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BALANÇO DA VIOLÊNCIA

ISP: menos homicídios e mais assaltos em 2019

Roubos de celular e autos de resistência disparam na região, mas letalidade tem redução

24 janeiro 2020 - 20h09Por Rodrigo Branco
ISP: menos homicídios e mais assaltos em 2019

Não faz muito tempo, o estudante cabista Caio Vianna, de 19 anos, sentiu o que considera a ‘pior sensação de sua vida’, quando teve uma arma encostada ao corpo por um assaltante na Avenida 13 de Novembro, próximo à Escola Miguel Couto, em Cabo Frio. Nem a grande quantidade de pessoas que passava na hora pelo local intimidou o criminoso, que estava de bicicleta, a ordenar que o rapaz lhe entregasse o celular e os demais pertences. 

– Resolvi ir à delegacia, mas antes tentamos achar uma viatura e nada. Ficamos uma hora tentando conseguir Uber pra chegar na delegacia e enquanto procurava uma viatura pra nos ajudar. Achamos uma viatura, mostramos a localização e eles foram até o local, mas não o encontraram. Fui até à delegacia e lá me recomendaram fazer o boletim de ocorrência online em casa. Fiz e retornei no dia seguinte na delegacia pra finalizar – relata o jovem.

A prima que acompanhava o estudante conseguiu fugir e escapou por pouco de também entrar para as estatísticas oficiais, como as divulgadas esta semana pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), fechando os dados da criminalidade no ano de 2019 no estado do Rio. Segundo o relatório do órgão do governo estadual, na Região dos Lagos, foram registrados 1.304 roubos a pedestres no ano passado, o maior índice desde 2003, quando começaram a ser contabilizados este tipo de registro. Em 2018, foram 1.200 ocorrências do tipo, o que representa um aumento de 8,6% no número de assaltos a pedestres de um ano para o outro.

Contando todas as modalidades de roubo, foram feitos 2.684 boletins de ocorrência nas delegacias da região, nos últimos 12 meses, número pouco superior (2,2%) ao de 2018, que fechou com 2.624 registros. O destaque negativo ficou para o número de roubos de celular (455), contra 361 em 2018, o que significa um aumento de 26%. De outro lado, caíram os roubos de carros, de 383 para 334 (queda de 10%); os assaltos a residências, de 179 para 148 (menos 17,3%) e os roubos de carga, de 66 para 41 (menos 37,8%). 

No caso do estudante do começo da reportagem, fica o trauma que a frieza dos números não consegue expressar. 

– Por um lado, tive alívio por ele não ter feito nada pior; por outro, tive raiva porque tinha acabado de comprar meu celular que demorei cinco anos pra trocar. Mas defino tudo em uma única palavra: medo. Não consigo andar de noite em Cabo Frio sozinho. Começo a me tremer quando para moto ou bicicleta perto de mim – relata.

Homicídios dolosos têm menor índice desde 2013

Em relação aos crimes contra a vida, os municípios patrulhados pelo 25º Batalhão da PM acompanharam a tendência de redução registrada no estado do Rio. Em relação aos homicídios dolosos, houve 236 registros em 2019, o menor índice desde 2013. Comparado a 2018, a redução foi de 22%.

Quanto à letalidade violenta, foram contabilizados 299 registros, a menor marca desde 2015. Comparado a 2018, houve diminuição de 13,8% nos casos, que incluem não apenas os homicídios dolosos como os latrocínios (roubos seguidos de morte), as lesões corporais seguidas de morte e as mortes por intervenção da polícia. 

Com relação a esse último tópico em especial, conhecido comumente como ‘auto de resistência’, o estudo do ISP registra um aumento de 46% de um ano para o outro. Se em 2018, foram computadas 39 mortes causadas por policiais; no ano seguinte esse número saltou para 57.

Em nota, a PM não comentou especificamente os números da Região dos Lagos, mas disse que “o balanço operacional 2019 de prisões de criminosos e apreensões de armas superou recordes anteriores e foi fundamental para a redução expressiva dos índices criminais mais impactantes em todo o estado”. 

Ainda segundo o texto, em todo o estado, em 2019, “somente a Polícia Militar prendeu 35.415 criminosos e apreendeu 8.400 armas de fogo, entre as quais 505 fuzis”. A corporação informa que além disso, “foram apreendidos 5.936 adolescentes envolvidos em atividade criminosa e que “os números superam em larga escala o desempenho nos anos anteriores, como pode ser exemplificado nas apreensões de fuzis: 382 recolhidos em 2017 e 330 em 2018”.

 

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