Assine Já
domingo, 12 de julho de 2020
Região dos Lagos
27ºmax
15ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Suspeitos: 344 Confirmados: 3388 Óbitos: 196
Suspeitos: 344 Confirmados: 3388 Óbitos: 196
Suspeitos:
Confirmados:
Óbitos:
Suspeitos Confirmados Óbitos
Araruama 274 658 42
Armação dos Búzios X 272 7
Arraial do Cabo 16 84 11
Cabo Frio X 1037 64
Iguaba Grande 12 241 20
São Pedro da Aldeia 10 530 19
Saquarema 32 566 33
Últimas notícias sobre a COVID-19
PMDB

Com 'caneta nas mãos', PMDB cresce com filiações na Região dos Lagos

Depois de Chumbinho e Granado, Miguel Jeovani pode ser o próximo

19 setembro 2015 - 13h13Por Rodrigo Branco

Rodrigo Branco

Mais do que uma demonstração de força, a filiação do prefeito de Armação dos Búzios, André Granado, ao PMDB, na próxima semana, seguindo os passos recentes do colega de São Pedro da Aldeia, Cláudio Chumbinho, reforça o ‘poder da caneta’, ou seja, os benefícios que a proximidade da máquina pública, no caso o Governo do Estado, podem proporcionar.

Com as chegadas de Chumbinho e Granado, o PMDB que já era o maior partido do estado, reforça a sua hegemonia e passa a ter o controle de 24 dos 92 municípios fluminenses, de diferentes regiões, incluindo a capital, governada por Eduardo Paes, cujo nome é um dos comentados para disputar a Presidência da República em 2018, possibilidade admitida pelo carioca.

E as fileiras peemedebistas podem ser engrossadas por mais um prefeito da Região dos Lagos. Circula nos bastidores a informação de que o mandatário de Araruama, Miguel Jeovani, hoje no PR do ex-governador Anthony Garotinho, pode estar de mudança para o partido de 
´Paes; do governador Luiz Fernando Pezão; do presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani e do secretário estadual de Governo, Paulo Melo. Caso isso aconteça, dos sete municípios da região, apenas em Cabo Frio, com Alair Corrêa e Iguaba Grande, com Grasiella Magalhães, ambos do PP, não serão filiados à legenda do deputado federal Eduardo Cunha.

No entanto, nem tudo no partido são flores. E é justamente no presidente da Câmara que reside alguns dos mais pontiagudos espinhos. Ele é um dos líderes do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), com quem vive às turras, mas a intenção não encontra eco em líderes da base do Governo, como seu correligionário, Leonardo Picciani, filho de Jorge, que seria candidato à prefeito da capital no ano que vem, mas desistiu em prol de Pedro Paulo Carvalho, secretário municipal de Meio Ambiente, chefe da Casa Civil a aliado de Paes.

Mas uma das maiores disputas internas por espaço é entre Picciani e Paulo Melo, de grande influência na região. Depois de derrotá-lo para a presidência da Alerj e articular para que Melo perdesse indicação para o Tribunal de Contas, Picciani segue tentando minar o poderio de Melo, cuja saída para o PDT já é cogitada nos bastidores. Ainda assim, Melo segue tendo grande poder de decisão, especialmente na região, ainda que já nas eleições do ano passado, não tenha conseguido transferir integralmente seu patrimônio eleitoral a seus candidatos.