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Política

Desabafo de secretário de Turismo gera mal estar

Em áudio vazado, Radamés critica governo e diz que já pediu exoneração a Adriano

07 maio 2019 - 08h59
Desabafo de secretário de Turismo gera mal estar

Nem bem o governo conseguiu abafar a crise provocada pela conversa de bar entre integrantes do primeiro escalão, entre eles o vice-prefeito Felipe Monteiro, e o ex-prefeito Marquinho Mendes, uma nova polêmica se formou tendo como pivô um dos personagens daquele bate-papo. Ontem, vazou nas redes sociais o áudio de uma conversa de WhatsApp entre o secretário de Turismo, Radamés Muniz, e uma pessoa não identificada, no qual ele demonstra irritação com os problemas encontrados para gerir a sua pasta. 

O secretário aumentou o tom e revelou ter tido uma discussão séria com o prefeito Adriano Moreno (Rede) na semana passada. Radamés criticou as interferências políticas no trabalho e chegou a dizer ao interlocutor que pediu para ser exonerado do cargo. Também sobraram críticas pesadas ao que chamou de “falta de ordem e de organização”.

“Essa semana teve um pega pra capar com o prefeito Adriano Moreno. Eu não devo nada pra nenhum prefeito não. Nem a Adriano, nem a Marquinho, nem a Alair e nem a ninguém. Eu ‘tô’ aqui como secretário para ajudar a vocês e a mim também. Eu tenho meus imóveis aqui, meu patrimônio aqui, minha família aqui há 80 anos. Agora, esse papo furado de política, não ‘tô’ querendo nem saber disso. Se Adriano quiser me exonerar na segunda-feira manda embora amanhã. Manda embora que eu vou feliz. Eu já falei pra ele, me exonera, meu irmão. Me exonera, pelo amor de Deus que eu não aguento tanta coisa errada”, disse em determinado trecho do áudio.

Em outro momento, o secretário de Turismo diz já ter sido convocado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) para esclarecer sobre a lotação de policiais civis feitas à sua revelia. Em meio ao desabafo e uma série de reclamações, houve também uma forte crítica ao próprio prefeito, de quem duvidou do próprio futuro político.

“Eu ‘tô’ pouco me importando se ele é o prefeito agora. No final do ano que vem, ele não é mais o prefeito e vem outro. Tomara que esse outro tenha a competência de conseguir fazer”, disparou.

Cumprindo agenda oficial no Rio, o secretário disse, por meio da assessoria, que não irá se pronunciar sobre o assunto no momento. Curiosamente, Adriano também esteve na capital, mas na sede do Tribunal de Justiça (TJ-RJ) para tentar o desbloqueio de mais de R$ 30 milhões, retidos a título de precatórios. A tentativa foi antecipada pelo jornalista Tomás Baggio, na sua coluna publicada na edição do último sábado. 

Questionada, a Prefeitura de Cabo Frio não respondeu, até o fechamento desta edição, sobre o futuro de Radamés do governo, nem sobre as suas afirmações, inclusive da existência de policiais civis lotados no Rio e em Cabo Frio. 

Confira o áudio que circula na íntegra:

“Essa semana teve um pega pra capar com o prefeito Adriano Moreno. Eu não devo nada pra nenhum prefeito não. Nem a Adriano, nem a Marquinho, nem a Alair e nem a ninguém. Eu ‘tô’ aqui como secretário para ajudar a vocês e a mim também. Eu tenho meus imóveis aqui, meu patrimônio aqui, minha família aqui há 80 anos. Agora, esse papo furado de política, não ‘tô’ querendo nem saber disso. Se Adriano quiser me exonerar na segunda-feira manda embora amanhã. Manda embora que eu vou feliz. Eu já falei pra ele, me exonera, meu irmão. Me exonera, pelo amor de Deus que eu não aguento tanta coisa errada. Entendeu? Tanta coisa malfeita e tanto desfeito na cidade. Eu não ‘tô’ nem aí pra isso. Pra prefeito nenhum, prefeito não rege a minha vida nem essas politicagens baratas. Entendeu? De pessoas que tá ‘tiveram’ no poder, ‘tiveram’ ali mamando na teta. E se quiserem eu mostro tudo em público. Eu vou a rádio e mostro os documentos, mostro tudo, porque tenho os documentos pra comprovar. Então eu não gosto disso não. Não gosto de ser intimado pelo TCE pra comprovar que policiais civis estavam lotados em dois empregos, no Rio e em Cabo Frio. Eu não gosto de nada disso não, entende.  Agora, não fui eu que nomeei, isso eu tenho certeza. Não foi eu que nomeei amigos dos amigos. Não foi eu que nomeei pessoas pra fazerem as coisas todas. Agora, essa hipocrisia. Pra mim, irmão, ‘tô’ de saco cheio disso. É muito duro...eu quebrei o pau com Adriano essa semana porque eu falei: “Adriano, eu não aguento mais fazer um turismo desse jeito. Não tem como fazer turismo desse jeito. Sem ordenamento, sem organização. Eu ‘tô’ pouco me importando se ele é o prefeito agora. No final do ano que vem, ele não é mais o prefeito e vem outro. Tomara que esse outro tenha a competência de conseguir fazer. Agora, se as outras pessoas ficaram doidinhas porque perderam cargo, sinto muito. Perdeu cargo? Vai trabalhar, irmão. Vai trabalhar no que é seu. Agora não fica lutando por cargo, nem dizendo que nunca teve dentro disso aí porque é tudo farinha do mesmo saco.”