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Chico e Cadu Playboy: pai e filho estão confinados

Transferidos para presídios de segurança máxima, presos têm rotina de restrições

24 junho 2016 - 08h52
Chico e Cadu Playboy: pai e filho estão confinados

A transferência de Francisco Eduardo Freire Barboza, o Chico da Ecatur, e Carlos Eduardo Freire Barboza, o Cadu Playboy, vai representar uma mudança na rotina de pai e filho. Cheios de regalias no Complexo Penitenciário de Bangu – como lanches do McDonalds e acesso a telefones celulares –, eles desde quarta estão confinados ao regime mais rigoroso do país, o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), em que o preso toma banho de sol na própria cela. A unidade em que Chico está, no Mato Grosso do Sul, ostenta um dos maiores índices de suicídios em prisões brasileiras, muito por conta das condições terríveis do lugar. Já Cadu foi parar em uma cidade no oeste do Paraná. As duas são prisões federais.

As transferências teriam sido autorizadas porque ambos fazem parte da quadrilha que resgatou Nicolas Labre Pereira de Jesus, o ‘Fat Family’, do Hospital Souza Aguiar, no último fim de semana, no Rio de Janeiro. Mas a transferência de Chico já havia sido solicitada à Justiça pelo Minisitério Público antes mesmo do resgate de Fat Family – há cerca de uma semana, o MP havia solicitado que o preso fosse retirado do estado. Segundo fontes, Chico, que estava preso no Bandeira Stampa, um dos presídios do Complexo de Gericinó (Bangu), tinha diversas regalias e pagava caro por elas. “Ele recebia quem queria e a hora que queria. Estava na vida boa”, revelou a fonte.

Mas agora a vida de Chico não será nada boa. Para se ter uma ideia, o presídio é monitorado por 200 câmeras de segurança, algumas delas instaladas em locais secretos, e as imagens são enviadas em tempo real para três centrais de monitoramento no próprio prédio, na superintendência da Polícia Federal de Campo Grande e na central de inteligência penitenciária do Departamento Penitenciário Nacional, em Brasília. Para garantir que não haja relação suspeita com os presos, os agentes penitenciários são obrigados a usar microfone de lapela e todas as conversas com os detentos são gravadas. Além disso, a penitenciária é dotada de infraestrutura e equipamentos de segurança de última geração, como aparelhos de raios-X, de coleta de impressão digital e detectores de metais de alta sensibilidade. O presídio é considerado um dos mais seguros do mundo e o Regime Disciplinar Diferenciado a que Chico está submetido por até um ano impõe as penas mais rigorosas do país. Nem mesmo o advogado do acusado terá contato físico com ele – a conversa se dá por interfone. 

As celas do RDD são 12, no total, e têm em torno de 14 metros quadrados – o dobro do tamanho da cela comum porque têm área para banho de sol, pois nem para isso o preso pode sair. São duas horas de sol por dia. No restante do tempo, o detento fica confinado na cela, que só tem cama e armário. A administração penitenciária não divulga os nomes dos presos nas instalações, somente os mais famosos como Fernandinho Beira-Mar e Nem da Rocinha, por exemplo. A Folha obteve a informação com exclusividade. O sistema oferece ao preso uniformes, estudo, atendimento com equipe médica, assistente social e psicólogo. O preso também pode receber assistência religiosa.

O mesmo rigor aplicado a Chico estende-se a Cadu Playboy, este confinado na Penitenciária Federal de Catanduvas, popularmente designada por “Cadeião”, a primeira prisão federal de segurança máxima do Brasil.

*Leia a matéria completa na edição impressa da Folha dos Lagos desta sexta-feira.