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nivaldo marques

Investigação sobre assassinatos do professor Nivaldo e 'Baixinha do doce' ainda sem solução

Morte do professor completou dois meses ontem

25 junho 2016 - 10h29

Em Cabo Frio, as investigações das mortes de Marlúcia Valadão e Nivaldo Marques caminham às cegas. O corpo da vendedora Marlucia, conhecida como ‘Baixinha do Doce’, foi encontrado dentro da própria casa, no último dia 20, no segundo distrito de Cabo Frio. Ela estava morta há quatro dias, o que impossibilitou o Instituto Médico Legal (IML) a concluir se havia ou não sinais de violência. O delegado da 126ª DP (Cabo Frio), Carlos Abreu, tem encon- trado dificuldades para solucionar o caso.

– A resposta da perícia foi indeterminada em razão do estágio avançado de decomposição do corpo. A perícia legista não conseguiu precisar se há lesões de violência ou não. A investigação dependerá dos depoimentos de testemunhas. Mas estamos tendo dificuldades porque a casa é muito isolada. Estamos buscando pessoas que a ouviram gritar ou que perceberam uma movimentação diferente na casa dela – afirmou.

Já o caso do professor Nivaldo Marques completou dois meses ontem. E sem sinais de solução. O professor de inglês foi encontrado estrangulado também dentro da própria casa no dia 25 de abril, um dia após ser morto. O delegado de Cabo Frio, no entanto, ainda permanece sem pistas para prender o assassino.

Nivaldo era muito querido na cidade. Na mesma semana da morte, alunos do Rui Barbosa, onde ele deu aula, se manifestaram em pedidos contra a violência. O protesto teve concentração na porta da escola e seguiu em direção à Praça Porto Rocha, no Centro, com pedidos de paz. No ato, também estiveram presentes professores e membros da diretoria do colégio.

A comunidade LGBT de Cabo Frio também está insatisfeita com a demora na investigação. O presidente da ONG Grupo Iguais, Rodolpho Campbell, afirmou à Folha que espera que o assassino não fuja antes do pedido de prisão. Os requintes de crueldade demonstram muito ódio”, afirmou Campbell.