Assine Já
domingo, 20 de setembro de 2020
Região dos Lagos
22ºmax
18ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 7728 Óbitos: 407
Confirmados Óbitos
Araruama 1514 100
Armação dos Búzios 468 10
Arraial do Cabo 215 13
Cabo Frio 2528 136
Iguaba Grande 640 34
São Pedro da Aldeia 1213 50
Saquarema 1150 64
Últimas notícias sobre a COVID-19
ruy

Uma missão espinhosa pela frente

Com poucos recursos e efetivo, França aposta em parceria com a Guarda

11 julho 2015 - 12h05Por Rodrigo Branco

Combater uma criminalidade que cresce e se sofistica a cada ano não é o maior desafio do comandante do 25º Batalhão de Polícia Militar, que abrange toda a Região dos Lagos, o tenente-coronel Ruy França. A missão espinhosa que ele tem pela frente é fazer isso com um reduzido efetivo e cada vez menos recursos. Mas França não desanima. Em exclusiva à Folha, ele se diz entusiasmado com o trabalho e aposta na parceria com as guardas municipais para não só continuar a bater recordes nos índices oficiais, mas também transferir o sentimento de segurança direto para a população.

Folha dos Lagos – Nas últimas semanas temos tido muitos assaltos no centro da cidade e na Praia do Forte. Muita gente reclama de falta de policiamento nesses locais...

Ruy França – Eu não posso me permitir ter uma viatura específica só fazendo Praia do Forte. A equipe que faz a praia tem que fazer um pouco do Braga, um pouco da Passagem, dar uma olhada no Centro. É uma questão de recursos. Por isso que a parceria com a Guarda Municipal se faz fundamental.

Folha – Por conta dessa falta de recursos, a estratégia Cosme e Damião (dupla de policiais a pé) foi prejudicada?

França – Hoje nós temos que trabalhar em cima dos recursos que estão disponíveis. Até o mês de abril, por exemplo, contávamos com apoio no efetivo, principalmente no período de festas, e com o Regime Adicional de Serviço (RAS), que é o profissional de folga que dá seu apoio. Agora, perdemos 120 homens/dia. Isso é um baque, um grande prejuízo. Tem situações em que poderíamos empregar esses homens na rua preventivamente. Por exemplo, se hoje tem uma viatura na Praia do Forte, com o reforço do efetivo, teria duas. Hoje, se eu necessito de uma viatura na Porto Rocha e outra em São Cristóvão, mas só tenho uma, como vou fazer? Coloco ela um pouco em cada lugar. Então quando se fala que não se vê mais Cosme e Damião nas ruas, certamente não vai ver. A reserva não me permite mais isso. 

Folha – Apesar disso, o senhor acha que o resultado na segurança é satisfatório?

França – Os resultados são satisfatórios. Reduzimos o número de homicídios em 15%, o de roubos de rua nessa mesma média. São reduções significativas para a nossa região e estamos trabalhando no limite, porque temos um efetivo baixo [830 homens] em relação à área abrangida [500 mil habitantes]. O batalhão conseguiu ficar abaixo das metas estipuladas pelo Instituto de Segurança Pública, coisa que nunca tinha acontecido aqui na região. Os policiais estão motivados e felizes por isso. Por outro lado, a gente sabe que tem que trabalhar com mais afinco para que esse reconhecimento seja percebido pela população. Não basta só eu dar segurança, é importante que a população perceba, sinta que está segura. 

Leia na íntegra na edição impressa deste sábado (11).