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Ao fim da 'janela', 12 dos 17 vereadores de Cabo Frio já trocaram de partido desde 2013

Historiador critica a falta de fidelidade partidária na política

07 abril 2016 - 09h23Por Rodrigo Branco
Ao fim da 'janela', 12 dos 17 vereadores de Cabo Frio já trocaram de partido desde 2013

Os vereadores de Cabo Frio continuam os mesmos, mas a formação das bancadas, quanta diferença. Com fim do período da chamada ‘janela’ de transferências, encerrado no último fim de semana, 12 dos 17 parlamentares cabofrienses (70%) mudaram desde que tomaram posse, em 2013. Apenas Marcello Corrêa (PP), Fred (PDT), Braz Enfermeiro (PMDB), Zé Ricardo (PMDB) e Jeferson Vidal (PSC) permaneceram nas legendas de origem.

Recém-chegado ao PRP, Emanoel Fernandes é o campeão de mudanças, com duas, ele se elegeu pelo PSC, mas se transferiu para o Pros, antes de se filiar ao atual partido. O troca-troca não poupa base de governo ou oposição. O líder desse último bloco, Aquiles Barreto, por exemplo, elegeu-se pelo PSB, mas hoje preside o Solidariedade, dos também colegas ‘nômades’ Ricardo Martins e Rodolfo Machado, que entraram por PSC e PPS, respectivamente.

Já Adriano Moreno mudou de partido e também de lado. Depois de compor a base governista no partido do prefeito Alair, o PP, mudou para a oposição e para a Rede Sustentabilidade, pela qual é pré-candidato à prefeitura. Todavia, trata-se de um caso quase único. As demais mudanças no tabuleiro de xadrez político pouco alteraram a correlação de forças no Legislativo.

Após um período abalada, o que impôs algumas derrotas pontuais ao governo, a base do prefeito se reorganizou e já consegue blindá-lo de pautas consideradas inconvenientes, como os pedidos de cassação de Alair e de suspensão do decreto de emergência da Saúde, ambos protocolados pelo professor Rafael Peçanha.

De olho na reeleição, os vereadores fazem contas e buscam nominatas competitivas a fim de obter o coeficiente eleitoral, caso de Eduardo Kita, que admitiu a estratégia à Folha, depois de se mudar do PT, no qual ficou por mais de 15 anos, para o PPS.

Para o historiador e colunista da Folha, Paulo Roberto Araújo, a infidelidade partidária é uma tradição na política brasileira. Segundo ele, isso acontece porque a disputa é de coalizões e não de partidos.

– Com o atual cenário partidário não dá para mudar isso. A não ser uma reforma política que impeça essa migração constante, ou mesmo que diminua o número de partidos. Mesmo no bipartidarismo, com Arena e MDB, os partidos eram guarda-chuvas de inúmeras tendências políticas – explica Paulo Roberto, que prevê ‘recorde de votos nulos e abstenções’ nas eleições.