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Ministério Público faz operação contra lavagem de dinheiro em frigorífico de Cabo Frio

Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão em quatro cidades

19 abril 2016 - 09h03
Ministério Público faz operação contra lavagem de dinheiro em frigorífico de Cabo Frio

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) realizada durante a manhã e a tarde de ontem, desarticulou um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que envolvia o dono do frigorífico BoiBom, Hugo Cecílio de Carvalho, dois funcionários da empresa, Rogério Lourenço da Silva e Jeane Moreira da Silva, e dois fiscais da Receita Estadual, o ex-chefe da Inspetoria da Receita estadual de Cabo Frio César Enéas Marzano e o auditor fiscal aposentado José Michel Farah.

Batizada de “Percentual do Boi”, a ação cumpriu mandados de busca e apreensão na sede do frigorífico, em Cabo Frio, e também no Rio, em São Pedro da Aldeia e em Três Rios. Foram apreendidos documentos, computadores, celulares e uma planilha com 66 anotações relativas ao pagamento de propinas aos fiscais por comerciantes da cidade entre 2005 e 2009, totalizando mais de R$ 738 mil recebidos em cheque pelos fiscais. Hugo chegou a ser detido por posse ilegal de arma, mas depois de pagar fiança foi liberado. Com ele foram encontrados também R$ 13 mil em espécie, que também foram apreendidos.

De acordo com os promotores Marcelo Arsenio e Lúcio Pereira de Souza, a operação de ontem se originou de documentos apreendidos no frigorífico em 2011. As investigações apontaram que os fiscais trocavam os cheques na  empresa por dinheiro em espécie, com desconto de um percentual que variava entre 4% e 6%. Com isso, os acusados pretendiam ‘lavar’ o dinheiro obtido da cobrança de propinas.

– O material vai ser analisado para concatenarmos com as outras provas de que eles praticavam a atividade criminosa. A operação foi pequena em número de pessoas, mas mostra o quanto a corrupção está arraigada na sociedade – disse Arsenio, em coletiva à imprensa.

Ainda segundo os promotores, não foi possível identificar os comerciantes, tampouco saber de quem partiu a iniciativa de propor o pagamento da propina, uma vez que na planilha não constava informações que levasse à sua identificação.

Com o fim da investigação por parte do Ministério Público, os promotores ofereceram denúncia contra os acusados por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha na 2ª Vara Criminal de Cabo Frio.