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operação curreiculum vitae

Operação da Polícia e do MP prende ex-secretário de Búzios, Ruy Borba

Outros cinco mandados de prisão por esquema de lavagem de dinheiro foram cumpridos

09 abril 2015 - 10h02

Policiais civis e agentes do Grupo de Ação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE-RJ) prenderam esta manhã o ex-secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão de Armação dos Búzios na gestão do ex-prefeito Mirinho Braga (2009-2012), Ruy Borba, no seu apartamento, no Leblon, Zona Sul do Rio. Além dele, outros quatro mandados de prisão, expedidos pelo juiz Marcelo Villas, da 2ª Vara de Búzios, foram cumpridos na capital, em Niterói, em São Paulo e Porto Alegre, pela chamada Operação ‘Curriculum Vitae’.

O grupo é acusado de participar de um esquema de lavagem de dinheiro com a utilização de empresas offshore, situada em paraísos fiscais. Segundo afirmou com exclusividade à Folha o promotor de justiça da Gaeco, Marcelo Arsenio, a investigação acontecia desde 2010 e, no total, a quadrilha movimentou entre empréstimos e remessas para o exterior, R$ 16 milhões.

– Ele usava uma fundação chamada Bem Te Vi para receber aporte de dinheiro do município por meio de convênios, por serviços que não eram prestados. Outra empresa, a RBF Participações Ltda., era a mantenedora dessa fundação e recebia os empréstimos oriundos desses paraísos fiscais. Foram milhares de transferências para movimentação desses recursos. E se você analisar a evolução patrimonial, por meio da quebra de sigilo fiscal e bancário, verá que o valor do patrimônio é muito aquém do volume que passou pelas contas – explicou o promotor.

Além de Borba, foram presos na operação por suposto envolvimento com o esquema, seu irmão Luiz Alberto Prates Borba e a sobrinha Ana Paula Pacheco Prates Borba, que atuavam como cogestores da Fundação Bem Te Vi; Sérgio Fernando Trindade Dutra, da RBF, e Eduardo Borghetti Teixeira, diretor do jornal Primeira Hora, de Búzios, que cedia sua conta para movimentação do dinheiro. Cauê Alef Torres, que também atuava como cogestor da Fundação, não foi encontrado pelos policiais e, a partir de hoje, é considerado foragido da Justiça. Além da lavagem de dinheiro, o grupo também é acusado pelos crimes de sonegação fiscal, peculato, falsidade e fraude na lei de Licitações.

Na operação também foram cumpridos mandados de busca e apreensão, pelos quais foram levados pelos policiais e agentes, computadores, documentos e bens dos suspeitos, como carros e obras de arte. Ruy e os demais presos serão apresentados na delegacia de Búzios esta tarde e depois serão transferidos para a capital, onde ficarão no complexo prisional de Bangu.