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Mulher envolvida no homicídio da própria filha de 2 anos é presa em São Pedro da Aldeia

Vítima morreu em dezembro de 2019 após dar entrada na UPA com parada cardiorrespiratória

29 outubro 2020 - 09h53Por Redação
Mulher envolvida no homicídio da própria filha de 2 anos é presa em São Pedro da Aldeia

Policiais civis da Delegacia de Polícia de São Pedro da Aldeia (125ª DP) prenderam, nesta quarta-feira (28), uma mulher envolvida no homicídio da própria filha de 2 anos de idade. A vítima morreu em dezembro de 2019 após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Pedro com parada cardiorrespiratória. 

De acordo com as investigações levantadas pela polícia, a criança morreu após ser espancada pelo padrasto, e a mãe da vítima sabia das agressões que o companheiro realizava, mas nunca impediu. A mãe da criança foi capturada em casa e o seu companheiro ainda é considerado foragido. 

O casal passou a conviver em união estável em julho de 2019. No imóvel em que moravam, também residiam as três filhas da acusada. A vítima tinha duas irmãs, uma de 6 e outra de 8 anos de idade. A criança de dois anos não era filha biológica do autor, mas foi registrada por ele assim que começou a convivência com a companheira.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, com frequência, as crianças mais velhas relatavam à avó materna que o autor aplicava castigos físicos nelas, sendo o fato levado ao Conselho Tutelar. A vítima de 2 anos sempre aparecia com marcas pelo corpo. Inclusive, certa vez, apresentou uma marca de mordida na bochecha. Quando questionada, a mãe dizia que a criança se feria brincando. A mulher também chegou a ser agredida pelo companheiro, alcoolizado, que foi investigado por violência doméstica. Na ocasião, as agressões contra as crianças não foram levadas ao conhecimento da delegacia.

Em dezembro de 2019, a vítima apresentou vômitos e foi levada à UPA, mas não resistiu. Na ocasião, a criança apresentava hematomas difusos pelo corpo. Submetida à necropsia, constatou-se como causa da morte hemorragia interna, compatível com a hipótese de espancamento. Testemunhas informaram que a vítima chorava constantemente e essa seria a motivação para os espancamentos.

Em depoimento, a mãe da vítima negou que o companheiro dela espancasse a filha, embora tenha admitido que ela, por vezes, aplicava castigos físicos às filhas. A mãe informou que os vômitos da criança começaram dias antes, chegando a levá-la até a UPA, mas só percebeu os hematomas no dia anterior à morte da criança. Naquele dia, não procurou atendimento médico.

Com a evolução do trabalho investigativo, foram coletadas provas suficientes contra o casal, denunciados pelo Ministério Público. Ambos tiveram a prisão preventiva decretada. Os dois serão investigados também pelo crime de registrar como seu o filho de outrem, previsto no artigo 242 do Código Penal.

Mesmo após a morte da criança, o casal continuou a conviver por um período em união estável, separando-se posteriormente. 


 

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