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Cabo Frio

Perícia vai determinar quem matou gari da Comsercaf

De acordo com delegado Sérgio Caldas, inquérito policial terá duração de 30 dias

02 setembro 2019 - 19h02
Perícia vai determinar quem matou gari da Comsercaf

A Polícia Civil de Cabo Frio abriu inquérito para investigar de onde saiu a bala que matou o gari da Companhia de Serviços de Cabo Frio (Comsercaf) Rodrigo Santos da Conceição, de 39 anos, na noite da última sexta-feira no bairro Manoel Corrêa. A investigação policial será realizada nos próximos 30 dias, conforme previsto na lei, e depois o caso vai ser encaminhado para o Ministério Público, que vai determinar se serão necessárias novas diligências. 

O titular da 126ª DP, delegado Sérgio Caldas, antecipou que Rodrigo foi vítima de uma ‘bala perdida’, uma vez que o disparo não teria sido feito nele. O delegado disse ainda que a necropsia apontou que o gari foi atingido por um pequeno fragmento de projétil que atingiu a artéria femoral, uma das mais importante do corpo humano, causando a hemorragia que lhe provocou a morte. 


Segundo o delegado, o fragmento era tão pequeno que foi necessário realizar mais de um vez a radiografia no corpo de Rodrigo, no IML de Macaé, para saber onde ele havia sido ferido. Por isso, Sérgio Caldas conta com o resultado de uma perícia feita no local da morte de Rodrigo, no dia do crime, para reconstituir a dinâmica dos fatos, uma vez que a possibilidade de identificar a munição usada por meio de um exame de balística é considerada ‘muito pequena’ por causa do tamanho da amostra recolhida no corpo do gari.


A morte de Rodrigo, que havia voltado do trabalho e levava lanches para a família quando foi atingido, causou revolta e indignação na comunidade. A acusação é de que o rapaz foi morto por disparos feitos por policiais militares. Por causa disso, no sábado, vizinhos de Rodrigo chegaram a fechar a rodovia RJ-140, que liga Cabo Frio a Arraial do Cabo, para protestar. No enterro do coletor da Comsercaf, no dia seguinte, a comoção não foi menor.

Em nota, a Polícia Militar negou ter feito operação no bairro no dia da morte de Rodrigo, e disse apenas que “uma equipe do 25° Batalhão deslocava-se pelo entorno desta comunidade para verificar possível ocorrência de baile funk e foi alvo de inúmeros disparos de arma de fogo”.


A assessoria da corporação disse ainda que o fato foi registrado na delegacia de Cabo Frio e, em seguida, o patrulhamento foi retomado normalmente, inclusive em outras comunidades, para se assegurar que não estavam acontecendo eventos sem autorização do poder público.


Para tentar esclarecer o caso, nos próximos 30 dias, o delegado pretende ouvir testemunhas e familiares de Rodrigo, bem como esperar o laudo da perícia feita no local da morte do coletor da Comsercaf.


– Houve um RO de entrada na comunidade por volta de 0h30, 1h da manhã. Houve troca de tiros. Teve um lapso temporal aí que precisa ser apurado. Está muito preliminar ainda e isso vai ser apurado no inquérito – concluiu o delegado.