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Câmara tira e repõe crucifixo

Câmara tira e repõe crucifixo

Polêmica sobre imagem na Casa continua: pressionado, presidente volta atrás

18 março 2016 - 10h31

Uma semana depois de a Folha publicar matéria com questionamentos sobre o crucifixo postado na parede da Câmara Municipal, o símbolo religioso foi retirado pela Mesa Diretora – mas voltou ao lugar de origem ainda na sessão de ontem, após pressão dos vereadores Adriano Moreno (Rede) e Luiz Geraldo (PRB). Eles foram para a tribuna criticar a medida e defender que nenhuma imagem pode influenciar nas decisões da Casa.

Na matéria, a Folha ouviu diferentes lideranças religiosas para comentar sobre qualquer expressão de fé em repartições públicas. Os entrevistados também questionaram as palavras do presidente Marcello Corrêa que encerraram a sessão no dia anterior: “em nome de Deus, encerro essa sessão”, disse o chefe do Legislativo. Marcello, inclusive, repetiu a frase ontem.

Após discursos de Emanoel Fernandes (PRP) e Celso Campista (PDT), Luiz Geraldo foi à tribuna para ler uma recusa do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a retirada do crucifixo em repartições públicas.

– Hoje (ontem) foi um dia triste para a Câmara. As maniifestações culturais religiosas não representam qualquer subserviência do Estado ao poder clerical. Isso não torna o Brasil um país clerical. Não compromete a laicidade. O próprio STF exibe um crucifixo em seu plenário. Nem por isso impediu o aborto de anemcéfalo ou impediu a união homoafetiva. A marca da cruz não vai mudar nada nessa Casa – delcarou ele.

Luiz Geraldo também garantiu que não haverá discriminação de qualquer religião.

– Essa Casa tem o símbolo de Jesus há muitos anos. Nós (Câmara) entendemos todas as determinações da laicidade. Há espaço para as religiões afro, o budismo, o catolicismo, os agnósticos, ateus. Sou a favor de todas as religiões. Para mim, basta seguir Jesus para ser uma boa pessoa – se contradisse.

 

*Leia matéria completa na edição impressa desta sexta-feira (18).