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Polícia

Crimes sexuais na região aumentam 13%, aponta ISP

Número se refere à quantidade de estupros e tentativa de estupros em 2018 

01 maio 2019 - 11h13
Crimes sexuais na região aumentam 13%, aponta ISP

Os crimes de cunho sexual tiveram um aumento de 12,9% em um ano, na Região dos Lagos, de acordo com os dados divulgados ontem no Dossiê Mulher, pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). De acordo com o levantamento, na 25ª Aisp (Área Integrada de Segurança Pública), que engloba os sete municípios da região, foram registrados 215 estupros em 2018, contra 192 ocorrências do mesmo crime no ano anterior. Nos últimos anos, a quantidade só foi menor do que a registrada em 2014 (237 casos) e 2016 (267). O estudo também contabiliza os casos de ‘tentativa de estupros’, embora tecnicamente, não haja necessidade de consumação do fato para que o estupro seja  cometido.

Segundo relatório, nesse caso, cabe à polícia analisar e tipificar o crime. De todo modo, nesse quesito, houve 12 ocorrências no ano passado, contra nove em 2017, o que significa um aumento de 33%.

A pesquisa também aborda outras modalidades de delitos de cunho sexual, mas apenas com dados globais, de todo o Estado do Rio. No quesito ‘assédio sexual’, foram 150 registrados no ano passado contra 125 em 2017, o que significou um aumento de 20% de um ano para o outro. Já os registros de importunação ofensiva ao pudor subiram de 595 (2017) para 638 (2018).

Por sua vez, os atos obscenos mantiveramse praticamente no mesmo patamar no território fluminense: passando de 194 (2017) para 193 (2018).

Maior parte dos crimes acontece na casa da vítima 

O outro lado da moeda da violência contra a mulher na região está quando se fala nos homicídios dolosos, que caíram de 36 para 17 de um ano para o outro. A redução foi de 50%.

Já as tentativas de homicídios dolosos que têm as mulheres como alvo na região passaram de 31 para 26, o que significa um decréscimo de 16%. Não houve a divulgação dos índices de feminicídio – assassinato cometido pelo fato da vítima ser mulher – por região. Em todo o estado, foram 71 casos registrados em 2018.

Outro aspecto apurado pelo ISP é a violência psicológica sofrida pelas mulheres. Nesse aspecto, o  crime de ameaça teve um aumento em um período de 12 meses, passando de 1.387 (2017) para 1.517 (2018). Com isso, no ano passado, quatro mulheres na região prestaram queixa por dia de que foram ameaçadas pelos maridos, namorados ou parceiros. Nesse sentido, o dossiê mostra que o perigo é ‘íntimo’.

Com relação ao estupro por exemplo, 72% dos crimes em todo o Estado ocorreram dentro de casa, cerca de 45% dos agressores eram pessoas do convívio da vítima – companheiros, ex-companheiros, pais, padrastos, parentes e conhecidos – e 70% das vítimas tinham até 17 anos de idade. Já em relação aos homicídios dolosos, 12,3% das mulheres foram mortas por companheiros ou ex-companheiros.

 

*Foto: mulheres.org.br