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Começo a mil por hora

Mudanças e muito barulho; primeiras sessões têm de tudo, menos marasmo

14 janeiro 2017 - 11h32Por Rodrigo Branco
Começo a mil por hora

Depois de quatro anos de uma legislatura muito criticada pela inércia e omissão, tudo o que não houve nas primeiras semanas da nova Câmara de Cabo Frio foi silêncio. O começo do novo Legislativo está sendo marcado por acordos, mudanças, alguns bate-bocas e a presença de uma ruidosa assistência, estimulada pela alteração do horário das sessões para o fim da tarde, às 18 horas. Além disso, com dez novos membros, a Câmara assiste ao protagonismo dos estreantes, que ocupam posições estratégicas como lideranças e presidências de comissões.

Ao fazer um balanço inicial, o presidente da Casa, Aquiles Barreto (SD), disse que ocupar o cargo é um ‘aprendizado diário’. Além das sessões noturnas, ele ressaltou como medidas importantes o fim da reeleição para a Presidência e o uso livre da tribuna pelos sindicatos. Aquiles reconhece que mudanças na imagem arranhada da Câmara levam tempo, mas aprova a postura mais assertiva dos parlamentares, sobretudo, os novos.

– O balanço é positivo nessas Também com o cofre vazio, a Prefeitura de Arraial do Cabo tomou medidas para tentar reequilibrar as finanças. E são itens de contenção de gastos [email protected] Rodrigo Branco cinco primeiras sessões. Quero dar celeridade e credibilidade à Casa. E nela tem que haver discordâncias, pois a unanimidade é burra. Os vereadores têm que se posicionar até em respeito à população – comentou.

Em lados opostos do campo político, os líderes do governo, Miguel Alencar (PPS) e da oposição, Rafael Peçanha (PDT), aprovam, embora com argumentos diferentes, o início da legislatura.

– A experiência está sendo muito boa porque atuamos de acordo com as necessidades da sociedade e, ao mesmo tempo, mostramos as ações efetivas do governo. Neste curto espaço de tempo, já está muito claro que a cidade está sendo reconstruída – disse Alencar.

 – A grande preocupação é mostrar que houve uma mudança real. Já está bem diferente. Todos os vereadores já falam na tribuna, já tem um movimento para tirar a Casa do marasmo – completa Peçanha.

Requerimento sobre contratos é derrubado

Embora o discurso inicial seja de união para tirar a cidade da crise, os blocos já se articulam politicamente. Na sessão de anteontem, a bancada do governo conseguiu derrubar por 9 a 4 um requerimento de Rafael Peçanha que pedia a apresentação dos contratos de prestação de serviços assinados pela Prefeitura até agora. Peçanha afirmou que o decreto de emergência libera o processo de licitação, mas não a apresentação dos contratos.

– Essa medida pôs à prova o discurso de transparência do governo. Por enquanto, é só um discurso – disse Peçanha.

Por sua vez, o líder do governo disse que a Prefeitura está trabalhando para colocar o Portal da Transparência no ar, mas tem encontrado dificuldades por causa da situação do município. Ele disse ainda que é ‘obrigação do governo ser transparente’ e que a Secretaria de Fazenda está aberta à população para esclarecimentos.

– É determinação do prefeito Marquinho Mendes que isso (Portal da Transparência) seja resolvido o mais breve possível. O cidadão cabofriense precisa entender o momento em que a cidade se encontra – argumenta Miguel Alencar, que chegou a ter embate com Vanderlei Bento (PMB) há algumas sessões.