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Sessão para afastar Granado acaba em baixaria e é adiada

Confusão generalizada começou com bate-boca e um copo foi arremessado contra o advogado do prefeito

22 agosto 2017 - 10h16
Sessão para afastar Granado acaba em baixaria e é adiada

A sessão do julgamento do prefeito de Búzios, André Granado (PMDB) – acusado de fraudes em licitações e da não publicação dos procedimentos no Diário Oficial do Município em 2013 –, foi adiada após uma calorosa discussão tomar conta do plenário. O bate-boca começou entre o presidente da Casa, João Carlos Alves (DEM), o Cacalho, e Joice Costa (PP). Mas o que se viu depois foi uma confusão generalizada. Para se ter ideia de como os ânimos ficaram bem inflamados, a vereadora Gladys Costa (PRB) arremessou um copo com açúcar no advogado do prefeito. Todos os nove vereadores presenciaram a briga.
Tudo começou quando a vereadora Joice elogiou André Granado pelos pagamentos em dia, ao passo que Cacalho respondeu que não atrasar os salários era obrigação e a discussão tomou conta do plenário. As atividades foram suspensas  por questões de segurança, porque a confusão tomou proporções inesperadas. 
– Tem um livro na Câmara para o uso da tribuna. Os vereadores inscritos nele fazem o uso da palavra. Eu me inscrevi e fiz o uso da palavra. Depois, o presidente fez a réplica da minha fala. Então, disse: para o senhor discutir minha fala, tem que se inscrever no uso da tribuna. Ele cortou meu microfone e a plenária se manifestou. Passou um tempo, ele (Cacalho) fez a chamada e encerrou a sessão por questões de segurança. Sendo que tinham muitos PMs à paisana e muitos de serviço – questiona a vereadora Joice. 
Segundo o presidente da Casa, a vereadora ultrapassou o tempo regimentar.
– Primeiro, o tempo regimentar é de 15 minutos e ela (Joice) falou 17. Ela falou 17 minutos sem que a cortasse. Só fiz um comentário – defende-se. 
No momento em que começou a confusão, o advogado do prefeito, Sérgio Azevedo, teve o pedido de uso da palavra negado. 
– Pedi a palavra de ordem ao presidente. Ele quis me expulsar do plenário. Uma coisa completamente equivocada. Não é uma sessão legislativa. É uma sessão de julgamento. O advogado pode fazer uso da palavra sempre que for necessário para esclarecimento da defesa. O presidente mandou desligar o microfone. Isso jamais vou admitir porque defendo as prerrogativas da advocacia – sustenta.
Já Cacalho garantiu que há um “rito” a ser respeitado. 
– O advogado saiu correndo para onde os vereadores estavam. Ele tem direito a falar por duas horas. Mas antes há um rito. Ele pulou a cerca do plenário gritando. Não estava no tempo dele – argumenta o presidente.  

* Matéria completa na edição desta terça (22) da Folha dos Lagos.