Assine Já
segunda, 28 de setembro de 2020
Região dos Lagos
35ºmax
20ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 8099 Óbitos: 418
Confirmados Óbitos
Araruama 1625 102
Armação dos Búzios 487 10
Arraial do Cabo 248 15
Cabo Frio 2555 140
Iguaba Grande 684 36
São Pedro da Aldeia 1323 51
Saquarema 1177 64
Últimas notícias sobre a COVID-19
hugo leal

"Eleição será atípica", aposta deputado federal Hugo Leal

Substituto de Romário na liderança estadual do PSB, deputado afirma que o Rio não pode culpar a queda dos royalties pela calamidade financeira

29 julho 2016 - 21h44
"Eleição será atípica", aposta deputado federal Hugo Leal

A pouco mais de dois meses das eleições municipais, o comando do Partido Socialista Brasileiro no estado do Rio mudou de mãos. Pouco acostumado à situação enquanto atuava nos gramados, o senador Romário foi substituído na presidência da executiva estadual há cerca de dez dias pelo deputado federal Hugo Leal. 

A troca foi bem vista pelo presidente nacional do partido Carlos Siqueira, que ficou contrariado com alguns acordos firmados pelo ex-jogador. Por outro lado, Hugo afirma que a maioria das alianças feitas por Romário serão mantidas. 

Em meio à correria para organizar as convenções e reorganizar o partido, Hugo falou com a Folha sobre o desafio de assumir o PSB pouco tempo antes da campanha e se mostrou otimista em relação ao cenário para os socialistas na Região dos Lagos.

 – O PSB tem dois candidatos a prefeito muito fortes na região: a Elizângela Lobo, em São Pedro da Aldeia, e o ex-prefeito André Mônica, em Araruama – aposta. 

Folha dos Lagos – Como é assumir um partido e ter que arrumar a casa com pouco tempo para as eleições?

Hugo Leal – É realmente um desafio porque o partido passou por muitas mudanças nos últimos meses o que provocou a saída de alguns quadros do partido e muita coisa a ser organizada em pleno prazo para as convenções partidárias municipais.

Folha – Os acordos feitos à época em que o senador Romário presidia o partido foram mantidos? Quais?

Hugo – Na maioria dos casos, as alianças foram mantidas. Houve pontualmente problemas em alguns municípios onde havia divergências internas dentro do próprio partido e o senador Romário, até por conta de sua pré-candidatura no Rio de Janeiro, não tinha conseguido ainda solucionar. Mas, repito, na grande maioria dos casos, nós seguimos com as alianças que já vinham sendo construídas.

Folha – Como está o partido na Região dos Lagos para as eleições? Já foi oficializada a Elizangela Lobo na disputa majoritária em São Pedro e o apoio a Marquinho Mendes, em Cabo Frio.

Hugo – O PSB tem dois candidatos a prefeito muito fortes na região:a Elizângela Lobo, em São Pedro da Aldeia, e o ex-prefeito André Mônica em Araruama. Em Búzios, temos um candidato a vice-prefeito do PSB, o ex-vice-prefeito Aristonil Silveira de Souza, que compõe a chapa com o PRB do candidato a prefeito Alexandre Martins, ex-vereador e ex-vice -prefeito. E, como você citou, estamos apoiando o deputado e ex-prefeito Marquinhos Mendes em Cabo Frio.

Leia a entrevista completa na versão impressa da Folha deste fim de semana ou na área exclusiva para assinantes. Assine agora.

Folha – O senador Romário fica no partido?

Hugo – O senador Romário está comprometido com as candidaturas de prefeitos e vereadores do PSB em todo o estado e deixou as funções executivas no partido exatamente para ficar mais liberado para fazer campanha.

 Folha – Como o senhor avalia a crise econômica no estado do Rio, que culminou com decreto de calamidade financeira no Estado?

Hugo – É uma coisa vergonhosa para o nosso estado, um verdadeiro estado de calamidade que vai desaguar certamente na intervenção direta ou indireta do governo federal no Rio de Janeiro. Nos últimos cinco anos, o governo tomou decisões equivocadas e até irresponsáveis que aumentaram os gastos e fizeram cair a arrecadação. E não é possível culpar a queda da receita dos royalties pois há estados  como o Espírito Santo, que também dependem dos royalties, mas fizeram o dever de casa e estão em situação muito melhor que o Rio. 

Folha – Como os futuros gestores devem agir nos municípios para diminuir a dependência dos recursos dos royalties do petróleo?

Hugo – Os prefeitos e todos os gestores públicos devem aprender com os empresários: empreender e inovar na gestão para não ficar dependente de uma só receita. É possível encontrar formas de aumentar a arrecadação sem aumentar a carga tributária sobre empresários e trabalhadores.

Leia a entrevista completa na versão impressa da Folha deste fim de semana ou na área exclusiva para assinantes. Assine agora.