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Violência

Caso do PM Ronaldo engrossa estatística: terceiro policial morto em Cabo Frio em 2015

Nem policiais militares estão imunes a violência

08 outubro 2015 - 09h37Por Rodrigo Branco

O assassinato do sargento da PM, Ronaldo Ferreira do Nasci­mento, na madrugada do último domingo, engrossou uma triste estatística e mostrou que nem aqueles que têm a missão de pro­teger a sociedade do crime estão imunes à violência. O ‘Máqui­na’, como era conhecido, foi o terceiro policial militar morto em Cabo Frio, só em 2015.

Em fevereiro deste ano, o sol­dado Leandro da Silva Carvalho, 34, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora da Vila Kennedy, Zona Oeste do Rio, foi morto por traficantes no Porto do Car­ro, onde foi visitar a mãe, e teve o corpo incendiado no porta-ma­las do carro após ser baleado. Três suseitos de participação no crime foram presos.

Pouco mais de um mês de­pois, em 15 de março, o sargen­to Elvis Santos Bento, que traba­lhava no Hospital Geral da PM, no Estácio, Zona Norte do Rio, foi baleado por ocupantes de um carro preto quando estava em um bar na comunidade do Valão, no Jardim Esperança, local pró­ximo ao do homicídio de Ronal­do, no último fim de semana.

Pelas estatísticas oficiais da secretaria de Segurança Pública, que contabilizam apenas as mor­tes em serviço, não há ocorrên­cias este ano. Assim, a crueldade e ousadia dos criminosos tem re­sultado em mortes dos policiais nos seus momentos de folga ou em atividades paralelas, como segurança privada, por exemplo.

Caso traumático foi o do sol­dado Valério Albuquerque de Melo Filho, morto em julho do ano passado após uma embosca­da na Via Lagos, na altura de São Pedro da Aldeia, enquanto fazia o transporte de R$ 6 milhões para uma empresa de segurança, juntamente com um subtenente da PM, que também foi ferido, mas escapou da morte. Quatro dias depois do assassinato, qua­tro suspeitos de participar do cri­me foram presos em Tamoios.

Outra morte com requintes de crueldade nos últimos anos foi a do também soldado Thiago Ma­ciel da Silva Lino, em junho de 2013. O corpo do PM foi encon­trado carbonizado dentro de um Siena no bairro Manoel Corrêa, após ter sido baleado. Dois su­postos integrantes da quadrilha de Carlos Eduardo Freire Barboza, o Cadu Playboy – Anderson da Sil­va Severo, o ‘Uandro’ e Cleiton da Silva, o ‘Mãozinha’ – foram apre­sentados em agosto pela polícia, acusados de participção no crime.

Em 2011, o sargento reforma­do Marcos Viana de Oliveira, foi executado com seis tiros por um homem de moto ao chegar em casa, no Braga.