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Política

​Assessores ligados a Serginho e Mauro Bernardo são acusados de sequestrar e extorquir traficante

​Deputados defendem ‘presunção de inocência’ em caso de PMs lotados na Alerj 

07 maio 2019 - 09h06
​Assessores ligados a Serginho e Mauro Bernardo são acusados de sequestrar e extorquir traficante
Os deputados Serginho Azevedo (PSL) e Mauro Bernardo (Pros) defenderam a tese de ‘presunção de inocência’ dos policiais militares Cristiano Gonçalves Rosa e Bruno Demke Bernardo, atualmente lotados na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e acusados de sequestrar e extorquir dinheiro do traficante de Arraial do Cabo Hemerson Silveira de Souza, em abril de 2013. Segundo matéria publicada pelo jornal Extra deste domingo, Cristiano e Bruno são ligados a Serginho e Mauro Bernardo, respectivamente. No caso do policial militar aposentado, o acusado é seu filho.
 
Segundo a denúncia publicada no jornal, os policiais, que à época estavam no Bope, foram flagrados por agentes do 25º Batalhão (Cabo Frio) em um carro clonado em uma localidade conhecida como Ponta da Alcaíra, em Araruama. Um tempo antes, uma mulher denunciou o desaparecimento do cunhado no batalhão, levado por homens encapuzados que o forçaram a entrar em um carro preto. 
 
Os policiais chegaram a ser presos preventivamente. Nos autos do processo, os policiais disseram que só queriam ‘dar um susto’ no traficante. No entanto, o Ministério Público concluiu que houve por parte dos PMs extorsão mediante sequestro – pois eles teriam exigido dinheiro para não matar Hemerson – e receptação. O processo corre na Vara de Arraial do Cabo. Ambos chegaram a ser expulsos da PM em 2014, mas a Justiça os reintegrou seis meses depois.
 
No Parlamento estadual, Cristiano está lotado no gabinete de Serginho e ganha R$ 4.847,26 líquidos, além dos vencimentos de PM. A reportagem da Folha não conseguiu contato com o deputado, mas ao jornal carioca ele disse que “todos têm direito à defesa, dentro do princípio da presunção de inocência” e que “não há nenhuma condenação no referido caso, e o policial é respeitado na cidade”.
 
Por sua vez, Mauro Bernardo rechaçou as acusações de nepotismo por causa da nomeação do filho na Casa Legislativa, onde está lotado na Coordenadoria de Segurança da Casa, cedido pela Polícia Militar. Sobre isso, a assessoria de Mauro Bernardo diz que “o sargento encontra-se cedido à superintendência militar da Assembleia, não ocupa cargo em comissão, é concursado da Polícia Militar e não se encontra subordinado ao meu gabinete, o que afasta qualquer indício de nepotismo, uma vez que não há qualquer subordinação hierárquica”
 
Sobre as acusações de sequestro extorsão, a aposição é de que o processo “se encontra em fase inicial de instrução e não há sequer condenação em primeira instância, ressaltando que no nosso ordenamento pátrio vigora o princípio da presunção de inocência”.