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ELEIÇÕES 2020

Cris Fernandes: "Chegou a hora de mostrar a força feminina para transformar Cabo Frio"

Candidata do PSD é a segunda entrevistada da série com postulantes ao cargo máximo do município

16 outubro 2020 - 07h15Por Rodrigo Cabral e Rodrigo Branco

Cris Fernandes, do PSD, é a segunda entrevistada da série de sabatinas com os candidatos a prefeito de Cabo Frio, feita pela Folha dos Lagos. Cristiane Batista dos Santos Fernandes é empresária e tem 44 anos. Esta é a terceira vez que participa de uma eleição: concorreu para vice em 2016 e prefeita, dois anos depois, na eleição suplementar. Seu companheiro de chapa é o comerciante Alexandre de Oliveira Gabriel, o Alexandre Bombadão, de 52 anos.

Folha dos Lagos – Por que deseja ser prefeita? Qual legado quer deixar para a cidade?

Cris Fernandes – Como mulher, mãe e cidadã, há muito tempo ando indignada com o descaso dos nossos governantes com a população de Cabo Frio. Nos últimos tempos, isso ultrapassou completamente os limites. Sofro demais ao ver as dificuldades do nosso povo, pais e mães de família no desemprego, crianças e jovens sem aulas, saúde sucateada e nossa cidade afundada numa decadência assustadora. Além disso, Cabo Frio nunca teve uma Prefeita mulher e os políticos sempre insistem em nos colocar no papel de coadjuvantes na política. Oferecem a vaga de vice, cargos de 20 e 30 escalões, mas nunca querem ver uma mulher em papel de protagonismo. Então chegou a hora de mostrar a força feminina, arregaçando as mangas e trabalhando para transformar Cabo Frio. Quero melhorar a vida das pessoas e preparar a cidade para um novo ciclo de desenvolvimento. Espero deixar um legado de crescimento, emprego e renda para a nossa população. Deixar uma cidade com uma rede de saúde de excelência e uma educação que forme cidadãos e prepare os jovens para o ensino superior e o mercado de trabalho. Ao final do meu mandato, quero que Cabo Frio seja reconhecida como uma das cidades mais bem administradas e desenvolvidas do Brasil.

Folha – Como retomar o desenvolvimento, gerando emprego e renda, após um cenário de pandemia?

Cris – A pandemia veio para agravar uma situação que já era terrível, graças às péssimas administrações pelas quais Cabo Frio passou nos últimos 30 anos, pelo menos. Sendo assim, será necessário um conjunto de medidas para estimular o crescimento econômico da cidade. A primeira delas é reestruturar as contas públicas, colocando o salário dos servidores rigorosamente em dia, para que a circulação de renda volte a ocorrer de maneira intensa. Hoje, o servidor tem medo de consumir, pois não sabe quando seu salário será pago. Isso prejudica gravemente o comércio, retraindo a atividade econômica. Outra medida vital é atrair empresas e indústrias para Cabo Frio. Nos últimos anos, vimos diversas empresas de grande porte se instalarem em municípios vizinhos, notadamente em São Pedro da Aldeia. Precisamos voltar a atrair a iniciativa privada através de incentivos fiscais, desburocratizações e uma captação agressiva em feiras de negócios e eventos empresariais, mostrando que Cabo Frio mudou e oferece um ambiente favorável para a instalação de empresas. O turismo também será fundamental nessa retomada. Precisamos criar um Calendário Anual de Eventos, preenchendo todos os meses do ano, e reposicionar a imagem da cidade em âmbito nacional, para que deixemos de atrair apenas o turismo de massa, diversificando os públicos. Além disso, precisamos voltar a estimular nossa economia com a realização de investimentos mediante convênios com os governos federal e estadual e Parcerias Público Privadas. Uma Prefeitura que só paga salários e não tem nenhuma capacidade de investimento, como ocorre atualmente, condena o município ao fracasso.

Folha – Os municípios da região tiveram índice baixo no Ideb. Como mudar esse cenário e quais seus planos para a Educação?

Cris – O péssimo desempenho de Cabo Frio no Ideb não foi surpresa diante do desastre que é a condução da Secretaria de Educação nos últimos anos. As constantes greves e paralisações ocasionadas por atrasos salariais e péssimas condições de trabalho oferecidas pela Prefeitura, somadas ao desastre da pandemia, nos legaram um déficit que já se aproxima de três anos escolares. Isso dificulta terrivelmente o aprendizado, descontinua o processo de ensino e faz com que a evasão escolar bata recordes, pois muitos jovens não conseguem se manter na escola por precisarem trabalhar para ajudar suas famílias. Uma sucessão de equívocos que está jogando no lixo o futuro de toda uma geração de cabofrienses. Como mãe e cidadã, não posso aceitar essa tragédia. Inicialmente, vamos regularizar o pagamento dos profissionais da Educação e realizar melhorias na estrutura física das escolas, adequando-as às necessidades dos nossos alunos. Regularizadas as atividades escolares, precisaremos recuperar o tempo perdido. Aumentaremos o número de docentes nos ensinos fundamentais I e II, em razão do grande déficit existente, e investiremos na qualificação dos nossos profissionais, oferecendo cursos de atualização e capacitação. Também desenvolveremos as Plataformas de Reforço Escolar Digital, num aplicativo que poderá ser utilizado pelos alunos da rede, reforçando conteúdos, esclarecendo dúvidas e dinamizando o aprendizado, e a Carteira Estudantil Digital, que possibilitará aos responsáveis o acompanhamento via aplicativo das informações escolares dos alunos. Também adequaremos os horários do programa Educação Para Jovens e Adultos, de modo a atender aqueles que não puderam concluir seus estudos.

Folha – Quais suas principais propostas para a Saúde?

Cris – A saúde do município de Cabo Frio está completamente sucateada. Realizaremos a construção do Complexo Hospitalar do Segundo Distrito, incluindo Hospital de grande porte, Centro de Diagnóstico por Imagem, Centro de Especialidades Odontológicas, Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e todo resto. Não é admissível que a população do Segundo Distrito continue sendo obrigada a se deslocar até o Jardim Esperança ou até Rio das Ostras para buscar atendimento médico adequado, em virtude do total sucateamento do Hospital de Tamoios. Também realizaremos a revitalização do Complexo Hospitalar do Primeiro Distrito, ampliando o Hospital São José Operário e equipando adequadamente o Hospital Central de Emergência e o Hospital da Mulher, que se tornou destaque negativo em âmbito estadual, sendo alvo inclusive de CPI. Também reativaremos o Hospital da Criança e criaremos a Casa da Vacina, objetivando aumentar a cobertura vacinal da nossa população, que está bem abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde. Atuaremos na Atenção Primária à Saúde com a priorização do programa Estratégia Saúde da Família e o aumento do número de Unidades Básicas de Saúde. Outra medida fundamental da nossa gestão será a criação do Centro Municipal de Saúde Mental. Sabemos que a depressão é a doença do século e a pandemia agravou esse cenário de maneira intensa. No Centro Municipal de Saúde Mental, ofertaremos atendimento psicológico, terapêutico e psiquiátrico para casos de transtornos mentais de média e baixa complexidade e problemas psicológicos. Trata-se de investimento de custo baixíssimo e altíssimo ganho para a qualidade de vida da população.

Folha – Quais as principais políticas que serão adotadas para o Turismo?

Cris – Ao longo dos anos, lamentavelmente, Cabo Frio não desenvolveu uma política municipal de Turismo, apostando unicamente no turismo de massa e aglomerações. Nossos atrativos naturais faziam todo trabalho e os governantes não se preocupavam em cuidar adequadamente do setor. O resultado é, há anos, o mesmo: cidade abarrotada no verão, porém com muito menos dinheiro circulando na economia do que deveríamos ter. Precisamos diversificar o público e atrair turistas durante o ano inteiro, não apenas no verão e feriados. Para isso, criaremos o Calendário Anual de Eventos, preenchendo todos os meses do ano, com eventos tais como Festa Portuguesa, Festival de Jazz, Festival de Frutos do Mar e diversos outros, amplamente divulgados em mídia nacional e internacional, garantindo que todos os meses do ano tenham pelo menos uma atração de grande destaque. Também investiremos no turismo histórico, aproveitando o fato de sermos a sétima cidade mais antiga do Brasil, turismo ecológico e turismo rural. Esses setores serão privilegiados pelo desenvolvimento de um amplo programa de reposicionamento de marca da cidade, a ser veiculado em âmbitos nacional e internacional. Tal programa terá como objetivo publicizar a nova era de Cabo Frio, de modo a atrair potenciais investidores e turistas, demonstrando que os anos de decadência recente ficaram pra trás, com a cidade voltando a ser limpa, bem cuidada, segura, efervescente econômica e culturalmente e desenvolvida, tornando-se uma região altamente atraente para investimentos e turismo.

Folha – O que a candidata pensa em relação a políticas afirmativas para mulheres, negros e LGBTs?

Cris – Como mulher e mãe, entendo que todos devem ser tratados com todo respeito, carinho e justiça, independente de questões de gênero, religião, etnia ou orientação sexual. Nossa gestão se pautará no total respeito a todos, garantindo que não haja nenhum tipo de discriminação a ninguém e incentivando a participação de todos os grupos sociais no debate político e no exercício das atividades públicas. É fundamental que haja uma conscientização da população de que o respeito e o amor são as ferramentas de transformação mais poderosas que temos, e precisamos usá-las para mudar a nossa cidade.

Folha – Quais suas principais propostas para o Esporte?

Cris – É vital que o município repense suas políticas voltadas para o desenvolvimento do Esporte e Lazer. A cidade tem qualidades naturais que precisam ser aproveitadas. Além de ser banhada pela Lagoa de Araruama, ainda tem algumas das mais importantes raias para o desenvolvimento de esportes náuticos, como a Praia do Forte. É necessário também que se recupere e reestruture urgentemente os Ginásios Poliesportivos da cidade, transformando-os em arenas multiuso para que possamos voltar a atrair a realização de competições esportivas de grande porte e eventos organizados pelas demais Secretarias Municipais. É revoltante ver o estado do Ginásio Poliesportivo do Jardim Esperança, uma construção recente e de grande valor social que está completamente abandonada pelo poder público, deixando de oferecer atividades que poderiam salvar jovens da criminalidade e transformar vidas. Já há uma verba federal liberada para a reforma desse ginásio e a Prefeitura ainda não utilizou. Realizaremos essa revitalização, além da reforma de diversas praças esportivas da cidade, visando a implementação das Academias Populares da Melhor Idade, que serão espalhadas em diversos bairros do município. Também captaremos eventos esportivos de médio e grande porte, tais como competições de vôlei de praia, beach soccer e esportes náuticos e fomentaremos sociedades civis sem fins lucrativos que atuem na promoção do esporte e na prevenção ao uso de drogas nas comunidades.

Folha – Quais suas principais propostas para a Cultura?

Cris – A cultura é fundamental para qualquer sociedade e deve ser tratada com respeito e atenção por parte do Poder Público. No nosso governo, vamos planejar e desenvolver um Plano Municipal de Cultura, que privilegie o incentivo e fomento de artistas locais. Também atuaremos de modo a zelar pela preservação e manutenção de seus espaços culturais, montando um calendário coerente e adaptado às temporalidades, observando as tradições do município de Cabo Frio, com especial atenção para a cultura caiçara, o artesanato, as artes plásticas, o teatro, o cinema, o carnaval, as tradições juninas, a colônia portuguesa e demais manifestações artísticas. Daremos ao Teatro Municipal de Cabo Frio um papel de centralidade no fomento à cultura, com oficinas de teatro, aulas de canto e coral e muito mais. Além disso, temos como grande proposta para esse setor a construção de um espaço cultural de grande porte no Segundo Distrito, preferencialmente um teatro, a ser financiado com recursos do Fundo Municipal de Cultura e/ou parcerias com entes privados. Também daremos especial atenção ao setor do artesanato, com a reestruturação do Espaço Municipal de Artesanato e a criação do Galpão do Artesão, que ficará localizado nas cercanias da Feira de Exposição, facilitando o trabalho logístico dos nossos artesãos. Além disso, nos comprometemos com a reestruturação do Carnaval de rua e a volta do tradicional Carnaval de Escolas de Samba de Cabo Frio.

Folha – Quais os projetos da candidata para qualificar e ampliar a atuação da Guarda Municipal na Segurança Pública?

Cris  – A insegurança é um dos maiores problemas de Cabo Frio, justamente por conta da omissão da Prefeitura no desenvolvimento de seu papel como fomentador das políticas públicas para esse setor. Cabo Frio, hoje, está no topo da lista de cidades com maiores índices de violência no interior do Estado e, pelo fato de ser uma cidade turística, isso prejudica muito o seu desenvolvimento. Sabemos que a Segurança Pública tem a maioria de seus órgãos subordinados aos governos estaduais, mas a situação chegou a tal ponto de calamidade que não é possível se omitir. Nesse sentido, a Guarda Municipal de Cabo Frio possui papel fundamental. Ampliaremos a atuação da Guarda Municipal na Segurança Pública através da criação de diversos destacamentos especializados, tais como destacamento especializado de atendimento ao turista, destacamento especializado de atendimento à mulher, destacamento especial ambiental, destacamento especial de ronda noturna, dentre outros. Também faremos a instalação e reformulação das cabines fixas da GCM nos bairros e no segundo distrito, dando melhores condições de trabalho para os nossos guardas municipais, que têm sido guerreiros no enfrentamento à pandemia, já que são colocados totalmente expostos em barreiras sanitárias, sem os equipamentos de proteção adequados, em razão da total incompetência da Prefeitura. Outro programa que implementaremos é o sistema de BikeTran, que colocará guardas municipais de bicicleta patrulhando locais de atenção, como as orlas das praias, por exemplo, conferindo maior agilidade e eficiência na atuação da Guarda Municipal.

Folha – Quais as prioridades em relação à infraestrutura da cidade?

Cris  – Nossa principal prioridade em relação à infraestrutura de Cabo Frio é, sem sombra de dúvidas, acabar com o sucateamento da saúde pública do nosso município. Sendo assim, nosso principal foco estará na construção do Complexo Hospitalar do Segundo Distrito, incluindo Hospital de grande porte, Centro de Diagnóstico por Imagem, Centro de Especialidades Odontológicas, Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e tudo mais, além da revitalização do Complexo Hospitalar do Primeiro Distrito, ampliando o Hospital São José Operário e equipando adequadamente o Hospital Central de Emergência e o Hospital da Mulher. Entretanto, não pararemos por aí. Cientes do estreito espaço fiscal para investimentos do município de Cabo Frio, decorrente do descaso e das péssimas gestões, promoveremos uma revolução na infraestrutura municipal através de Parcerias Público Privadas (PPPs) e uma captação agressiva de convênios com órgãos públicos, sejam eles estaduais ou federais. Um grande exemplo disso será a reconstrução total da Orla de Tamoios, em modelo de Parceria Público Privada, com a construção de bares, restaurantes, quiosques, lojas e áreas de esporte e lazer a serem explorados pelo concessionário. Com uma orla bonita, movimentada e repleta de opções gastronômicas e de entretenimento, o morador do Segundo Distrito terá atendida sua demanda por melhores opções de lazer, não mais precisando procurá-lo nos municípios circunvizinhos, além de ver mais opções de emprego, incremento no turismo e muitos outros ganhos, que trarão dinamismo e desenvolvimento econômico à região.

Folha – Quais as principais políticas que serão adotadas no Meio Ambiente? Especificamente sobre a Lagoa de Araruama, quais as ações viáveis do município para revitalização da lagoa?

Cris  – Cabo Frio tem sua história intrinsecamente ligada ao meio ambiente e a atuação do Poder Público não pode fugir disso. A preservação do meio ambiente faz-se fundamental não apenas pela saúde da natureza e pelo respeito à biodiversidade, mas também porque o turismo ecológico e ambiental cresce mais e mais a cada ano, podendo tornar-se efetivamente uma grande fonte de recursos e movimentação da economia para a cidade. No governo Cris Fernandes, Cabo Frio terá, finalmente, um Código Municipal de Meio Ambiente, a fim de orientar definitivamente a atuação do poder público no setor. Também estudaremos a viabilidade de incluir programas de reflorestamento de áreas degradadas como condicionantes para concessões e renovações de alvarás ou licenças ambientais, além de atuarmos firmemente na fiscalização relativa ao devido licenciamento ambiental e promovermos campanhas de educação ambiental nas escolas da rede municipal. Sobre a revitalização da Lagoa, atuaremos conjuntamente com o consórcio intermunicipal Lagos São João no sentido de exigir que a Prolagos tome as medidas cabíveis para a despoluição da Lagoa de Araruama. Exigiremos que a concessionária efetive a instalação das redes separativas de esgoto no nosso município, despoluindo gradualmente a Lagoa. Sabemos tratar-se de obra cara e complexa, mas cabe ao poder público pressionar pelo cumprimento do que está estabelecido em contrato. Em Tamoios, a instalação das redes separativas é consideravelmente mais fácil, tendo em vista que a maior parte do Distrito ainda não possui qualquer rede de coleta, sendo fundamental que se comece o processo de instalação por lá.

Folha – De que maneira o município pode ser mais independente dos repasses dos royalties? Como enxerga um cenário caso o regime de partilha dos royalties seja alterado no STF?

Cris – Lamentavelmente, Cabo Frio tornou-se, graças aos seus péssimos administradores, uma cidade completamente dependente da arrecadação dos royalties do petróleo, um recurso finito cujos valores caíram vertiginosamente nos últimos anos. O preço do barril de petróleo dificilmente voltará ao valor de outrora e o mundo caminha para diminuir a dependência dos combustíveis fósseis, com o crescente fomento de formas de energia sustentáveis e o advento da economia verde. Sendo assim, é absolutamente urgente reduzir a dependência dos royalties do petróleo e preparar a nossa cidade para um novo ciclo de desenvolvimento. Isso ocorrerá de maneira gradual, com o controle das despesas e o aumento da arrecadação através de outras fontes, em razão das dezenas de ações e propostas apresentadas acima. Entretanto, é necessária uma medida mais efetiva no curto prazo. Para isso, estamos propondo a criação de um Fundo de Estabilização Fiscal para o município de Cabo Frio, a ser financiado com 20% dos repasses relativos às cotas trimestrais das participações especiais pagas pela Agência Nacional de Petróleo. Esse Fundo, já implementado em Maricá e Niterói, representa um olhar para o futuro ao resguardar recursos para pagamento de salários e custeio da máquina em períodos de queda excessiva da arrecadação, reduzindo o impacto de crises como as ocorridas na nossa cidade em 2015/2016 e 2020, representando, assim, um grande legado para as futuras gerações. Enquanto isso não ocorre, enxergamos um cenário de graves dificuldades para os municípios da região, caso o STF altere o regime de partilha dos royalties.

Folha – Como resolver o problema dos atrasos de servidores e aposentados?

Cris  – Resolveremos o problema dos atrasos salariais de aposentados e servidores com todas as medidas estruturantes destacadas ao longo da entrevista. A resolução dos problemas fiscais de Cabo Frio não se dará num passe de mágica, nem com nenhum tipo de milagre. Esse problema gravíssimo será solucionado mediante a aplicação de uma série de medidas, nas mais diversas áreas, como pude expor ao longo dessa entrevista. Prioritariamente, volto a destacar a necessidade de controlarmos os gastos, reduzindo despesas, cortando 20% dos cargos comissionados, renegociando contratos com fornecedores e limitando o número de contratados por Secretaria. Além disso, precisamos aumentar a arrecadação qualificando a tributação, realizando um amplo programa de regularização fundiária em Tamoios e na região do Jardim Esperança, promovendo crescimento com a atração de empresas e indústrias e facilitando o ambiente de negócios com desburocratizações e unificações de tarifas urbanas. Assim, garantiremos o pagamento em dia de nossos aposentados e servidores e poderemos voltar a investir em obras, instalações e serviços públicos, gerando um ciclo positivo de desenvolvimento para Cabo Frio. Cumpre ressaltar, entretanto, que o pagamento de aposentados e pensionistas deve ser sempre o primeiro a ser realizado, em atenção ao cumprimento da Lei Municipal n0 1.022/1989. Lamentavelmente, é mais uma legislação que o atual desgoverno insiste em não cumprir.

Folha – Quais os principais projetos e políticas públicas direcionadas para a população de Tamoios?

Cris – Como o leitor da Folha dos Lagos pode observar ao longo da entrevista, nosso olhar para Tamoios se dá em total igualdade com o que temos para o Primeiro Distrito, sem nenhuma discriminação ou diferenciação, como lamentavelmente tem ocorrido ao longo da nossa história, inclusive por parte de alguns ex-governantes que agora tentam voltar ao poder. Muito pelo contrário: Costumo dizer que Tamoios é a menina dos meus olhos, justamente por ver ali a maior necessidade de atuação do Poder Público e as maiores possibilidades de crescimento para nossa cidade. Não tratamos Tamoios como um capítulo ou uma página do nosso programa, mas efetivamente como parte integrante de Cabo Frio, com projetos e medidas voltadas para lá em todos os setores. Podemos voltar a destacar como alguns dos projetos direcionados ao Segundo Distrito a Reconstrução da Orla de Tamoios, em modelo de Parceria Público Privada, com a construção de bares, restaurantes, quiosques e áreas de esporte e lazer, a implantação do Polo Ecológico e Agrícola Fazenda Campos Novos, o desenvolvimento do Polo Tecnológico Municipal em Tamoios, aproveitando a construção do Novo Porto de Macaé, a Construção de um Espaço Cultural de grande porte no Segundo Distrito, o aumento do número de Cras e a instalação do Creas do Segundo Distrito e a construção do Complexo Hospitalar do Segundo Distrito, incluindo Hospital de grande porte, Centro de Diagnóstico por Imagem, Centro de Especialidades Odontológicas, Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e tudo mais. Tamoios será verdadeiramente transformada na minha gestão.

(*) O entrevistado deste sábado (17) será o candidato Rodrigo Gurgel, do PSL.

 

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