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Ministério Público Federal aponta indícios de que tráfico e milícia investiram dinheiro na G.A.S.

Justiça aceita denúncia e torna réus Glaidson e mais 16 pessoas

06 outubro 2021 - 09h06Por Redação

Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a G.A.S. Consultoria e Tecnologia, empresa de investimentos em criptomoedas de Glaidson Acácio dos Santos, preso no fim de agosto, é suspeita de receber dinheiro de traficantes de drogas e milicianos.

A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) foi aceita pelo juiz Vitor Valpuesta, 3ª Vara Federal Criminal do Rio nesta segunda-feira (4), tornando réus Glaidson e outras 16 pessoas sob acusação de fraude ao sistema financeiro nacional, gestão temerária e organização criminosa.

“Identificadas informações concretas a respeito da utilização do grupo G.A.S. para a injeção de recursos oriundos de crimes graves como tráfico de drogas e constituição e funcionamento de milícias privadas”, consta no documento.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, dois moradores da comunidade do Lixo, em Cabo Frio, fizeram depósitos em dinheiro na conta bancária da G.A.S. que totalizaram R$ 1,7 milhão. O montante foi depositado no dia 30 de junho em duas partes - uma de R$ 800 mil e outra de R$ 900 mil -  sem que os depositantes tenham emprego ou qualquer ocupação que justifique movimentação financeira.dessa magnitude. 

Em relação à movimentação fincanceira da milícia, a PF já sabe que os investimentos desses grupos na G.A.S. chegou a R$ 2 milhões. No mês passado, uma operação da Polícia Civil encontrou contratos da G.A.S. na casa de um homem apontado como operador da milícia que atua em Rio das Pedras e da Muzema, na Zona Oeste do Rio.

O que diz a G.A.S.

Nesta terça-feira (5), a G.A.S. Consultoria e Tecnologia emitiu uma nota pública sobre a denúncia do Ministério Público Federal e rebateu as acusações que vem sendo feitas.

"NOTA À FAMÍLIA G.A.S.
O Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra investigados na Operação Kryptos. A notícia é vista pela G.A.S. Consultoria como um fato positivo, pois encerra a fase em que apenas um dos lados se manifestava.
Passados 40 dias de uma investigação que adotou as medidas mais drásticas existentes na nossa legislação, sem que fosse concedida à G.A.S. Consultoria a oportunidade concreta de se 
defender, finalmente o Ministério Público apresentou acusação formal. Somente a partir de agora, 
portanto, os denunciados poderão endereçar ao Poder Judiciário os indispensáveis esclarecimentos a respeito do funcionamento da empresa, contrapondo a visão equivocada que 
permeou a investigação até o presente momento.

Mas, afinal, do que Glaidson e os demais investigados estão sendo acusados formalmente? Importante esclarecer que denúncia oferecida pelo MPF não imputa a nenhum dos acusados 
lesão financeira a qualquer pessoa. Não existe sequer acusação da prática de pirâmide financeira. 

Na realidade, segundo a denúncia, a atuação da G.A.S., ao propiciar ganhos financeiros aos seus clientes, exigiria prévia licença das autoridades reguladoras do sistema financeiro, muito embora nunca tenha sido sequer notificada, no âmbito administrativo, para se adequar a tais regramentos.
A investigação, conduzida de maneira drástica, inviabilizou, inclusive, que eventuais adequações pudessem ser implementadas, optando-se pela criminalização da atividade e 
encarceramentos em detrimento da resolução do problema que se alega existir, o que, lamentavelmente, vem causando danos muito sérios às pessoas que, até então, vinham sendo 
remuneradas, conforme previsto, regularmente.

Por fim, a G.A.S. informa que o juízo da 3ª Vara Federal Criminal, ao receber a denúncia, acolheu o pedido formulado pelo MPF no sentido de suspender suas atividades, de modo que o prosseguimento das operações representaria descumprimento de ordem judicial. A G.A.S. informa que possui sólidos argumentos jurídicos para refutar as acusações formuladas, aptos a evidenciar a absoluta licitude e regularidade de suas atividades, a inexistência de lesão a quem quer que seja, esperando-se que, ao final, esclarecidos os fatos, a Justiça, embora 
tardia, não venha a falhar.

Atenciosamente

G.A.S. Consultoria"

(*) Com informações do Portal g1.

 

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