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Bate-boca, 'patinho feio' e menção a Madre Teresa: confira os bastidores da eleição na Câmara

O candidato governista Luis Geraldo (PRB) venceu o pleito para presidência da Mesa Diretora com 11 votos 

29 setembro 2017 - 09h23Por Rodrigo Branco e Rodrigo Cabral | Foto: Divulgação
Bate-boca, 'patinho feio' e menção a Madre Teresa: confira os bastidores da eleição na Câmara

Luis Geraldo (de gravata vermelha) formará Mesa com Miguel Alencar, Oseás Rodrigues e Adeir Novaes

O resultado pode ter sido o esperado, e até antecipado pela Folha, mas nem por isso a sessão que elegeu Luis Geraldo como presidente da Câmara para o biênio 2019-2020, na noite desta quinta-feira (28), deixou de ter algumas surpresas e lances curiosos. Luis obteve o voto de 11 dos 17 parlamentares, enquanto Ricardo Martins (Solidariedade) teve quatro votos e Rafael Peçanha (PDT) somou apenas o dele próprio. O único faltoso foi Jefferson Vidal (PSC).

Em discurso na tribuna, o novo presidente prometeu transparência, ressaltou a importância do diálogo e citou Madre Teresa de Calcutá.

– Isso é muito mais do que esperei para minha vida pública. Lembro das palavras de Madre Teresa de Calcutá: “Faça o bem mesmo que ele seja esquecido amanhã. No final das contas, é tudo entre você e Deus”. 

A tendência de virada foi vislumbrada nos últimos dias depois que o governo resolveu partir para o ataque e negociar o apoio à candidatura de Luis Geraldo. O prefeito Marquinho Mendes (PMDB) e o líder governista Miguel Alencar (PPS) entraram em ação e conseguiram dizimar os focos de rebeldia na base, que acabaram por gerar a formação do chamado ‘G8’. 

Luis Geraldo tinha dez votos tidos como certos. O décimo primeiro veio de de Blau Blau (PSC), dissidente do G8.

– Foi uma decisão tomada a partir de conversas com o grupo, para saber qual a melhor posição. Conversei com o Luis Geraldo e ele mostrou um caminho diferenciado – disse Blau Blau, que disse ter se sentido, em diversas ocasiões, o “patinho feio”.

– Muitas vezes fui tido como patinho feio na Câmara. E esse patinho feio tomou muita pancada, por conta de uma visão moderna e renovadora. Percebi que estava sendo  manipulado – disse, em tom de mistério.

Para consolidação da vitória, o rolo compressor da situação ainda conseguiu cooptar dois oposicionistas: Vinícius Corrêa (PP) e Oséas Rodrigues (PDT). Este último teve 12 votos para assumir a vice-presidência da Casa. Completarão a Mesa Diretora Miguel Alencar, que teve 13 votos para primeira-secretaria e Adeir Novaes, que obteve a mesma votação para ocupar a segunda-secretaria.

A votação aconteceu com uma assistência lotada. Em alguns momentos, os ânimos se exaltaram. Por causa de uma discussão, a sessão chegou a ser interrompida por alguns instantes. Após o resultado, oposicionistas usaram a tribuna. Rafael Peçanha (PDT) afirmou que, vista de outro prisma, a vitória pode representar a “derrocada do governo”.

– Podemos ver o resultado da votação sob dois ângulos: como um copo meio cheio ou meio vazio. Na primeira votação para a presidência para a Câmara [com a eleição de Aquiles Barreto (SD)], conseguiram 13 votos. Agoram, foram 11. Isso num espaço de apenas nove meses. Eles têm sorte que só há apenas duas eleições por mandato. Se houvesse uma a cada nove meses, estariam derrotados em breve.

Enquanto isso, Vanderlei Bento (PMB) disse que não faz “choro de perdedor”.

– Percebi os tentáculos do Executivo na eleição do Legislativo, que deveria ser independente.  Fui chamado de inocente e bobo. Não é choro de perdedor. É discurso de quem perde, mas sabe valorizar sua palavra.

Confira abaixo o placar da votação:

Luis Geraldo (PRB) - 11 votos: Aquiles Barreto (SD); Luis Geraldo (PRB); Miguel Alencar (PPS); Guilherme Moreira (PPS); Rodolfo Machado (SD); Alexandra Codeço (PRB); Letícia Jotta (PSC); Oseás Rodrigues (PDT); Blau Blau (PSC); Adeir Novaes (PRB) e Vinícius Corrêa (PP).

Ricardo Martins (SD) - 4 votos: Ricardo Martins (SD); Vanderlei Bento (PMB); Waguinho (PPS) e Edilan do Celular (PRP).

Rafael Peçanha (PDT) - 1 voto: Rafael Peçanha (PDT)

(*) Jefferson Vidal (PSC) faltou à sessão. 

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