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DIÁLOGO 

Davi Souza: "Chego com a missão de fazer o governo ter uma boa relação com a Câmara"    

Novo secretário de Governo de Cabo Frio fala do desafio de se mudar para o Executivo

11 julho 2021 - 10h00Por Rodrigo Branco

Conversar, se reunir e buscar o entendimento com os atores políticos municipais. À primeira vista, pouco parece que vai mudar no trabalho do vereador licenciado Davi Souza, que acaba de assumir a Secretaria de Governo de Cabo Frio. Mas o próprio empresário de 28 anos admite que precisa se adaptar na primeira experiência dentro da máquina pública, após deixar a liderança do governo na Câmara, posto em que esteve no primeiro semestre deste ano. 

Nesta entrevista à Folha, Davi fala sobre os projetos do governo que vai ajudar a tocar; da nova liderança na Casa, o vereador Alexandre da Colônia (DEM); do relacionamento com a oposição; e das ações prioritárias.

Folha dos Lagos – Qual a principal missão que o prefeito te confiou nesse cargo?

Davi Souza – O diálogo em três frentes de atuação. Já chego com a missão da governabilidade, de fazer o governo ter um bom relacionamento com a Câmara. Uma relação boa, amistosa e de respeito. Relacionamento com o secretariado, ou seja, um relacionamento interno, de integração das secretarias. Fazer grupos de trabalho, reuniões periódicas, cobrar metas, produção a nível de projetos de cidade para esse secretariado. E uma coisa que eu também destaco, que também é desafiadora, que é o diálogo com a sociedade. Ter um bom diálogo com os meios de comunicação, com o cidadão em geral. Então são desafios que eu me proponho a fazer, mas tenho certeza que a gente tem uma equipe organizada, bem entusiasmada, para ter êxito. Até porque não estou me propondo a nada megalomaníaco. Estamos numa linha bem razoável justamente para ter bons resultados.

Folha – Qual a principal dificuldade que prevê nessa troca do Legislativo para o Executivo?

Davi – Esse é o grande desafio. Conhecer, ter estado de um lado que é o Legislativo, legislando, fiscalizando, acompanhando os trabalhos de quem executa. E agora estamos do outro lado, tocando uma pasta do Poder Executivo, com a finalidade de executar politicas públicas. É um lado que estou conhecendo, preciso me adaptar. Mas do ponto de vista da experiência pessoal acredito que vai ser muito enriquecedor.

Folha – Você já conversou ou vai conversar com o Aquiles Barreto, seu antecessor no cargo?

Davi – Eu acabei de dizer que a grande palavra de minha gestão vai ser diálogo, inclusive com quem me antecedeu. A gente já traçou uma linha de diálogo, de repassar funções. Tenho o compromisso de continuar com aquilo que está sendo bom, continuar com os acertos, e o que está errado, a gente vai consertar. Zé me fez esse convite em forma de desafio nessa expectativa de continuar o que está bom e melhorar o que precisa ser melhorado.

Folha – O Alexandre da Colônia está confirmado como novo líder do governo na Câmara? Você participou dessa escolha? O que espera da atuação dele? 

Davi – Alexandre é um excelente nome, tem meu total apoio. Participei de toda conversa, de todo diálogo e articulação. Sempre foi um vereador muito firme. É um vereador que, com sua origem simples, é muito participativo, muito presencial na Câmara. Por conta disso, ele foi escolhido. E ele também é uma pessoa de diálogo, que tem uma entrada em todas as esferas da Câmara, ou seja, com todos os vereadores. Precisava ser alguém de diálogo, que seja firme com seus pares e também com o governo. Foi uma excelente escolha, tenho certeza que assim que começar os trabalhos a gente vai conseguir atestar isso. Todos vão ver a excelente liderança do vereador Alexandre.

Folha – Como fica a Câmara que você deixa, o desenho político com a nova liderança e os vereadores de oposição, que assim não se definem, mas sistematicamente incomodam o governo?

Davi – É importante ressaltar que a oposição não incomoda. O governo vê com muita naturalidade o trabalho da oposição, de fiscalização, de questionamento, o que é absolutamente saudável. Olhando para o retrovisor, todos os seis meses de atuação na Casa legislativa, de todos os vereadores, o relacionamento com o Executivo foi muito saudável, de muito respeito. E é uma coisa que me orgulho no sentido de ter participado, ter sido uma das peças desse processo. Não entendemos a oposição como vereadores que atrapalham, só que com essa nova reorganização com a liderança do Alexandre, com a posse do meu suplente, a gente entende que seja algo bom para cidade e bom para democracia de maneira geral, porque fortalece o rito do Legislativo com o Executivo. Fortalece o processo democrático, porque o prefeito dá posse a um vereador licenciado, que tem um bom relacionamento com a Câmara, dá também chance a um jovem que vai ser o meu suplente, independente de quem seja, que vai contribuir com a Câmara. Sai um jovem e entra um jovem e dá também espaço para um vereador que é pescador, e que tem toda uma representatividade na sua história, ser líder de uma bancada do governo. Vejo com muito otimismo e a perspectiva é de um trabalho bem feito.

Folha – Você vai assumir a gestão direta de algum dos projetos que estão sendo lançados pelo governo? Quais deles?

Davi – Com toda certeza. Eu vou continuar com aquilo que está sendo o andamento de todo esse processo. A gente tem o compromisso de tocar, por exemplo, a questão da moeda social que, como líder de governo eu participei ativamente da aprovação. E agora vou participar ativamente da execução, ou seja, colocar essa moeda na rua, para circular. É um compromisso que eu tenho com o prefeito José Bonifácio, e vamos mover mundos para executar isso. Com relação ao Polo também participei de todos os processos, dos trâmites. Não posso dizer que foi aprovado, porque houve pedido de vistas concedido pelo presidente [Miguel Alencar]. O vereador Roberto Jesus pediu vistas na última sessão antes do recesso, então isso atrasa o processo de aprovação do Polo. Mas tenho certeza que, logo na primeira semana, passado o período de vistas, a gente vai conseguir ter êxito na aprovação do Polo de Desenvolvimento da cidade e também, no que é o segundo passo, o lançamento do Polo.

Folha – O prefeito te deu algum conselho depois de te convidar para o cargo?

Davi – Vou ser sincero. Perguntei ao Zé assim que me fez o convite o que ele espera de mim e ele disse “seja Davi, seja você”. Foi apenas isso. Então a gente está em constante diálogo.  Toda essa questão que já vem inclusa: diálogo e integração, que vêm num pacote de entendimento meu com ele, de continuar o que está bom e resolver o que precisa ser resolvido.

Folha – Quais são as prioridades imediatas no cargo?

Davi – Já tenho um passo a passo. Para amanhã [quinta, dia 8] tenho uma reunião marcada na sala de reunião com foco na parte administrativa, com as secretarias que envolvem a parte administrativa. Essa reunião já é pautada na integração dessas pastas, com Administração, Fazenda, Gabinete do prefeito, Secretaria de Governo, Procuradoria. Na sexta [dia 9], temos outra reunião, voltada para a desburocratização e o licenciamento, com as secretarias de Planejamento, Obras, Meio Ambiente, Mobilidade Urbana. E já temos o passo a passo de aprovação de projetos importantes na Câmara, de colocar na rua a moeda Itajuru. Ou seja, fazer essa moeda circular no bairro do Manoel Corrêa é um grande desafio. Então a gente já tem esses pontos em vista nesse primeiro mês.

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