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Câmara

Cadeira da presidência da Câmara de Cabo Frio desperta cobiça

Corrida para próxima legislatura já tem cinco pretendentes

09 novembro 2016 - 01h23Por Texto e foto: Rodrigo Branco
Cadeira da presidência da Câmara de Cabo Frio desperta cobiça

Ainda em clima de ressaca pós-eleitoral, a Câmara de Cabo Frio já está com a cabeça no ano que vem. Em que pese que o or­çamento para 2017 ainda precise ser votado, as atenções já come­çam a se voltar para a composi­ção da futura Mesa Diretora.

Pelo menos cinco nomes já admitiram que pretendem con­correr à sucessão de Marcello Corrêa (PP) na Presidência da Casa, a partir do ano que vem: Aquiles Barreto (SD); Luis Ge­raldo (PRB); Jefferson Vidal (PSC); Vanderlei Bento (PMB) e Rafael Peçanha (PDT), esse último eleito em outubro para o primeiro mandato.

Se publicamente o discurso de todos é de respeito aos demais; nos bastidores, a disputa, já está a todo vapor, por meio de muita conversa ao pé do ouvido com os atuais e os futuros colegas de plenário. A costura política ain­da passa necessariamente pelo diálogo com o futuro governo de Marquinho Mendes (PMDB), que nas últimas eleições fez 12 das 17 cadeiras.

Sem negar o rótulo de ‘can­didato oficial’ de Marquinho, Aquiles mantém a posição ma­nifestada em reportagem publi­cada no último dia 24 de evitar atritos com os colegas ‘pelo bem da cidade’. Mas apesar de pregar união, ele nega que, em caso de vitória, apenas confirmará as de­cisões do Poder Executivo.

– Lógico que eu tive um fa­tor predominante na campanha do Marquinho, não posso negar isso, mas a Câmara é um poder completamente paralelo ao Po­der Executivo. Não vou fazer daqui um escritório ou cabide de homologação dos projetos do prefeito. Aqui nós vamos discu­tir o que é bom para a cidade e não somente o que é bom para o governo – afirma.

Considerado o principal obs­táculo para as pretensões de Aquiles, embora do mesmo gru­po político, Luis Geraldo vai para o quarto mandato consecu­tivo a partir de 2017. Ex-presi­dente da Casa entre 2007 e 2008 e tido pelos colegas como pro­fundo conhecedor do Regimento Interno, o vereador do PRB tam­bém adota um discurso concilia­dor. Para ele, sua experiência na Câmara não será determinante para a disputa, que ele afirma ainda estar no começo.

– A gente faz parte de um gru­po político só e não vamos en­trar em atrito que tire essa união que a gente precisa ter nesse mo­mento difícil que a cidade vem passando. É uma colocação de nomes, é uma briga entre aspas, mas uma briga saudável, atra­vés de conversa e do diálogo. Ninguém vai se matar ou criar algum tipo de problema para o governo – pondera ele, que de­fende candidatura única da base governista.

Entretanto, para isso, se a ala mais moderada quiser realmen­te construir uma candidatura de consenso, terá que frear o ím­peto do reeleito Jefferson Vidal. Animado com o segundo man­dato e por ter conseguido ele­ger mais dois colegas de partido – Blau Blau e Letícia Jotta – o parlamentar do PSC aposta no diálogo para consolidar apoios à sua candidatura.

– Saímos bem fortalecidos das urnas. Aprendi bastante no primeiro mandato. Se eu me sinto preparado e conheço bem a Casa, por que não? Claro que a cada dia a gente aprende, mas acho que temos todas as condi­ções de disputar as eleições e até chegar à vitória, se não houver ‘intervenções de cima’ – disse, deixando no ar a possibilidade de interferência do governo na disputa.

Do lado da oposição, as aspira­ções não são menores. Atual vice-presidente da Câmara, Vanderlei Bento se inspira na trajetória do pai, Silas, que já chefiou o Legis­lativo municipal para se creden­ciar ao cargo. Ele adota ainda o discurso da independência para se declarar como melhor opção.

– Sou candidato à Presidência porque entendi que as candida­turas mais fortes são ligadas ao governo. Acho que um poder in­dependente tem que ter um presi­dente independente. Não que seja oposição ou situação, mas que seja a voz do povo literalmente. Que não seja um atravessador, um servidor do prefeito e sim um presidente de fato – dispara.

No primeiro mandato, Rafa­el Peçanha não vê problema em querer ‘sentar na janela’ de cara.

– A gente entende que o que Cabo Frio precisa é de uma presi­dência da Câmara e de uma Mesa Diretora que possam espelhar o desejo de mudança e renovação que a população demonstrou nas urnas – frisa.

Poder – Além de controlar pau­tas e votações, o futuro presidente da Câmara terá a chave de um co­fre orçado em R$ 18 milhões no ano que vem. Além disso, caso Marquinho perca no julgamento do TSE, o chefe do Legislativo será o prefeito interino enquanto novas eleições não forem convo­cadas.