Assine Já
sexta, 15 de janeiro de 2021
Região dos Lagos
28ºmax
21ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
Polícia

Polícia caça assassino de rapaz morto em São Pedro

Delegado confirma que motivo do crime foi ciúmes de ex-namorada

08 agosto 2017 - 08h26Por Rodrigo Branco e Gabriel Tinoco | Foto: Arquivo Pessoal
Polícia caça assassino de rapaz morto em São Pedro

Miguel Angel Ruiloba foi morto com três tiros na tarde de domingo

A polícia já identificou e está à procura de Enio Márcio Rodrigues Tanikawa, de 36 anos. Ele é acusado de matar com três tiros, Miguel An­gel Ruiloba, de 32, na tarde de ante­ontem, em São Pedro da Aldeia. Mi­guel estava em um ponto de ônibus no bairro Balneário das Conchas, com a namorada, Mayara Costa, de 23 anos. Mayara é ex-namorada de Enio.

O delegado-titular da 125ª DP (São Pedro), Jorge Veloso, afirmou que o crime aconteceu por ciúmes de Enio do novo relacionamento de sua ex. Segundo depoimento de Mayara à polícia, o acusado teria tentado in­sistentente reatar o relacionamento. Como ela se negou, ele matou Mi­guel. Mayara ainda tentou impedi-lo, mas foi derrubada no chão e machu­cou a cabeça.

 – A única coisa que não sabemos é se houve alguma briga anterior entre a vítima e o acusado – diz Jorge Veloso.

Equipes da Polícia Civil trabalham na procura de Enio desde a tarde do último domingo. Como ele está fora­gido, o delegado teve que pedir à Jus­tiça a prisão preventiva do acusado.

De acordo com Jorge Veloso, até o momento as investigações dão conta de que Enio agiu sozinho, ou seja, di­rigia o proprio carro; parou em frente ao ponto, fez os disparos contra Mi­guel e fugiu.

– A arma teria sido uma pistola. Va­mos fazer busca e apreensão na casa dele, de parentes e no trabalho para tentar localizá-la – relata o delegado.

Por ser um crime hediondo, co­metido por motivo fútil, Enio deverá responder por homicídio qualificado. Caso seja preso e condenado, deve pegar, no mínimo, 20 anos de prisão, segundo Jorge Veloso.

Dor e revolta – Familiares e ami­gos de Miguel Angel prestaram sua última homenagem na tarde de ontem.

 O corpo foi sepultado no Cemitério Municipal da cidade, diante do misto de lágrimas, revolta e, principalmen­te, desejo por justiça.

O curso de História da Estácio – onde Miguel se formou em dezembro – decretou luto. O coordenador Paulo Cotias lembra com carinho do aluno.

– Estava cursando a pós sobre História do Brasil Contemporâneo. O mais triste é que estive com ele na véspera do assassinato. Estava super carinhoso, emocional, falando dos planos de fazer doutorado. Foi uma vida abreviada por causa de uma es­tupidez – desabafa.

Quem também esteve com Miguel pouco antes do assassinato foi o estu­dante Antônio Lobo, 20.

– Quando todo mundo estava tris­te, ele que alegrava a todos.

Professor de História, Leandro Leão, 32, conheceu Miguel na Igreja Presbiteriana do Brasil do Balneário.

– Miguel era uma pessoa do bem. Alegre, inteligente e amigo em todos os momentos.