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PROSSEGUE A INVESTIGAÇÃO

Justiça decreta prisão de três suspeitos de matar sargento Luiz Paulo

Quarto envolvido teria dirigido carro usado no crime, mas ainda não foi identificado

21 fevereiro 2020 - 19h41Por Rodrigo Branco

A Justiça decretou a prisão temporária de três dos quatro envolvidos na morte do sargento da PM Luiz Paulo Costa Silva, o ‘Negão do Bope’, na manhã do último domingo, no Braga, em Cabo Frio. O pedido pela prisão dos suspeitos foi feito graças ao avanço nas investigações da execução do policial militar, principalmente a partir da análise das imagens de câmeras de segurança no local do crime e em outros pontos da cidade. O nome dos suspeitos e os locais a que pertencem não foi revelado, para não atrapalhar o trabalho da polícia.

O titular da 126ª DP (Cabo Frio), delegado Sérgio Caldas explicou que as imagens colhidas da morte de Luiz Paulo foram cruzadas com as de outros inquéritos, entre eles, o que apura o atentado ao capitão da PM Diogo Souza, em setembro do ano passado, no Portinho, também em Cabo Frio. Um dos autores daquela tentativa de homicídio, que está preso atualmente, teve autorizada a quebra do sigilo de dados pela Justiça. Nessa pesquisa, segundo Caldas, foram identificados outros integrantes da quadrilha, dentre os quais os três envolvidos na morte do sargento Luiz Paulo. Um deles, inclusive, teria participado do atentado ao capitão Diogo Souza.

– Nós chegamos a esses nomes fazendo uma pesquisa muito intensa em relação a câmeras pela cidade. Os policiais dos Núcleos de Homicídios e do Núcleo de Combate às Drogas ficaram basicamente 48 horas correndo atrás de imagens e cruzando essas imagens obtidas com as imagens de outros inquéritos policiais – comentou o delegado.

Outra linha de investigação apontou que um dos homens que teve a prisão decretada é do Rio de Janeiro e faz a interlocução das comunidades de uma facção criminosa com um líder desse mesmo bando, que está preso atualmente. Sérgio Caldas concluiu dizendo que as investigações prosseguirão para identificar um quarto envolvido na morte do sargento.

 – Falta um autor, que teoricamente estaria no volante do Corolla branco usado na morte do sargento, mas estamos investigando. Esse é um trabalho conjunto, com o apoio da Polícia Militar, da Polícia Federal e do Ministério Público – finalizou Caldas.

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