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Audiência pública pede apoio da população no combate às drogas

Proposta da Câmara dos Vereadores reuniu diversos segmentos da sociedade na tarde desta quarta (13)

14 setembro 2017 - 12h49
Audiência pública pede apoio da população no combate às drogas

No mesmo dia em que traficantes ordenaram o fechamento do comércio no Jardim Esperança (matéria acima), uma audiência pública discutiu o combate e a prevenção às drogas em Cabo Frio. O evento aconteceu na Câmara dos Vereadores, na tarde de ontem. Na reunião, representantes de diversos segmentos ressaltaram as dificuldades enfrentadas pelas polícias Civil e Militar e a necessidade da parceria com a população. A audiência foi proposta pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
Participaram do evento, a presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Patrícia Cardinot; o policial militar Nogueira; o secretário de Esportes, Elizeu Pombo; o presidente do Grupo Iguais, Rodolpho Campbell; o secretário de Cultura, Ricardo Chopinho; o coordenador de Políticas Públicas sobre Drogas, Marcos Roberto Macêdo; e representantes da OAB. 
– Muita coisa já foi feita, mas temos muito a fazer ainda. Muitos casos de morte estão ligados ao tráfico de drogas. Temos tráfico de armas e disputa de território. Ou seja, há toda uma estrutura ligada à criminalidade que abarca a violência. A segurança pública é dever do Estado, mas é responsabilidade de todos. Precisamos da ajuda da população. Trabalhamos bastante dentro da nossa área, que abrange sete municípios – explica o representante da Polícia Militar, Major Nogueira. 
De acordo com a presidente do CCS, Patrícia Cardinot, a sociedade precisa ajudar a Polícia no combate às drogas.
– O 25º BPM tem viaturas que deixam de circular por falta de gasolina. A sociedade precisa parar um pouco de esperar o que o vereador vai fazer. Hoje Cabo Frio precisa dar as mãos. Muitos jovens se perdem nas drogas realmente. Mas tem muita culpa das famílias, que não estão atentas. É preciso perceber se seu filho está chegando com a roupa diferente ou com amizades estranhas – comenta.
Já o coordenador de Políticas Públicas sobre Drogas, Marcos Roberto Macêdo, destacou a importância do tratamento de dependentes químicos.
– A dependência química é um assunto maldito. Precisamos modificar a metodologia de prevenção e intervenção. A impressão que temos é que estamos cuidando de um vagabundo quando cuidamos de um dependente químico. Na verdade, estamos cuidando de uma pessoa que decidiu usar drogas – analisa.