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Cabo Frio

Polícia Civil retoma buscas por restos mortais de vigias

Correia de relógio de uma das vítimas é encontrada nas Dunas

03 outubro 2019 - 20h33
Polícia Civil retoma buscas por restos mortais de vigias

A Polícia Civil retomou as buscas pelos restos mortais dos vigias capixabas Elder Henrique de Moura e Luiz Paulo França, sequestrados, torturados e mortos na noite do última dia 27 de julho, nas proximidades da Favela do Lixo, no bairro Manoel Corrêa. Um exame de DNA feito pelo Instituto de Pesquisa e Perícias em Genética Forense (IPPGF) apontou que uma ossada encontrada durante a Operação Toxicity, no último dia 7 de agosto, não pertencia aos vigias. 

O trabalho foi feito em conjunto com policiais militares do 25º Batalhão, com o Corpo de Bombeiros e agentes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). De acordo com o titular da 126ª DP (Cabo Frio), Sérgio Caldas, foram feitas escavações na região das dunas, mas nada foi encontrado nada de material biológico, mas apenas o objeto de uma das vítimas, no caso, a correio do relógio que Luiz Paulo usava no dia do crime.

– Não encontramos restos mortais, mas um indício muito claro de que estamos procurando na microrregião certa. A esposa do Luiz Paulo está aqui e reconheceu como sendo a correia do relógio do marido. Vamos continuar procurando – disse o delegado.

Além do trabalho de buscas na região das dunas, que durou várias horas, os policiais fizeram a retirada de barricadas colocadas por criminosos nas ruas da comunidade para bloquear o acesso das equipes ao local. 

Crime bárbaro – Os três rapazes sequestrados são do Espírito Santo e estavam há pouco tempo em Cabo Frio. Eles ofereciam serviço de guarda noturno comunitário não armado. Por volta das 23h30 de 27 de julho, eles foram abordados no bairro Guarani e levados para um local nas proximidades do bairro Manoel Corrêa, onde foram torturados por horas.

Segundo a Polícia Civil, o trio foi confundido com milicianos pelos criminosos locais. Um dos sequestrados conseguiu fugir até a Vila do Sol, onde vagou até conseguir apoio policial. Em relato aos policiais, o rapaz disse que ele e os colegas foram obrigados a cavar a própria cova. 

 

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