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Uma missão espinhosa pela frente

Com poucos recursos e efetivo, França aposta em parceria com a Guarda

11 julho 2015 - 12h05Por Rodrigo Branco

Combater uma criminalidade que cresce e se sofistica a cada ano não é o maior desafio do comandante do 25º Batalhão de Polícia Militar, que abrange toda a Região dos Lagos, o tenente-coronel Ruy França. A missão espinhosa que ele tem pela frente é fazer isso com um reduzido efetivo e cada vez menos recursos. Mas França não desanima. Em exclusiva à Folha, ele se diz entusiasmado com o trabalho e aposta na parceria com as guardas municipais para não só continuar a bater recordes nos índices oficiais, mas também transferir o sentimento de segurança direto para a população.

Folha dos Lagos – Nas últimas semanas temos tido muitos assaltos no centro da cidade e na Praia do Forte. Muita gente reclama de falta de policiamento nesses locais...

Ruy França – Eu não posso me permitir ter uma viatura específica só fazendo Praia do Forte. A equipe que faz a praia tem que fazer um pouco do Braga, um pouco da Passagem, dar uma olhada no Centro. É uma questão de recursos. Por isso que a parceria com a Guarda Municipal se faz fundamental.

Folha – Por conta dessa falta de recursos, a estratégia Cosme e Damião (dupla de policiais a pé) foi prejudicada?

França – Hoje nós temos que trabalhar em cima dos recursos que estão disponíveis. Até o mês de abril, por exemplo, contávamos com apoio no efetivo, principalmente no período de festas, e com o Regime Adicional de Serviço (RAS), que é o profissional de folga que dá seu apoio. Agora, perdemos 120 homens/dia. Isso é um baque, um grande prejuízo. Tem situações em que poderíamos empregar esses homens na rua preventivamente. Por exemplo, se hoje tem uma viatura na Praia do Forte, com o reforço do efetivo, teria duas. Hoje, se eu necessito de uma viatura na Porto Rocha e outra em São Cristóvão, mas só tenho uma, como vou fazer? Coloco ela um pouco em cada lugar. Então quando se fala que não se vê mais Cosme e Damião nas ruas, certamente não vai ver. A reserva não me permite mais isso. 

Folha – Apesar disso, o senhor acha que o resultado na segurança é satisfatório?

França – Os resultados são satisfatórios. Reduzimos o número de homicídios em 15%, o de roubos de rua nessa mesma média. São reduções significativas para a nossa região e estamos trabalhando no limite, porque temos um efetivo baixo [830 homens] em relação à área abrangida [500 mil habitantes]. O batalhão conseguiu ficar abaixo das metas estipuladas pelo Instituto de Segurança Pública, coisa que nunca tinha acontecido aqui na região. Os policiais estão motivados e felizes por isso. Por outro lado, a gente sabe que tem que trabalhar com mais afinco para que esse reconhecimento seja percebido pela população. Não basta só eu dar segurança, é importante que a população perceba, sinta que está segura. 

Leia na íntegra na edição impressa deste sábado (11).