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Violência contra a mulher é tema do Folha ao Vivo

Agentes da Deam capturaram ontem mais um acusado de estupro cometido no início do ano

19 maio 2015 - 09h53
Violência contra a mulher é tema do Folha ao Vivo

Nicia Carvalho

 

A violência contra a mulher foi o tema de ontem do programa Folha ao Vivo, que vai ao ar às segundas e sextas, de 11h às 12, na Rádio Cabo Frio AM e que recebeu delegada Cláudia Faissal, titular da Delegacia de Atendimento a Mulher (Deam). No debate, o aumento no número de denúncias, as causas da violência, crime na internet e os abusos mais recorrentes às mulheres, como o estupro. O programa discorreu ainda sobre a importância da tipificação de crime específico contra a mulher, o feminicídio, que agora pode gerar de 12 a 30 anos de prisão. A área de atuação da Deam, localizada em Cabo Frio e inaugurada em 2013, abrange ainda as cidades de São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo e Armação dos Búzios. Ontem pela manhã, agentes da Deam capturaram mais um acusado: Paulo Henrique Santos de Souza, 21, acusado de estupro, crime que ele cometeu em fevereiro deste ano, dentro de um ônibus.
– Todo e qualquer tipo de violência contra a mulher deve ser combatida – afirmou.
 

Folha dos Lagos – A violência contra a mulher aumentou ou não?
Claudia Faissal – Isso é cultural, permeia a cabeça dos homens ainda. Não adianta só a lei mudar, o trabalho policial melhorar muito. Tem que ter também a conscientização. Quanto mais aparelhos do estado, maior o incentivo para denunciar. Não significa que aumentou a violência, e sim as denúncias. Antes, as ocorrências ficavam muito restritas ao ambiente familiar.
 

Folha – A que atribui aumento das denúncias? Ter policial mulher na delegacia?
Claudia
– Não só por isso, até porque precisamos de policiais homens também por conta diversas situações. O fato importante é ter agente preparado para atender a denúncia. Mesmo sendo policial homem é importante ter a sensibilidade de que poderia ser a mãe ou a filha de algum deles. Na violência doméstica o agressor está dentro de casa então é uma questão que tem que ter tato porque envolve filho, afetividade. Tem que ser diferenciado o atendimento.
 

Folha  A violência e o estupro estão no âmbito domiciliar?
Claudia
 Sim. Em relação ao abuso sexual, os maiores índices estão dentro da família. Tem que alertar nas escolas, em vários lugares. A vítima do pai, do padrasto, carrega estas marcas ao longo da vida porque o agressor é a figura que deveria protegê-las e, na verdade, acontece o inverso.
 

Folha  Existem vários tipos de violência. A física é mais fácil de identificar, mas é a psicológica?
Claudia
 Para ser registrado na delegacia precisa ser crime. Não existe a tipificação de crime psicológico, mas temos o crime de ameaça, como proibição do uso de determinadas roupas, por exemplo, que pode ser registrada. A violência moral, que abrange xingamentos como “você é feia, velha, gorda”, também é crime de injúria e passível de registro quando caracteriza crime. Um tapa às vezes marca menos que uma depreciação, que muitas vezes faz a mulher passar sofrimento maior que uma agressão física. Mas todo e qualquer tipo de violência é ruim e tem que ser combatida. A conscientização é a melhor saída.