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NOVELA CONTINUA

Após pedido de líder do governo, prefeitura ganha novo prazo para mostrar dados do Hospital Unilagos

Miguel Alencar pediu até terça (2) para entregar informações pedidas por vereadores

28 maio 2020 - 20h45Por Rodrigo Branco

A novela sobre as informações do hospital de campanha Unilagos ganhou um novo capítulo. Após um período afastado das articulações políticas por causa de problemas pessoais, o líder do governo na Câmara, vereador Miguel Alencar (DEM), entrou em campo para tentar melhorar a relação entre Executivo e Legislativo, que não anda das melhores. 

De início, conseguiu junto aos colegas que fazem parte da Comissão Especial de Saúde um novo prazo, até a próxima terça-feira (2), para entregar não apenas os dados referentes à unidade exclusiva para tratamento de pacientes com Covid-19 como os da entrega das cestas básicas pela Secretaria de Assistência Social.

Há uma semana, a Comissão presidida pela vereadora Letícia Jotta (Pros) e o presidente da Casa, Luis Geraldo (Republicanos) enviaram ofício para a Prefeitura para cobrar as respostas dos requerimentos, e ameaçaram recorrer à Justiça para obtê-las. A própria Comissão já havia cobrado as mesmas informações três semanas antes, com direito a pedido de extensão do prazo feito pelo secretário de Saúde, Iranildo Campos. O pedido de Miguel põe água na fervura, pelo menos, por enquanto.

– Voltei para ajudar a ter esse diálogo entre o Executivo e o Legislativo e somarmos esforços nesse momento, em que é preciso união. Voltei para fazer esse trabalho. Já fui conversar com o Bruno [Aragutti, procurador-geral] para levantarmos esses dados e entregá-los na terça – disse Miguel.

Outro gesto de aproximação anunciado pelo líder do governo é um pedido para que, pelo menos, um integrante da Comissão Especial da Câmara participe da próxima reunião do Gabinete de Crise da Prefeitura. O veto para que vereadores participem dos encontros foi duramente criticado pela vereadora Letícia Jotta, em entrevista recente à Folha.

Após o período de ‘sumiço’, Miguel garantiu que também vai participar da reunião com o Ministério Público e empresários, na próxima semana, que pode definir a reabertura gradual do comércio no município. Questionado, falou do assunto com cautela.

– Não adianta reabrir agora se não houver um plano tanto para proteger a saúde das pessoas como para garantir a retomada da economia – disse, confirmando que o governo já trabalha em um plano de reabertura.

Rafael desce o tom – De outro lado, o líder da oposição, vereador Rafael Peçanha (Cidadania) que também ameaçou entrar na Justiça para saber os gastos com o Hospital Unilagos, mudou a estratégia. 

Após receber do governo uma cópia do decreto de requisição administrativa da unidade com o número de leitos disponíveis, Peçanha disse que pediu à Comissão Especial de Saúde para apresentar requerimento solicitando acesso aos relatórios enviados ao governo, a cada 48 horas, sobre os recursos pessoais e materiais usados no hospital de campanha. 

De acordo com ele, o acompanhamento permitirá saber se o que vai ser pago pelo município depois da pandemia corresponde ao que realmente foi gasto. 

– Na verdade, o sistema de requisição administrativa prevê apenas um pagamento posterior, ou seja, em tese, a prefeitura não paga nada à Unilagos agora. Só paga por eventuais perdas à empresa assim que a pandemia passar. Porém, quero acompanhar os critérios que gerarão esse valor. O decreto diz que a cada 48h um grupo de trabalho da prefeitura envia relatório ao prefeito sobre a Unilagos . Estou preparando requerimento para que a Câmara tenha acesso a esses dados, aí saberemos se o pagamento posterior à requisição será justo ou superfaturado – explica.

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