partir da metade das seções totalizadas.

No primeiro turno, em 4 de outubro, Lula ficou em segundo lugar, com 45,16% dos votos válidos, ante 47,03% do adversário, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A apuração não havia terminado até a conclusão deste texto.

Nascido no interior de Pernambuco, filho de lavradores analfabetos, Lula foi torneiro mecânico e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Liderou greves no ABC paulista no fim dos anos 1970 e participou da fundação do PT (Partido dos Trabalhadores), em 1980.

Perdeu três eleições presidenciais (1989, 1994 e 1998) antes de vencer em 2002 e ser reeleito em 2006. Em 2018, foi preso após ter condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro confirmada em segunda instância, na Operação Lava Jato. Saiu da prisão em 2019; em 2021, o STF (Supremo Tribunal Federal) anulou as condenações, e Lula recuperou os direitos políticos.

Em 2022, derrotou Jair Bolsonaro (PL), então candidato à reeleição, e se tornou o primeiro presidente brasileiro eleito três vezes pelo voto direto (TSE).

Origem e formação

Luiz Inácio da Silva nasceu em 27 de outubro de 1945 em Caetés, então distrito de Garanhuns, no agreste de Pernambuco. O registro civil traz 6 de outubro, data que a família atribui a um erro no cartório. O apelido Lula foi incorporado oficialmente ao nome em 1982, quando ele disputou o governo de São Paulo.

É o sétimo de oito filhos de Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Melo, conhecida como dona Lindu. Pouco antes do nascimento de Lula, o pai mudou-se para Santos (SP), onde foi trabalhar como estivador. Levou Valdomira Ferreira de Góis, prima de dona Lindu, com quem teve outros dez filhos. A casa da família em Caetés tinha chão de terra, dois cômodos e nenhum banheiro.

Em dezembro de 1952, dona Lindu viajou 13 dias em um caminhão pau de arara com os filhos até Guarujá, no litoral paulista, onde vivia Aristides. Diante do convívio com o marido, que filhos e biógrafos descrevem como violento, ela deixou a casa e, em 1955, mudou-se para a Vila Carioca, em São Paulo. Aristides morreu em 1978 e foi enterrado como indigente; os filhos souberam da morte dias depois.

Lula foi alfabetizado no Grupo Escolar Marcílio Dias, em Guarujá, e começou a trabalhar aos oito anos como vendedor ambulante. Em São Paulo, foi entregador de tinturaria e engraxate. Em 1960, teve o primeiro emprego com carteira assinada, como contínuo nos Armazéns Gerais Colúmbia.

Depois, tornou-se aprendiz na metalúrgica Parafusos Marte e, em 1963, recebeu o diploma de torneiro mecânico do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). “O Senai foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida”, disse anos mais tarde. Em 1964, perdeu o dedo mínimo da mão esquerda em um acidente com uma prensa na Metalúrgica Independência.

Em 1966, foi contratado pelas Indústrias Villares, em São Bernardo do Campo (SP), no ABC paulista, onde ficou até 1980.

Sindicalismo e fundação do PT

Em 1968, Lula filiou-se ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, por influência do irmão José Ferreira de Melo, o Frei Chico, então militante do PCB (Partido Comunista Brasileiro). Elegeu-se suplente da diretoria em 1969 e primeiro-secretário em 1972, quando deixou o trabalho na fábrica.

Em 1975, foi eleito presidente do sindicato em chapa única; foi reeleito em 1978, também sem concorrentes. No segundo mandato, com a inflação reduzindo o poder de compra dos salários, o sindicato organizou greves de metalúrgicos no ABC a partir de 12 de maio de 1978. Naquele ano, 539 mil trabalhadores participaram de 24 greves; em março de 1979, uma paralisação atingiu 600 fábricas da região.

A Justiça declarou as greves ilegais. O sindicato sofreu intervenção, aprovada pelo ministro do Trabalho, Murilo Macedo, e Lula teve o mandato sindical suspenso. Em 1980, ele ficou 31 dias preso no Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo, sob acusação de violar a Lei de Segurança Nacional.

Em 1981, a Justiça Militar condenou Lula a três anos e meio de detenção por incitação à desordem coletiva. Ele recorreu e foi absolvido em 1982. No mesmo período, o jornal “The New York Times” comparou seu papel no Brasil ao de Lech Walesa, líder sindical na Polônia.

Durante a greve de 1979, Lula passou a defender a criação de um partido de trabalhadores. O PT foi lançado em fevereiro de 1980, com Lula entre os fundadores, e obteve registro definitivo no TSE em 11 de fevereiro de 1982. O partido reuniu sindicalistas, intelectuais, militantes católicos e integrantes de grupos de esquerda.

Na primeira eleição que disputou, para o governo de São Paulo em 1982, Lula ficou em quarto lugar, com 1,1 milhão de votos (10,77% do total). Em 1984, esteve entre os principais líderes das Diretas Já, campanha pela volta da eleição direta para presidente.

Deputado e candidato derrotado

Em 1986, Lula foi eleito deputado federal por São Paulo com 651 mil votos, a maior votação para o cargo até então. Integrou a Assembleia Nacional Constituinte, onde votou a favor do direito de greve, da reforma agrária, da jornada semanal de 40 horas e da manutenção do presidencialismo. Entre 1987 e 1990, apresentou seis projetos de lei e fez 69 discursos na tribuna da Câmara.

Na eleição presidencial de 1989, a primeira pelo voto direto desde 1960, Lula foi candidato pela Frente Brasil Popular (PT, PSB e PC do B), com o senador José Paulo Bisol como vice. No primeiro turno, teve 17,19% dos votos, à frente de Leonel Brizola (PDT), com 16,51%; Fernando Collor (PRN) liderou, com 30,48%.

No segundo turno, em 17 de dezembro, Collor venceu por 53% a 47%, diferença de 4 milhões de votos. No dia seguinte ao último debate, o “Jornal Nacional”, da TV Globo, exibiu uma edição do último debate que o então diretor-geral da emissora, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, disse anos depois ter favorecido Collor.

Lula voltou a presidir o PT em 1990 e, em 1992, participou da mobilização pelo impeachment de Collor. Liderou as pesquisas para a eleição de 1994 até meados daquele ano, quando o lançamento do Plano Real, que ele chamava de “estelionato eleitoral”, impulsionou a candidatura do ex-ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso (PSDB). FHC venceu no primeiro turno, com 54,3% dos votos, ante 27% de Lula.

Em 1998, com Brizola como vice, Lula perdeu de novo no primeiro turno para FHC, que foi reeleito com 35,9 milhões de votos, contra 21,4 milhões do petista.

Para 2002, Lula venceu as prévias do PT contra o senador Eduardo Suplicy, por 84,4% a 15,6%, contratou o publicitário Duda Mendonça e escolheu como vice o senador e empresário José Alencar (PL-MG). Em junho, divulgou a “Carta ao Povo Brasileiro”, na qual se comprometeu a controlar a inflação, respeitar o equilíbrio fiscal e administrar as dívidas interna e externa, num aceno ao mercado financeiro.

No primeiro turno, Lula teve 46,4% dos votos válidos, contra 23,2% de José Serra (PSDB), candidato do governo FHC. Em 27 de outubro de 2002, venceu o segundo turno com 61% dos votos válidos, à frente em todos os Estados, exceto Alagoas.

Primeiro e segundo mandatos (2003-2010)

Lula tomou posse em 1º de janeiro de 2003, primeiro ex-operário e primeiro filiado ao PT a ocupar a Presidência. Montou um ministério de 34 pastas, 18 delas com petistas, e nomeou, entre outros, José Dirceu (Casa Civil), Antonio Palocci (Fazenda), Dilma Rousseff (Minas e Energia), Celso Amorim (Relações Exteriores) e Marina Silva (Meio Ambiente).

Na economia, o governo manteve o Plano Real e o chamado tripé macroeconômico (câmbio flutuante, metas de inflação e meta de superávit fiscal) e preservou na prática a autonomia do Banco Central, que ainda não estava prevista em lei. A política agradou ao mercado financeiro e foi criticada por correntes do próprio PT e por intelectuais de esquerda.

Na área social, o governo lançou em 2003 o Fome Zero e o Bolsa Família, programa de transferência de renda condicionada à frequência escolar e à vacinação das crianças. O salário mínimo teve aumento real de 23,69% no primeiro mandato e de 20,94% no segundo. Na educação, foram criados o Prouni (Programa Universidade para Todos) e o Sisu (Sistema de Seleção Unificada), e, na habitação, o Minha Casa, Minha Vida, em 2009.

Indicador

Início

Fim

Famílias no Bolsa Família

3,6 milhões (2003)

12,5 milhões (2010)

Gasto com o Bolsa Família

R$ 570 milhões, 0,03% do PIB (2003)

R$ 14,37 bilhões, 0,38% do PIB (2010)

Reservas internacionais

US$ 49,3 bilhões (2003)

US$ 288,5 bilhões (2010)

Índice de Gini (desigualdade)

57,6 (2002)

52,9 (2011)

Posição do PIB no ranking do FMI

14ª (2002)

7ª (2011)

Na política externa, Lula se opôs à Guerra do Iraque, defendeu a reforma do Conselho de Segurança da ONU com vaga permanente para o Brasil e priorizou o Mercosul e as relações com países da África e da América do Sul. Entre 2003 e 2006, fez 102 visitas a 52 países. Ampliou relações com países como Irã, Venezuela, Cuba e Líbia, acusados de violar direitos humanos, e, em 2010, negociou com a Turquia um acordo sobre o programa nuclear iraniano.

Em 2005, veio à tona o escândalo do mensalão, esquema de pagamentos a parlamentares em troca de apoio ao governo no Congresso. Lula disse não ter conhecimento do esquema. Em 2012, o STF condenou 25 réus, entre eles o ex-ministro José Dirceu; Lula não foi denunciado.

Na eleição de 2006, Lula teve 48,61% dos votos válidos no primeiro turno, contra 41,64% de Geraldo Alckmin (PSDB). A campanha foi afetada pelo escândalo do dossiê, em que integrantes do PT foram acusados de tentar comprar um dossiê contra políticos do PSDB. Em 29 de outubro, Lula foi reeleito com 60,83% dos votos válidos (58,2 milhões).

No segundo mandato, o governo lançou o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com obras de infraestrutura e incentivos fiscais. Diante da crise financeira mundial de 2008, Lula afirmou que o Brasil sentiria apenas “uma marolinha”. Ao longo dos dois mandatos, indicou oito ministros ao STF.

Lula deixou o cargo com 83% de avaliação ótimo ou bom de seu governo, segundo o Datafolha de dezembro de 2010. Elegeu como sucessora Dilma Rousseff (PT), sua ministra-chefe da Casa Civil.

Lava Jato, prisão e anulação das condenações

Após deixar a Presidência, Lula passou a fazer palestras no Brasil e no exterior e seguiu como conselheiro de Dilma. A partir de 2014, a Operação Lava Jato investigou desvios na Petrobras durante os governos do PT, com pagamento de propina por empreiteiras a políticos, partidos e funcionários da estatal. Segundo os investigadores, Lula recebeu vantagens das construtoras OAS e Odebrecht; ele se tornou réu em dez ações penais.

Em março de 2016, Dilma nomeou Lula ministro-chefe da Casa Civil. O cargo lhe daria foro especial no STF, tirando os processos das mãos do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. O ministro do STF Gilmar Mendes suspendeu a nomeação por entender que ela tinha o objetivo de interferir nas investigações. Dilma sofreu impeachment em agosto daquele ano.

Em julho de 2017, Moro condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex em Guarujá (SP). A acusação sustentava que o imóvel e sua reforma, atribuídos à OAS, eram propina de R$ 2,2 milhões. Em janeiro de 2018, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) manteve a condenação por unanimidade e ampliou a pena para 12 anos e um mês.

Depois de o STF negar um pedido de habeas corpus, Lula se entregou à Polícia Federal em 7 de abril de 2018 e passou a cumprir pena na sede da PF em Curitiba. Foi o primeiro ex-presidente brasileiro preso após condenação por crime comum. Em abril de 2019, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) manteve a condenação, mas reduziu a pena para oito anos e dez meses.

Em 2019, Lula foi condenado em primeira instância em outro processo, sobre reformas em um sítio em Atibaia (SP), a 12 anos e 11 meses. Ele negou todas as acusações e afirmou ser alvo de perseguição política, acusando Moro e os procuradores da força-tarefa de parcialidade.

Em junho de 2019, o site The Intercept Brasil divulgou mensagens trocadas por Moro, então ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, e procuradores da Lava Jato durante os processos. Em 8 de novembro de 2019, Lula foi solto depois que o STF decidiu que a pena de prisão só pode começar a ser cumprida após o esgotamento dos recursos. Ficou 580 dias preso.

Em março de 2021, o ministro do STF Edson Fachin anulou as condenações de Lula por entender que a Justiça Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos; a decisão foi confirmada pelo plenário. No mesmo ano, o tribunal declarou Moro parcial no julgamento do tríplex. Os processos foram enviados a outras instâncias, onde acabaram arquivados ou rejeitados, inclusive por prescrição. Lula não tem condenação definitiva.

Na eleição de 2018, o PT registrou Lula como candidato mesmo com ele preso. Em setembro, o TSE negou o registro com base na Lei da Ficha Limpa, que torna inelegíveis condenados por órgão colegiado. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad assumiu a candidatura e perdeu o segundo turno para Bolsonaro, que teve 55,13% dos votos válidos, contra 44,87%.

Terceiro mandato e eleição de 2026

Para a eleição de 2022, o PT formou coligação com outros nove partidos, e Lula escolheu como vice o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB), seu adversário em 2006. No primeiro turno, teve 48,43% dos votos válidos, contra 43,20% de Bolsonaro. No segundo, com apoio de Simone Tebet (MDB), terceira colocada, e dos ex-presidentes FHC e José Sarney, venceu por 50,9% a 49,1%, diferença de 2,1 milhões de votos.

Foi a primeira vez que um presidente candidato à reeleição perdeu a disputa desde a aprovação da reeleição, em 1997. Bolsonaro não reconheceu publicamente a derrota, e apoiadores dele acamparam em frente a quartéis pedindo intervenção militar.

Lula tomou posse em 1º de janeiro de 2023 sem receber a faixa do antecessor; ela lhe foi entregue por um grupo de cidadãos. O ministério inicial teve 37 pastas, 11 delas chefiadas por mulheres. Em 8 de janeiro, apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes da Presidência, do Congresso e do STF, em Brasília.

Em setembro de 2025, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma trama golpista para se manter no poder. Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), o plano incluía o assassinato de Lula, de Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes (Agência Brasil/Folha PE).

Na economia, o governo aprovou em 2023 o arcabouço fiscal, que substituiu o teto de gastos, e a reforma dos tributos sobre o consumo, promulgada em dezembro daquele ano e regulamentada em 2025. Também aprovou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês. Economistas apontam como pontos negativos o crescimento da dívida pública e a dependência do aumento de arrecadação para cumprir as metas fiscais (Terra; CNN Brasil).

Levantamento do g1 concluiu que Lula cumpriu integralmente 26 das 36 promessas de campanha de 2022 até 30 de junho de 2026; entre as não cumpridas está a recriação do Ministério da Segurança Pública (Fenafisco/g1).

Em julho de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e vinculou a medida ao processo contra Bolsonaro. Lula afirmou que o Judiciário brasileiro é independente e que o país não aceitaria interferência. A tarifa entrou em vigor em agosto; em outubro, os dois presidentes se reuniram e anunciaram o início de negociações (Reuters/Notícias Agrícolas).

Candidato à reeleição em 2026, de novo com Alckmin como vice, Lula terminou o primeiro turno em segundo lugar, com 53,9 milhões de votos (45,16%), atrás de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, com 56,1 milhões (47,03%). Foi a primeira vez desde 1998 que Lula ficou atrás no primeiro turno de uma eleição presidencial. O segundo turno ocorre neste domingo (25) (TSE).

Vida pessoal e saúde

Em 1969, Lula casou-se com a operária Maria de Lourdes da Silva. Ela morreu em 1971, no oitavo mês de gravidez, após contrair hepatite; o bebê também não sobreviveu.

Em 1974, teve uma filha, Lurian, com a enfermeira Miriam Cordeiro. No mesmo ano, casou-se com Marisa Letícia, viúva, cujo filho, Marcos Cláudio, adotou. O casal teve três filhos: Fábio Luís (1975), Sandro Luís (1979) e Luís Cláudio (1985). Marisa morreu em 2017, após um AVC (acidente vascular cerebral).

Em 2022, Lula casou-se com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, com quem se relacionava desde 2017. Ele se declara católico.

Em 2011, foi diagnosticado com câncer na laringe, depois de fumar por 40 anos. Fez quimioterapia no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, que em março de 2012 informou não haver mais tumor visível. Teve Covid-19 em 2021 e em 2022.

No terceiro mandato, passou por cirurgia para colocar uma prótese no quadril, em setembro de 2023. Em 19 de outubro de 2024, caiu no banheiro do Palácio da Alvorada e bateu a cabeça. Em dezembro, foi submetido a uma cirurgia de emergência para drenar uma hemorragia intracraniana causada pela queda; segundo a equipe médica, não ficou com sequelas