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POLÍCIA

Casos registrados de violência doméstica aumentam em 527% durante pandemia em Arraial do Cabo, diz Polícia Civil

Durante todo o período que abrange a pandemia, o número é de 58 registros até a publicação desta matéria

28 julho 2020 - 10h00Por Redação

Os casos registrados de violência doméstica aumentaram em 527% durante o período de pandemia do novo coronavírus em Arraial do Cabo. É o que aponta um levantamento feito pela 132ª DP, obtido com exclusividade pela Folha. O dado foi obtido numa comparação entre os dois primeiros meses do ano com os dois primeiros meses da pandemia – março e abril. Em janeiro e fevereiro, foram registrados 7 casos. Durante todo o período que abrange a pandemia, o número é de 58 registros até a publicação desta matéria, segundo a Polícia Civil. 

Com o intuito de combater os crimes de violência contra à mulher, a delegada titular da unidade, Patrícia de Paiva Aguiar, montou uma força-tarefa que conta com o apoio de mais três policias femininas, além dos suportes da juíza titular da Vara Única da Comarca de Arraial do Cabo e da promotora de Justiça do município.

– Assim que entrei na 132ª DP percebi uma carência em relação aos casos de violência doméstica. Esta força-tarefa tem como o objetivo o empoderamento da mulher para que ela saia de um ciclo de violência e consiga dar o primeiro passo, que é fazer a denúncia – conta a delegada, lembrando que as denúncias podem ser feitas pelo WhatsApp através do número (22) 981136585.

A delegada conta que um dos maiores desafios é o das mulheres agredidas denunciarem os agressores. A unidade também tem o desafio de acelerar as investigações para que os criminosos sejam punidos o mais rápido possível.

Os crimes oriundos do tráfico de drogas são outra preocupação. Embora os índices tenham retraído durante o período de isolamento, a delegada acredita que, com as regras de flexibilização dos municípios vizinhos, os índices voltarão a aumentar. Para o decorrer do ano, a titular afirmou que o objetivo da unidade é de oferecer o maior número de inquéritos encerrados ao Ministério Público, para que o órgão possa fazer as denúncias.

– O objetivo é de concluir as investigações que estão em andamento e aquelas que ainda serão iniciadas – conta.

À frente da 132ª DP há quatro meses, a delegada Patrícia já tem 20 anos de carreira e já trabalhou em diversas delegacias especializadas, como a de defraudações; do consumidor; de proteção à criança e ao adolescente; de homicídios; 13ª DP (Copacabana); 15ª DP (Gávea); nas Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deam) de Belford Roxo e Jacaré Paguá; e em delegacias da Baixada Fluminense, como as de  Japeri, Piabetá, e Magé.

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