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Despachante, acusado de golpe, nega denúncias

Servidor teria se passado por funcionário da Fazenda de Cabo Frio para lesar contribuintes

19 outubro 2017 - 10h13Por Rodrigo Branco
Despachante, acusado de golpe, nega denúncias

A notícia do suposto envolvimento em estelionato de integrante de uma das famílias mais tradicionais de Cabo Frio agitou a cidade ontem.  O despachante Antônio Cláudio Lopes Fonseca está sendo acusado de ter se passado por funcionário da secretaria municipal de Fazenda para lesar contribuintes.
O caso tem repercutido muito nas redes sociais e pelo menos quatro pessoas já prestaram queixa na delegacia de Cabo Frio. Localizado pela reportagem, Claudinho, como é conhecido na cidade, negou todas as acusações.
A Folha conversou com duas pessoas que teriam sido vítimas do despachante. Somados, os prejuízos ultrapassam os R$ 120 mil. Por vergonha e medo de represálias, nenhuma delas quis se identificar, mas ambas afirmam que houve abordagem de Claudinho dentro da secretaria.
De acordo com uma delas, que mora em Iguaba e conhece o acusado de longa data, o despachante teria oferecido ajuda para resolver pendências sobre o IPTU de dois imóveis. Ele disse que resolveria a questão com facilidade e chegou a apresentar documentos como ‘nada consta’. O pesadelo começou quando um extrato bancário foi retirado.
– Foi pedido um empréstimo em meu nome de 96 parcelas de R$ 1.400. Pediram também antecipação do 13º e o Imposto de Renda. Nessa brincadeira foram mais de R$ 80 mil. Estou com a conta bloqueada e não sei o que fazer. Estou sem renda até para comprar remédios – desabafa a pensionista de 55 anos, que está recém-operada.
Outra suposta vítima informou que o marido acompanhou Claudinho até uma agência bancária no Centro, também sob pretexto de auxílio para resolver questões burocráticas. Após o homem se distrair, o despachante teria programado empréstimos e transferências bancárias para conta dele e de terceiros.
– Meu marido viu barulho de dinheiro ser retirado e perguntou se ele o estava roubando. Implorou para que não fosse à polícia e que a família dele resolveria – relata.
Claudinho rebateu todas as acusações. Ele negou que tenha se apresentado como funcionário da Fazenda,  tampouco que lesou alguém.
– Estou vendo para tomar as medidas cabíveis contra quem falou isso. Qual banco liberaria um empréstimo sem o consentimento ou a assinatura do titular da conta? Eles já tinham feito os empréstimos – defende-se.