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Córrego Rico

Cortina de fumaça: prefeito Alair Corrêa (PP) ataca e não esclarece

Como resultado, presidência da Câmara retira requerimento da Córrego Rico

21 outubro 2015 - 09h25Por Nicia Carvalho

Após discurso inflamado do prefeito Alair Corrêa (PP), que subiu o tom contra a im­prensa e a oposição, a votação do requerimento que cobrava explicações do governo sobre contratos firmados com a em­presa Córrego Rico Transporte e Construção Ltda foi retirado da pauta da Câmara de Cabo Frio, na sessão da última terça-feira (20). A decisão foi tomada pelo presidente da Mesa Diretora, Marcello Corrêa (PP), a pedido de Vinicius Cor­rêa (PP), que se disse satisfeito com as explicações. Marcello e Vinicius são filho e sobrinho de Alair, respectivamente.

Durante o discurso [leia com­pleto no site da Folha], o pre­feito rebateu que existissem fa­lhas no processo de contratação da Córrego Rico, bem como no caso de repasse de verbas para a Apae, conforme a Folha noti­ciou nos últimos dias. Em ambos os casos, afirmou que as dúvidas dos vereadores poderiam ser di­rimidas por ele. Alair atribuiu os dois episódios a erros de fun­cionários, enquanto o líder do governo na Câmara, Taylor Jas­mim (PRB), estreitou o recorte para “erros cometidos por fun­cionários comissionados”. No entanto, ao falar sobre a Córrego Rico, o prefeito não soube pre­cisar o número de equipamentos contratados pelo governo.

– Não tem nenhuma marca de coisa errada nesses dois proces­sos (Córrego e Apae). Por que eu tenho que esperar o requerimento dos vereadores para poder dar in­formações? Nós temos 150, quase 250 carros, maquinas, caminhões, que a gente parou – bradou.

Sobre os valores, o prefeito informou, embora sem apresen­tar nenhum documento que cor­roborasse o discurso, que a Cór­rego Rico venceu a concorrência de R$ 27 milhões com seis em­presas participantes e que do to­tal foram gastos R$ 2,5 milhões em 2014. Este ano teriam sido gastos R$ 9 milhões.

Ao contrário das outras ses­sões, a maioria das pessoas pre­sente à Câmara era composta por assessores, integrantes do gover­no, como os secretários de Even­tos, Edson Leonardes, Comuni­cação, Edinho Ferrô, Governo, Toninho Corrêa, e funcionários.

– Têm falhas porque não tem como governar com centenas de pessoas que são secretários, governadores, superintendentes, chefes, diretores. Não tem um controle absoluto. Mas quando se tratam de processos de alto valor como esse, eu, pessoal­mente, tomo conta para que isso não aconteça – defendeu.

Ele atribuiu ainda as diversas denúncias ao governo se devem a blogueiros “querendo derrubar o governo”. Ao final, encorajou a rejeição do requerimento ao afirmar que “umas coisas são os números nas folhas, outra coisa é o prefeito vir na casa do povo e dizer o que aconteceu”.

 

*Leia a matéria na edição impressa desta quarta-feira (21)

 

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