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Política

A metamorfose do governo Adriano

Chegada de agosto consolida as muitas mudanças no primeiro escalão municipal em 12 meses

31 julho 2019 - 08h38
A metamorfose do governo Adriano

RODRIGO BRANCO

 

A chegada do mês de agosto representa também uma nova fase para o governo Adriano Moreno (Rede). Amanhã, assume a secretaria de Saúde o ex-superintendente de Defesa Civil Carlos Ernesto Dornellas. O mesmo deve ocorrer nas próximas semanas com o novo secretário de Segurança e Ordem Pública, Jorge Marge, o que depende da conclusão de trâmites burocráticos (leia entrevista abaixo). Até o fechamento dessa edição, não houve a confirmação se Clésio Guimarães realmente vai substituir Antônio Carlos ‘Cati’ Vieira, na Secretaria de Fazenda.

No entanto, antes mesmo das últimas movimentações do governo, sobretudo após a publicação da reforma administrativa, o primeiro escalão municipal já estava bastante modificado em relação ao início do mandato de Adriano, há pouco mais de um ano. A própria pasta da Saúde, de Carlos Ernesto, passa pela segunda mudança em 12 meses. O antecessor do novo secretário, Márcio Mureb, já havia substituído Antonio Macabu, que ficou menos de dois meses no cargo. 

A Cultura é outra pasta recordista de alterações na titularidade. Milton Alencar sucedeu a Meri Damaceno, em polêmica nomeação, com direito a acusação de golpe por um movimento de artistas da cidade e ocupação no Charitas por dez dias. Meri já havia substituído Fernando Chagas, de quem compunha a equipe. Chagas pediu para sair do governo ainda em setembro, por motivos pessoais.  

Na Educação, talvez a ruptura mais polêmica. O início do pagamento fracionado dos salários dos servidores, em maio, foi a gota d’água para a insatisfação do então Cláudio Leitão e da secretária-adjunta Denize Alvarenga, que deixaram o barco. O prefeito Adriano argumenta que foi ele que os exonerou, por descumprir uma ordem de pagamento. A saída foi ruidosa: Leitão acusou o prefeito e Cati, seu desafeto declarado, pelo desvio de R$ 40 milhões em recursos que deveriam ser usados na rede municipal de ensino. O caso foi denunciado por Leitão aos órgãos de controle, como o Ministério Público. Márcia Almeida é a atual ocupante da pasta.

Outra polêmica derrubou o ex-secretário de Governo, Duca Monteiro. Pressionado pelos vereadores, que criticavam a ‘articulação’ do Executivo na Câmara, Adriano nomeou Duca como assessor especial e colocou em seu lugar o vereador Miguel Alencar e Alberto Silva. Com bom trânsito junto aos colegas, Miguel ficou com a articulação política, e Alberto, com a parte administrativa.

Por fim, indiretamente, a reforma provocou a mudança na secretaria de Turismo. A restruturação administrativa, que perdeu a parte de Eventos, foi o motivo alegado pelo ex-secretário, o empresário Radamés Muniz, para ter pedido o boné. O professor Paulo Cotias entrou no seu lugar. Na procuradoria-geral, Bruno Aragutti entrou no lugar de Caio César. Na Mobilidade Urbana, Everaldo Loback substituiu Marcelo Cardoso. Na Comsercaf, Luis Claudio Gama deu vez a Dario Guagliardi Neto.

‘Os sobreviventes’ – Hoje resta muito pouco do quadro de secretários anunciado pelas redes sociais no ano passado. Saudado como ‘corpo técnico’ pelo prefeito, o ‘time’ atual conta com poucos titulares originais. Seguem mantidos em seus cargos Flávio Rebel (Esportes); Felipe Araújo (Desenvolvimento da Cidade); Marta Maria Bastos (Promoção Social); José Dias (Agricultura); José Bulcão Filho (Obras), Mario Flavio Moreira (Meio Ambiente) e Alberto Corrêa e Castro (Controladoria-Geral).

Por sua vez, o retorno de Elicéia da Silveira ao comando da Secretaria de Administração ainda é incerto. Elicéia pediu para ser afastada, sem remuneração, em abril, por motivos pessoais. À Folha, ela disse que ainda não decidiu o futuro. Enquanto isso, Paulo Henrique Oliveira toca a secretaria.