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Rayzza

Amigos de Rayzza criticam andamento das investigações sobre morte de estudante

Pessoas ligadas à jovem assassinada há dois meses temem que caso termine em impunidade

19 julho 2016 - 08h23Por Redação
Amigos de Rayzza criticam andamento das investigações sobre morte de estudante

Enquanto o feminicídio faz mais uma vítima na Região dos Lagos, os amigos de Rayzza Ribeiro, jovem de 21 anos encontrada esquartejada na Estrada do Chaparral, em São Pedro, perdem as esperanças pela prisão do assassino. O delegado da 125ª DP (São Pedro), Jorge Veloso, pretendia identificar o autor do crime através do também suspeito Luan Souza, que foi morto no dia 25 do mês passado, o que dificulta ainda mais a investigação.

– O principal suspeito está morto. Outro possível envolvido no caso, que é o que está nas imagens, ainda não foi identificado. Queria identificá-lo através do suspeito que morreu. Temos que recorrer a outras medidas, como busca e apreensão nos locais em que a vítima esteve e quebra de sigilo telefônico – afirmou.

Quando questionado sobre a demora na aprovação dessas medidas na Justiça, Jorge Veloso explicou que outras recomendações podem estar sendo acrescentadas pelo Ministério Público.

– Estamos aguardando a Justiça. Não sei se o Ministério Público está expedindo outras recomendações. A Justiça normalmente pede para que o MP se posicione e eles podem acrescentar uns pedidos. Nós, da delegacia, temos inúmeros casos que não tiveram divulgação da imprensa para resolver. Não podemos nos prender em um só – completou o delegado.

Cansados pela demora na solução do caso, um grupo de amigos da jovem resolveu fazer uma investigação paralela. Um deles, que preferiu não se identificar, não acredita que Luan seja um dos autores do crime e não acredita na prisão do assassino pela negligência da Polícia Civil.

– Não se mexeram para nada. Na verdade, não quiseram atravessar a ponte para investigar o caso fora de São Pedro. Nós que tivemos que entregar imagens para a Polícia Civil. Sem contar que, segundo estatísticas da própria polícia, a possibilidade de pegar um criminoso depois de quatro dias é muito pequena. Meses depois, a possibilidade para mim é nula – disparou.

O grupo divulgou as imagens para o canal de televisão Inter TV (o outro suspeito do assassinato citado por Jorge Veloso aparece) de um homem caminhando pelo Canal ao lado da menina que seria Rayzza Ribeiro.

A estudante Rafaela Corrêa esteve na manifestação em homenagem à Rayzza e tem uma sensação de impunidade para os criminosos.

– É um choque, apesar de não ser surpresa nenhuma. Estamos cada vez mais com um sentimento de desamparo e os machistas, estupradores e assassinos cada vez se sentem mais fortalecidos e acima da justiça. Fazem o que querem e bem entendem, atentam contra nossa vida e não existe punição. Sabemos que será mais um para a pilha de casos de feminicídio sem resposta nem justiça – desab