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Câmara

Da teoria para a prática

Vereadores se queixam da não aplicação das leis aprovadas na Câmara

05 agosto 2015 - 08h00

Rodrigo Branco

 

Na mira da opinião pública em meio às recentes críticas em função de uma suposta passivi­dade frente aos problemas da cidade e pela participação em eventos do Executivo no horário das sessões, caso da entrega de cestas básicas no Manoel Corrêa há duas semanas, o Legislativo cabofriense resolveu se defen­der. E o fez atacando.

Fazendo coro ao discurso do pastor evangélico Fabricio Va­ladares, que ontem foi home­nageado com o recebimento de moção de aplauso em nome do Conselho de Pastores, o verea­dor Luis Geraldo (PPS), crítico ferrenho da falta de utilidade de muitas leis aprovadas na Casa, foi mais uma vez incisivo sobre o tema, da mesma forma como já havia feito em recente entre­vista à Folha para a série ‘Na tribuna’, publicada em julho.

Na ocasião, o parlamentar re­clamou que seus colegas sequer recebem resposta dos proje­tos, indicações e requerimentos aprovados. Sob aplausos, ele co­brou uma solução do Executivo.

– Digo sem medo de errar que se metade das leis aprova­das aqui estivesse funcionando no município, nós estaríamos com uma população muito mais satisfeita e muito mais digna. Faço um apelo para que nossas leis sejam olhadas com mais ca­rinho, sejam colocadas em prá­tica, tratadas e observadas pelo Executivo com mais cuidado – pede o vereador, que culpa o fato pela imagem da Casa de ‘apenas mudar nome de rua e dar moção de aplausos’.

Após um tempo afastado da tribuna, o líder do Governo, Taylor Jasmin (PRB) também falou sobre assunto e admitiu que os vereadores cabofrienses precisam intensificar a fiscali­zação das leis, sejam as de res­ponsabilidade do Executivo ou de estabelecimentos comerciais.

No entanto, sem mencionar nomes, mas em claro recado ao oposicionista Aquiles Barreto (SD), que criticou duramente a participação de parlamentares da base de apoio durante a entrega das cestas no mesmo dia em que a sessão foi cancelada por falta de quórum, Taylor respondeu ao colega na mesma moeda.

– Ficar criticando os outros dizendo que ele é o correto e os outros não trabalham, botando pra baixo o próprio vereador da Câmara, é muito ruim – disparou.

Por sua vez, Eduardo Kita (PT) e Adriano Moreno (PP) mostraram preocupação sobre o preço e a qualidade dos combus­tíveis nos postos da cidade.