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Polícia

Mortes violentas em Cabo Frio crescem 30% desde 2011

Escalada da criminalidade é tema de fórum com autoridades, hoje, em hotel no Braga 

24 maio 2019 - 08h31
Mortes violentas em Cabo Frio crescem 30% desde 2011

RODRIGO BRANCO

 

Não é de hoje que o aumento dos índices de criminalidade na Região dos Lagos é motivo de preocupação na sociedade. Hoje, por exemplo, será tema de um fórum de segurança organizado pela Associação Comercial, Industrial e Turística (Acia), que vai reunir autoridades da esfera estadual. As estatísticas oficiais mostram que se trata de algo longe de ser uma preocupação infundada. A reportagem levantou os números do Instituto de Segurança Pública (ISP) referentes aos principais crimes nesta década, isto é, desde 2011, e o resultado é, no mínimo, preocupante: em Cabo Frio, o percentual de mortes violentas cresceu cerca de 30% nos últimos oito anos. Na Região dos Lagos, esse número sobe para alarmantes 67%. 

Por mortes violentas entenda-se o que as autoridades de segurança apontam como letalidade violenta, que é o somatório das quantidades de homicídios dolosos (com intenção de matar); latrocínios (roubos seguidos de morte); lesões corporais seguidas de morte e intervenções policiais que resultem em morte. No começo desta década, em Cabo Frio, foram registradas 99 ocorrências deste tipo de crime nos sete municípios da região que compõem a 25ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp). Ao fim de 2018, o número chegou a 128 ocorrências.

Na região como um todo, os números também mostraram crescimento. Em 2013, foram 243 registros; em 2015, o número chegou a 269; em 2017, bateu na casa dos 228 e fechou em 347 no ano passado. 

A escalada também ocorre nos crimes contra o patrimônio. Em 2011, a delegacia de Cabo Frio, 126ª DP, fez 717 anotações de roubo em todas as suas modalidades (veículos, celular, pedestres, residências, comércio e carga) em 12 meses, ao passo que no ano passado, esse número chegou a 960, o que representa um acréscimo de 33,8%. Na região como um todo, o índice de assaltos deu um salto: de 1.482, em 2011, para 2.624, no ano passado.  Ou seja, em oito anos, o número de pessoas que saíram de casa e voltaram sem algum pertence aumentou 77%. 

Empresária com experiência na área de segurança pública, por conta da atuação no Conselho Comunitário de Segurança (CCS) de Cabo Frio, a atual presidente da Acia, Patrícia Cardinot, entende que o problema da segurança pública deve ser visto de uma forma mais ampla. Patrícia imputa a causas econômicas, sociais e até estruturais das cidades como fatores que contribuem para a explosão dos índices.

– A criminalidade está de uma forma assustadora. A violência só cresce porque o desemprego cresce. Os comércios vêm fechando a cada dia. Lojas que abriram há pouco tempo não estão suportando. Nesse fórum, vamos debater o turismo da nossa cidade, em que a gente também necessita de segurança. A gente também vai discutir a segurança que moradores e turistas têm que ter na Via Lagos, na BR-101, na RJ-140, porque nós precisamos de segurança, precisamos ter o direito de ir e vir assegurado. A segurança pública é um direito de todos e responsabilidade de todos – ponderou a presidente da Acia. 

Fórum reunirá autoridades da esfera estadual – A primeira edição do Fórum de Segurança Pública da Acia, que acontece de 9h às 14h, no Paradiso Corporate Hotel, no Braga, é considerado pela presidente da entidade, Patrícia Cardinot como um marco e um legado em menos de 60 dias da sua gestão.

Além de autoridades da área de segurança pública da região, como o titular da 126ª DP, delegado Sérgio Caldas, e o comandante do 25º Batalhão da PM, tenente-coronel Roberto Dantas, são aguardados nomes da esfera estadual como o assessor especial da Secretaria de Estado da Casa Civil, Roberto Motta; o secretário estadual de Turismo, Otávio Leite; deputados, prefeitos e outras autoridades.

– A segurança pública é o foco. A gente vai buscar trazer melhorias e a pessoas que conseguem levara essa solicitações à frente estarão presentes e eu tenho certeza que tudo vai ser dado andamento e de uma forma muito significativa – acredita Patrícia.