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Câmara

Em clima de tensão e com segurança reforçada, Câmara põe novamente empréstimo em pauta

PM e Guarda Municipal foram acionadas; imprensa terá acesso restrito 

12 maio 2016 - 09h07Por Rodrigo Branco
Em clima de tensão e com segurança reforçada, Câmara põe novamente empréstimo em pauta

CALDEIRÃO – Professores da rede municipal prometem voltar à carga (Arquivo Folha)

Depois de uma sessão tensa, que sequer chegou ao fim por causa da ocupação do plenário por professores da rede municipal de ensino, a mensagem nº 2/2016, do prefeito Alair Corrêa, pedindo autorização para um empréstimo de R$ 200 milhões junto ao Banco do Brasil, retorna hoje à pauta. E a promessa é de mais polêmica.

A Câmara tomou precauções para evitar que novos tumultos impeçam a apreciação da matéria, como aconteceu na última terça. Segundo a secretaria municipal de Ordem Pública, foi pedido pela Casa Legislativa reforço de efetivo da Guarda Municipal. A Polícia Militar também já foi acionada e mandará viaturas para coibir distúrbios.

Até o trabalho da imprensa ficará restrito hoje. Somente os jornalistas dos veículos que estiverem previamente credenciados poderão cobrir a sessão. Alegando falta de espaço físico e amparada no artigo 67 do Regimento, a Câmara só permitirá a entrada de dois profissionais devidamente identificados por veículo de comunicação.

Protagonistas da ocupação da última sessão, os professores e profissionais da rede municipal, de Educação prometeram novamente pressionar os vereadores na tentativa de impedir a aprovação do empréstimo e cobrar solução para os atrasos salariais.

– Convocamos toda a categoria para estar em frente da Câmara desde às 8 horas da manhã para a gente estar na fila e ser uma das primeiras a entrar. A gente acha um absurdo esse empréstimo. Não tem justificativa. Nós entramos com requerimento pedindo a CPI da verba do Fundeb, uma vez que já entraram R$ 40 milhões este ano e ele (prefeito) não faz o pagamento – afirma a diretora de imprensa do Sindicato dos Profissionais da Educação, Denise Teixeira.

Licenciado da liderança, mas componente da base do governo, o vereador Taylor Jasmin (PRB) vê com naturalidade os protestos dos servidores, embora considere que tenha havido “excessos” durante a manifestação de terça. Ele credita o clima de tensão à crise econômica e às disputas políticas.

– É ano eleitoral. Isso acirra mais os ânimos. Além disso, é um ano de dificuldade econômica que atinge não apenas Cabo Frio. Nós sentimos mais por causa da queda acentuada dos royalties. A “guerra” entre o prefeito e o Sepe também tem levado a essa balbúrdia. Desde que haja serenidade e respeito, não vejo problema em protestar – opina ele, para quem o empréstimo é “indispensável” e pode não chegar aos R$ 200 milhões.
Adriano Moreno (Rede) disse que espera que a sessão ocorra “sem agressão, nem vandalismo”. Ele afirma que o empréstimo seria “hipotecar a cidade”.

– A prefeitura tem uma dívida com o Banco do Brasil que bate em R$ 150 milhões. Por isso, o banco quer como garantias as receitas próprias da cidade como ICMS e ISS. Não pagou um e quer pegar outro a cinco meses da eleição? Se não vai servir para pagar o funcionalismo público não tem justificativa plausível – questiona.
Marquinho é